A crítica é dirigida aos continuístas em geral, mas falo apenas por mim: minha posição não depende das opiniões progressistas de certos membros da CNBB. O que eu afirmo é algo simples e objetivo — a validade dos sacramentos permanece intacta. Matéria, forma, intenção mínima e sucessão apostólica continuam presentes, mesmo em meio à crise doutrinária e pastoral que todos nós enxergamos.
Eu não ignoro os erros desses textos; apenas não faço deles um argumento para negar a realidade sacramental. Reconheço a crise, rejeito os desvios modernistas, mas não construo uma tese de ruptura ontológica onde ela não existe. Minha posição é: fidelidade à Tradição, crítica aos erros e, ao mesmo tempo, reconhecimento de que os sacramentos celebrados validamente continuam sendo sacramentos.
Os degenerados quem degenerar. Esta é a explicação mais curta e mais simples. O cérebro humano foi feito para reconhecer padrões. Qdo o degenerado não reconhece seu padrão no outro, o que ele faz?
Esclarecendo:
1. Vaticano reafirma que os leigos - ou homens ou mulheres - não podem realizar a Homilia na Missa.
2. O termo correto nos livros da Igreja é homilia e não sermão. Parece que não leram o Documento, pois de forma tendenciosa apontaram as mulheres e trocaram o termo.
O termo "rendição" me parece excessivo; a Igreja continua sendo Igreja. Sem dúvida houve um recuo, e um recuo grave. Mas creio que podemos ver nisso uma permissão de Deus, para que aqueles que atravessarem esta crise sem romper com a obediência sejam provados na fidelidade e recebam graças maiores. Afinal, é nos tempos difíceis que somos mais chamados ao heroísmo; e o mesmo se dá com a santidade. Somos, de certo modo, privilegiados por Deus por vivermos neste tempo.
@JoaoAdvogado Questiono se não são, de fato, maioria. Talvez os abertamente relativistas sejam minoria, mas o cume da curva normal está nos "pastorais" laxos, que acenam aos extremados. Nas paróquias, muitos mal catequizados aceitam isso por não conhecerem outra formação.
Sim, nisso concordamos. O CVII foi uma resposta católica ao secularismo, ao Estado liberal e à ruína da Cristandade. O problema é justamente este. Em vez de uma resposta clara, firme e esclarecedora, os textos vieram com rodeios, aberturas e formulações elásticas demais. Ou seja, diante de uma crise real, a resposta acabou parecendo mais uma tentativa de acomodação do que uma reafirmação límpida da verdade católica.
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Depois do primeiro semestre ouvindo as relativizações mais absurdas, embasadas em documentos conciliares e pós-conciliares, você vai entender do que estou falando.
Nós somos rígidos com a doutrina, não com as coisas. Nenhuma coisa é errada, mas a intenção com a qual você faz a coisa. Já o protestante acha que as coisas são erradas, porque eles não têm doutrina. Eles não têm um código interno que distinga diferentes intenções de uso para uma mesma coisa, por isso eles aboliram o vinho, enquanto o católico se diverte, só não pode ficar bêbado. Por isso eles aboliram todas as imagens, enquanto o católico sabe que só foram proibidas imagens com intenção de serem deuses.
Por isso que quando o protestante te chama de pecador, está te expulsando, enquanto o católico, ao te chamar de pecador, está te convidando. Por isso eles cada vez mais se isolam em um puritanismo burro, enquanto o católico sabe que jogar Doom é justamente matar demônios.