Numa mesa cheio de participantes do Garantindo falando pra eles q eles nao foram bem, q a apresentação deles foi bem qualquer coisa, e eles bem incomodados
Passei em frente de uma casa, uma varanda aberta, três homens gordos, banhados, cada um com seu cigarro em mãos, mesa cheia de carteiras e isqueiros, parecia q tinham encontrado o nirvana, era 8:30h de uma manha de domingo
Minha mãe teve demência.
Ela esqueceu o dia do meu aniversário.
Todos os anos, sem falta, ela me ligava.
Mas, naquele ano, o telefone não tocou.
Liguei para ela.
— Mãe, você sabe que dia é hoje?
Houve silêncio do outro lado.
— Não sei.
— É o dia em que eu nasci.
— É mesmo?
Depois que desliguei, chorei.
No ano seguinte, o telefone também não tocou.
Liguei de novo.
— Mãe, você sabe que dia é hoje?
— Não sei.
Chorei outra vez.
A partir daquele dia, passei a ligar todos os anos.
Mesmo sabendo que ela talvez não lembrasse.
Mesmo sabendo que, muitas vezes, eu desligaria chorando.
Este ano, liguei de novo.
— Mãe, você sabe que dia é hoje?
Houve uma pequena pausa.
Uma pausa diferente.
Então ela respondeu:
— É o dia em que você nasceu, não é?
Fiquei sem conseguir respirar.
— Você lembrou.
— Como eu poderia esquecer?
As lágrimas vieram na mesma hora.
— Ano passado você esqueceu.
Do outro lado, silêncio.
— É mesmo?
Ela tinha esquecido de novo.
Mas, por um instante, naquele exato segundo, ela se lembrou.
— Por que só hoje você lembrou?
Minha mãe fez uma pausa pequena, como se procurasse alguma coisa dentro de si.
Então disse:
— Porque hoje eu absolutamente não queria esquecer.
Mesmo com a demência, parece que certas coisas se escondem em algum lugar da alma.
Talvez o dia em que um filho nasceu fique guardado exatamente ali.
No ano que vem, ela pode esquecer outra vez.
E tudo bem.
Porque aquele único instante em que ela lembrou me fez mais feliz do que anos inteiros.
No dia seguinte, fui até a casa dos meus pais.
Minha mãe abriu a porta.
Olhou para mim e sorriu.
— Quem é você?
Meu peito apertou.
Sorri de volta.
— Sou eu, mãe.
Ela riu, como se recebesse um estranho gentil.
Mandou que eu entrasse.
Preparou chá com as duas mãos, com a delicadeza de sempre.
Como fazia a vida inteira.
Conversamos por horas.
Sem que eu dissesse quem eu era.
Quando já estava indo embora, calçando os sapatos, ela falou atrás de mim:
— Você me lembra alguém.
Virei devagar.
— Quem?
Ela pensou por um instante.
E respondeu com um sorriso doce:
— O filho que eu tive há muito tempo.
Não consegui me mexer.
— Como ele era?
Ela riu.
— Era uma criança que chorava muito.
Riu enquanto os olhos se enchiam de lágrimas.
— Espero que ele esteja bem.
Engoli o choro e respondi:
— Está.
Ela assentiu, feliz.
Sem saber quem eu era.
Mas feliz por saber que o filho estava bem.
Isso bastava.
Mesmo esquecendo meu nome.
Mesmo esquecendo meu rosto.
Ela nunca esqueceu de se preocupar.
No aniversário do ano que vem, eu vou ligar de novo.
Ela não precisa lembrar de mim.
Se ela sorrir ao saber que o filho está bem,
isso já será suficiente.
E, se eu puder ver aquele sorriso,
posso fingir ser um estranho quantas vezes for preciso.
P.S.: essa história não é sobre mim, me enviaram
mounjaro pra ficar magrinha
venvanse pra ficar inteligente
fluoxetina pra ficar na paz
trembolona pra ganhar massa
zolpidem pra dormir gostoso
cocaina pra rebater o zolpidem
um pouquinho de álcool pq ninguém é de ferro né
Quinto dia tomando desvenlafaxina, a sonolência ainda persiste, mas a apatia da dando espaço pra um sentimento ruim e um pessimismo, hoje eu senti meu coração acelerar como numa crise, mas agora final de tarde início de noite meu corpo parece estar voltando ao normal
Primeiro dia tomando desvenlafaxina, tava bastante preocupado com os efeitos colaterais, tristeza e pensamentos suicid4s, mas felizmente fiquei na sudorese, boca seca e taquicardia
Quarto dia tomando desvenlafaxina, li na bula que sono poderia ser colateral, e hj eu tava igual gato de hotel, querendo dormir em cada canto que parava, e depois do sono veio a angústia, como se fosse ansiedade
Quando comecei o medicamento a psiquiatra disse que primeiro o remédio ia me derrubar pra depois fazer eu melhorar, tava ate com medo de tomar o remédio, nos primeiros dias nao aconteceu nada, mas agora começou a bater um apatia/tristeza