bom dia a todos, exceto para:
- brasileiros que torcerão para outra seleção na copa
- quem odeia copa do mundo
- quem não é a favor do fim da escala 6x1
- fãs do jogador que não consegue andar em linha reta mais
Ainda é cedo para sabermos todos os impactos que essa classificação do PCC e do CV como grupos terroristas trará para o Brasil.
O que chama a atenção, de imediato e mais uma vez, é a submissão de políticos como Sérgio Moro, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema ao bolsonarismo, dando os parabéns a Flávio Bolsonaro.
Flávio é senador da República por um dos estados que mais sofre com o crime organizado e as milícias e nunca fez nada para combater efetivamente essas organizações criminosas. Agora, como pré-candidato à Presidência da República, o melhor que conseguiu apresentar sobre o tema foi pedir ajuda a outro país.
Demonstra que é alguém totalmente despreparado para o cargo que pleiteia e que o objetivo principal da sua ação não é resolver o problema de segurança do Brasil, mas sim tirar o foco das investigações sobre o seu envolvimento com o banco Master.
Nos EUA, quem combate o tráfico de drogas é o FBI (Polícia Federal dos EUA) e a DEA (Departamento Antidrogas). Ambos mantêm cooperação histórica com a Polícia Federal brasileira.
Quando Trump decide classificar facções brasileiras como “terroristas”, o eixo da questão deixa de ser policial e passa a ser geopolítico. Sai o protagonismo dos órgãos de investigação criminal e entra a CIA (órgão de inteligência e intervenção externa dos EUA).
A CIA não foi criada para combater o tráfico no Brasil. Sua função histórica sempre esteve ligada a interferir politicamente em outros países.
Na prática, essa medida não fortalece a investigação nem aumenta a capacidade brasileira de prender lideranças criminosas. O risco é justamente o contrário: transformar um problema de segurança pública em instrumento de intervenção política.
Quem defende uma bizarrice dessas é lesa-pátria e pronto.