Imposible no recordar este vídeo de Luis Enrique donde reconoce que la capacidad comprensiva y la atención de un jugador profesional es la de un niño de cinco años con Tik Tok.
O maior legado de Roberto Martinez é este. Romper completamente com o ADN ofensivo e de jogo interior de Portugal ao ponto de segurar empates e por jogadores como Vitinha e Bruno a fazer passes para o lado em U eternamente. So os maluquinhos que querem engagement defendiam isto
Como já se tinha visto, a 🇨🇴 é bem mais forte que 🇵🇹 a nível coletivo. O empate deve se ao desacerto sul americano e a uma grande exibição de Diogo Costa. Quando se troca Leão e Samu por Félix e Vitinha a mensagem é segurar e transitar. O oposto do nosso ADN. Duelo com a Croácia!
Há uns anos vi a Argentina trocar cinco passes curtos junto à linha, talvez contra a Croácia, talvez contra a Holanda ou até antes, e tive a sensação estranha de reconhecer uma coisa que o futebol moderno se tinha esforçado por nos convencer que já não existia. A bola não avançava ainda. Ficava ali, presa a dois ou três corpos, num pequeno atraso deliberado, como se recusasse a obrigação contemporânea de se tornar logo progressão, métrica, vantagem territorial.
É a Argentina de Menotti, da Scaloneta, de Aimar e Manna, de Messi, do toco y me voy, da pausa, do corta-luz. É a magia do enganche e dos criativos contra o império da força, da velocidade, dos dados e da optimização. O húngaro @Jozsef_Bozsik
chamou-lhe, com razão, “a última equipa de futebol”, numa era em que, como nos profetiza, evocando Mark Fisher, o bom velho @stirling_j , parece ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do sistema posicional.
A globalização futebolística operou uma arrepiante desterritorialização do modelo de jogo, desde a academia até ao campo. Neste Mundial isso está evidente. Todos parecem ter aprendido a falar com o mesmo sotaque neutro: a mesma educação da jogada, a mesma saída a três, o mesmo duplo pivô, os mesmos extremos fixos, os mesmos laterais por dentro, as mesmas zonas ocupadas com zelo, os mesmos mapas, os mesmos relatórios. Sentamo-nos à frente da televisão e vemos a mesma gramática limpa e abstracta aplicada a corpos, histórias e culturas diferentes, com a bola a passar por estações previstas e o jogador a cumprir, muito direitinho, a pequena liturgia da posição.
A Argentina promoveu um retorno às suas raízes, a um modo de jogo que começa no potrero, no bairro, na cumplicidade dos jogadores que aprendem a reconhecer-se antes de obedecerem ao desenho. E fê-lo sem fingir que o presente não existe: a análise, o vídeo e a preparação estão lá, mas não chegam para confiscar o instante. O jogador aproxima-se, espera, toca e oferece-se, infere o tempo do outro antes de consentir a ordem do campo. A bola deixa de ser apenas uma circulação temporizada entre espaços para voltar a tornar-se numa conversa entre jogadores.
Há então um nostos rumo a um entendimento histórico e sociocultural da bola, relocalizando as relações afectivas entre os jogadores no seu devido contexto. A equipa não aparece como soma de funções, mas como comunidade de gestos, memórias e cumplicidades. Uma forma de jogar que ainda reconhece o improviso, a pausa, a hesitação, a parede, a diagonal e o encontro como parte essencial do jogo.
O tempo canonizou o atleta impecável; convém aqui distinguir o milagre da ginástica. Há uma santidade de ginásio, vontade e penitência que encanta multidões e vende mais suplementos. Mede-se a fome, vigia-se o sono, educa-se o músculo, corrige-se a alma ao espelho e entra-se em campo com a compostura de quem vai disputar um Mister Olympia contra Ronnie Coleman. Bonito, edificante, exemplar. Uma monotonia com jejum intermitente.
O futebol começa noutro sítio, longe da perfeição: no instante em que a bola descobre um corpo mais disponível ao assombro. O jogador torna-se protagonista e vemos que joga, como nas palavras do grande Eduardo Galeano, “pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade”.
E sim, Messi é levado ao colo. Por Deus.
Really good analysis from Henry. This is the Ronaldo issue right now.
He's playing as a 9, but he's never been a 9 and he's not acting as a 9. Not giving Portugal those traits and it hurt them today.
@AlbertOrtegaES1 Martinez esta en la seleccion porque acepta este papel de meterle de titular y no sacarle nunca, bajo ningun concepto. El ultimo entrenador (F. Santos) cuando le sacó para meter a Gonçalo Ramos salió en pocos dias. La @selecaoportugal es una plataforma para los 1000 goles de CR7
A federação portuguesa de futebol tem de decidir se quer ter uma seleção que represente o país e escolha os melhores atletas portugueses ou ser uma plataforma para ajudar o Ronaldo a chegar aos 1000 golos e colher os lucros do marketing e imagem de CR7
Parece que já ouço o @ruimalheiro amanhã a dizer que concorda com o @tomasrdacunha e que o Senegal apareceu com uma organização defensiva coriácea e a França com um ataque soporífero
🚨 COMUNICADO OFICIAL | Riquelme elige a Jürgen Klopp como entrenador
💣 El próximo lunes, si Riquelme es presidente, Raúl González Blanco se pondrá en contacto con el entrenador alemán
📻 #PartidazoCOPE
@adps_ 10 empates, 60 e tal pontos e um cruzaball horrendo justificado por uma suposta má equipa. Chegou o Jesus e em 2 meses jogávamos o triplo e sem nani. Até podia ser o melhor treinador do mundo agora, a passagem por Alvalade foi manifestamente pobre tirando essa final épica