Elegância também é saber envelhecer.
Na prova de eliminação de hoje, tive a oportunidade de escolher os vinhos para os meus colegas. Em meio à tensão da competição, ouvi uma frase que fez referência à minha idade, em um tom que considerei desnecessário e preconceituoso.
Tenho 60 anos — e tenho muito orgulho de cada um deles. Carrego experiência, histórias, aprendizado e, acima de tudo, a disposição de continuar aprendendo e enfrentando novos desafios.
No MasterChef, estamos ali para cozinhar, competir e realizar sonhos. A idade não diminui ninguém. Pelo contrário: ela pode trazer maturidade para entender que respeito nunca sai de moda.
No fim, prefiro responder com aquilo que sempre me trouxe até aqui: talento, trabalho, respeito e elegância.
E que a competição continue… porque, para segurar minha mão, eu prefiro que seja a vida. ❤️👨🏻🍳
tomando café antes do concurso. ..
discussão sobre pao de queijo dormido. Uma ofensa para o mineiro. chocadooo kkkk deve ser igual tomar mate morno kakakaka
O Rayo Vallecano está escrevendo uma das maiores histórias europeias de todos os tempos. Semifinalista da Conference League, saiu na frente contra o Strasbourg nesta quinta, 1 a 0 em Vallecas, no jogo de ida.
Clube pequeno, de bairro, orçamento curto, relação historicamente desgastada com a diretoria, problemas estruturais que se arrastam há anos - de um estádio que pede reformas a um centro de treinamento que limita o dia a dia. Tudo no Rayo aponta, em teoria, para instabilidade.
E, ainda assim, funciona.
Funciona porque há um elenco que comprou a ideia. Porque há um treinador jovem que entende exatamente onde está e o que representa. Porque há um tipo de pressão que não pesa, empurra o time. Vallecas não é um detalhe. É o centro de tudo.
Quem entra em campo pelo Rayo não joga apenas por um resultado. Joga por um bairro que se reconhece ali. E isso, no futebol de alto nível, ainda faz diferença. Mesmo quando quase ninguém mais acredita nesse tipo de narrativa.
Vallecas foi município independente até ser incorporado a Madri em 1950, durante o regime do ditador Francisco Franco. A integração nunca foi completa. A região seguiu à margem - social, econômica e simbolicamente. E construiu, a partir disso, uma identidade muito própria.
Hoje, segue sendo um dos territórios mais estigmatizados da cidade.
Como estrangeiro vivendo em Madri, perdi a conta de quantas vezes ouvi que “Vallecas é perigoso”. É uma simplificação confortável e, muitas vezes, distante da realidade. O que existe ali é outra coisa: historicamente um local da classe operária, gente simples, trabalhadora; e mais recentemente destino para milhares de imigrantes. O Rayo se tornou o símbolo maior de tudo isso, até mesmo contra o poder estabelecido pelo estado madrilenho. E isso aparece no estádio.
O Campo de Fútbol de Vallecas não é moderno, não é confortável, não atende aos padrões que o futebol europeu tenta vender. Mas entrega algo que poucos lugares ainda conseguem: contexto. E talvez seja exatamente por isso que o Rayo esteja onde está.
Viva Vallecas, viva el Rayo. ¡A por la final!
@Mattmargoto@dominguesvero Não acho. Fazem parte, porém na parte midiática a representação vendida é sempre de corpos masc, brancos, atléticos, etc..
aki é um saco que não dá pra escrever muito e fica uns comentário no vácuo
@dominguesvero lgbt periferico não falta.. agora disputar a narrativa e os corações ninguém quer.. fazer o que as tias evange fazem, n tao disposto. Enfim, é preguiçoso demais o papinho dele, parece que não conhece a realidade concreta!
@dominguesvero poderia ter feito a crítica sobre a cultura dominante "queer" ser muito branca e classe média+. As ausências de pessoas negras e periféricas no imaginário cultural da comunidade LGBT. Mas não caiu nesse papo de homi HT de pouco esforço e de desunião total.