entre palavras tortas, enredos efêmeros e lembranças eternas┆escrevo para me libertar, leio para me salvar · d¡ela & infp · perfil para escrita e leitura.
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*ੈ✩‧₊˚ sejam bem-vindos ao meu perfil! me chamo pixie. sou cartomante há 8 anos. faço culto a luciferus e à minha ancestralidade.
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Estou revisando wolfsbane 4 e já adicionei VÁRIOS diálogos extras e cenas extras. Inclusive, estou agora trabalhando em uma cena extra da Eunbi… com o HERON, porque acredito que os dois merecem um pouco de profundidade
🎥 | #RM falando sobre como se sentiu durante a produção do álbum Right Place, Wrong Person
🐨: Sim, esse é o meu álbum favorito até agora, porque é o meu trabalho mais recente. Mas, antes de tudo, obrigado por ter percebido isso.
👤: É tão bonito, especialmente as fotografias. Você… desculpa interromper…. (os dois começam a falar ao mesmo tempo)
🐨: Eu estava realmente tentando me afastar de onde eu estava. Durante muito tempo, usei como justificativa o fato de estar ocupado demais, cumprindo o meu papel e seguindo toda aquela agenda de compromissos.
Mas percebi que, ultimamente, eu estava acomodado demais para pesquisar, explorar e estudar tudo o que existe de incrível no mundo da arte.
Então, quando estava trabalhando no álbum, pouco antes de me alistar no exército, tentei me afastar o máximo possível de tudo aquilo que me cercava.
Bella: Você passa a impressão de ser uma pessoa muito reflexiva. Você costuma citar influências literárias, como George Orwell, Haruki Murakami e até Carl Jung. Qual foi o primeiro livro que realmente mudou a sua vida?
RM: Acho que... (suspiro). Bem, preciso dizer que, quando era mais novo, eu lia muito mais. As redes sociais estão me fazendo perder o hábito da leitura. (risos). Está cada vez mais difícil assistir a filmes e ler livros, porque às vezes tudo parece entediante.
Posso colocar um filme na Netflix e pausar a qualquer momento. Por isso, hoje em dia, ir ao cinema e deixar o celular no modo avião parece um luxo. Permitir-se seguir a visão e a arte de um único diretor se tornou uma experiência cada vez mais rara.
Acho que o primeiro livro que me causou uma espécie de "síndrome de Stendhal" foi Demian, de Hermann Hesse.
Bella: Ah, sim.
RM: Sim. Foi ali que descobri a essência e a realidade da minha... como posso dizer... da minha inveja.
Bella: Que interessante.
RM: Porque Demian é retratado como uma pessoa ideal, um ser quase elevado. E as frases do início do livro eram extremamente marcantes — a metáfora do pássaro e do ovo, e a ideia de Abraxas. Acho que reli esse livro cinco ou seis vezes na adolescência.
Bella: Sério? Meu Deus.
RM: Acho que preciso lê-lo novamente. Naquela época, ele parecia representar exatamente a vida escolar. Todos aqueles sentimentos ruins, a inveja dos colegas — dos que eram altos, bonitos, inteligentes, bons nos esportes e sempre faziam sucesso com as garotas... (risos). Mesmo adolescente, eu conseguia enxergar minha própria vida refletida naquele livro.
Bella: Sim, eu me lembro dessa sensação. É um ótimo livro, especialmente porque a inveja pode ser um sentimento muito destrutivo e sufocante. Lembro que meu terapeuta me disse, quando conversávamos sobre como é difícil competir com alguém, que era possível enxergar isso como um jogo.
Ler algo assim tão jovem é muito filos��fico. E, na verdade, sentir inveja não é necessariamente algo ruim. Faz parte do caminho para entender aquilo que você é capaz de enfrentar. É um livro extraordinário. Como você o encontrou?
RM: Era considerado um clássico e era muito recomendado pelos meus pais e professores. (risos). Todos os fins de semana meus pais me levavam à biblioteca da cidade. Acho que essa é uma das melhores coisas que os pais podem fazer pelos filhos: dar a eles a oportunidade de entrar em contato com grandes ideias e com todo esse conhecimento que as gerações anteriores nos deixaram.
Quando eu era adolescente, uma vizinha contou que todo ano dava uma surra de surpresa na filha dela, dentro do box, sem roupa, até ela fazer xixi de medo e dor
Sem "motivo", sem briga, do nada, só a surra pra ela lembrar quem mandava
Nunca esqueci a naturalidade dela falando