Do Beta ao Alpha.
Literacia financeira em PT.
BSc Economia • MSc Finanças • CFA Level III Candidate.
Não é aconselhamento financeiro.
Principal: @BAInvesting
S&P 500 para sempre?
Nos últimos 100 anos, O S&P 500 gerou 10%/ano. Mas na semana passada vimos que os ventos mudaram.
Hoje publico a Parte 2 da análise.
Está na hora de olhar por baixo da superfície e ver a matemática perversa que te força a comprar o topo.
Não durmas na média.
O que vou estar a ver de perto esta semana:
Macro:
4ª: Inflação EUA
5ª: Decisão de juros do BCE (+0.25%) + Preços no Produtor (EUA)
6ª: Indicador de Sentimento EUA (Michigan)
Micro:
4ª: Contas da Oracle (pós fecho)
5ª: Contas Adobe (pós fecho)
A observar:
- Negociações EUA/Irão
- Petróleo
- Yields (juros soberanos) a 10 anos nos EUA (alívio abaixo dos 4.5%?)
"Compra S&P 500 todos os meses e esquece. 10% ao ano, garantido."
Já ouviste este conselho. Talvez até o sigas.
O problema: assumir que os próximos 30 anos se irão repetir. Mas os ventos mudaram.
A Parte 2 sai na próxima semana. Segue para não perderes.
$BTC a cair 5% hoje, a testar os $60k diretamente na base de um canal estrutural que vem desde 2022.
Não gosto de tentar adivinhar o bottom, sobretudo na Bitcoin, mas a assimetria de risco/retorno para acumulação de longo prazo nesta zona de suporte é evidente.
O prémio de risco compra-se no desconforto, não na euforia..
A razão pela qual a $IREN é a maior posição da minha carteira resume-se a isto: execução e antecipação.
Depois de DCs no Canadá, EUA e Espanha, o regresso às origens na Austrália com +0.8 GW faz o portfólio global saltar para 5.4 GW.
Quem é que também anda pela Austrália? A Anthropic.. que recentemente abriu escritório em Sydney e está a recrutar engenheiros para Data Centers. Quem é a única "neocloud" com energia já garantida e esta escala na rede australiana?
O melhor está ainda por vir...
1/3: Já conhecem a $IREN? É a maior posição da minha carteira e acredito que vai ser uma das principais beneficiárias do boom a que estamos a assistir em IA.
Têm 4.6GW de capacidade energética assegurada, numa indústria onde a energia é o verdadeiro gargalo.
(continua a ler👇)
Tocaste precisamente num grande tema que a maioria ignora: o risco cambial.
Repara no exemplo de 2025. O S&P 500 teve um ano forte e subiu cerca de 16%. No entanto, como o Euro valorizou 13% face ao Dólar, o investidor europeu que comprou um ETF sem cobertura de risco cambial viu apenas um retorno de 4%. O câmbio dita muito do resultado...
Ainda assim, nota que comprar S&P 500 não é bem apostar na economia doméstica dos EUA.. como referi no artigo, mais de 40% das receitas destas empresas são globais. E quanto ao VWCE, convém lembrar que cerca de 60% do índice está concentrado precisamente nos EUA. É uma melhor opção face ao Sp500, mas se o mercado americano abrandar, o VWCE vai sofrer com isso.
A verdadeira alocação estratégica vai muito além dos índices de massa. É precisamente esse tipo de soluções estruturadas que pretendo apresentar aos investidores com o projeto que estou a criar. O conhecimento está à distância de um clique.
"Compra S&P 500 todos os meses e esquece. 10% ao ano, garantido."
Já ouviste este conselho. Talvez até o sigas.
O problema: assumir que os próximos 30 anos se irão repetir. Mas os ventos mudaram.
A Parte 2 sai na próxima semana. Segue para não perderes.
"Uns aninhos" na história do S&P 500 já foram 16 anos consecutivos de retornos reais negativos (1966-1982)..
Passar uma década e meia com o património estagnado é um custo de oportunidade duro para qualquer carteira. Estar no mercado é indispensável, mas olhar para as avaliações ajuda-te a calibrar as expectativas para não seres apanhado de surpresa pelos ciclos.
@Hugodadisco Exatamente Hugo. O mito dos 10% garantidos cai por terra quando a macro bate à porta e o investidor fica preso numa década perdida. Obrigado pelo valor acrescido à discussão!
É exatamente esse o tipo de mito que o artigo desconstrói. Toda a gente assume a máxima como uma verdade inquebrável, mas quase ninguém se dá ao trabalho de analisar a sua sustentabilidade para as próximas décadas...
Uma coisa é acreditar no crescimento estrutural dos EUA. Outra é assumir que retornos extraordinários (e acima desse crescimento estrutural), como os que vimos nas últimas décadas, são replicáveis no futuro. Essa extrapolação linear é matematicamente inviável..
O conhecimento está à distância de um clique
A história não engana, mas o recency bias sim. Nesses 100 anos de S&P 500, esquecem-se de que existiram períodos de 13 a 15 anos com retornos reais flat ou negativos (como 1966-1982 ou 2000-2013).
O mito não é o índice ser robusto.. É a ilusão de que o retorno é linear e imune às avaliações de entrada. Quem compra no pico de uma expansão de múltiplos raramente colhe a média histórica na década seguinte. Os dados estruturais estão todos no artigo..
Não confundas análise de ciclos com ragebait João. Chamar 'futuro forte' a uma extrapolação linear do passado recente é apenas miopia analítica. Os catalisadores estruturais que sustentaram o índice na última década perderam tração.
Isto não é um mero posicionamento idiossincrático.. as maiores casas de gestão de ativos do mundo projetam retornos reais medíocres para as ações dos EUA na próxima década. Quem falha em antecipar esta inversão de ciclo arrisca seriamente a carteira.
Se preferes manter a tua convicção atual e ignorar estes sinais, é uma escolha pessoal, claro. Mas o conhecimento para tomares decisões de investimento mais informadas está à distância de um clique.
Sem dúvida Luís. A performance recente tem sido incrível. O problema é achar que isso se vai manter para sempre, um pressuposto grave de quem desconhece as dinâmicas macro e os ciclos de mercado.
A melhor parte? No artigo desconstruo exatamente por que razão essa matemática falha.
E o objetivo é simples: que o investidor português, tantas vezes desarmado pela falta de literacia financeira que discuti no meu artigo anterior, tome decisões mais conscientes, entendendo as dinâmicas por trás dos pressupostos que assume.
O conhecimento está à distância de um clique.
A taxa de literacia financeira em Portugal é a mais baixa da Europa e das mais baixas do mundo!
A falta de método custa caro. Na βαCapital, aplicamos o rigor institucional para dissecar empresas: sem ruído e sem intuição. Apenas análise fundamental.
A mudança começa em ti!
Não se trata de medir o país pelas elites, mas de entender onde está a falha. O facto de termos profissionais de alta capacidade técnica (engenheiros, devs) que, mesmo assim, não têm literacia financeira, é a prova final de que o problema é estrutural e não individual. Se nem a nossa elite técnica domina o básico do mercado, o sistema de ensino e banca falhou em toda a linha. A literacia não é um "caso excepcional", é uma competência básica que nos foi negada.
A taxa de literacia financeira em Portugal é a mais baixa da Europa e das mais baixas do mundo!
A falta de método custa caro. Na βαCapital, aplicamos o rigor institucional para dissecar empresas: sem ruído e sem intuição. Apenas análise fundamental.
A mudança começa em ti!
Discordo. Reduzir isto a 'falta de literacia' é a resposta fácil para quem não quer analisar o sistema.
Somos um país que gera unicórnios tecnológicos como a Talkdesk ou a OutSystems e temos engenheiros de elite reconhecidos mundialmente. O nosso sistema académico é fortíssimo e o talento português é disputado globalmente. Se temos tanta capacidade de execução e inteligência, o problema não é o português.
O problema é que o sistema educativo e bancário nunca nos deu as ferramentas para gerir o nosso capital. Preferem que sejamos clientes passivos. A 'literacia' não é o problema, é o sintoma de um modelo opaco que lucra com a nossa desinformação. É hora de mudar!
Um comentário que é fruto do sistema que condeno... não é por acaso que estamos na cauda da Europa, neste e noutros temas. Temos de mudar de mentalidade.
A questão não é o dinheiro, são as prioridades. Quantas famílias gastam o equivalente a uma subscrição de streaming ou lazer em consumo passivo sem questionar? São escolhas válidas, claro, mas priorizam o entretenimento imediato em detrimento da construção de património. Investir em literacia financeira é, no fundo, a única forma de garantir que o dinheiro deixa de ser uma limitação futura. É uma questão de custo de oportunidade: consumir hoje ou construir amanhã.
O dado mais preocupante aqui não é apenas o diferencial face à Zona Euro, é o custo de oportunidade silencioso para o investidor português médio.
Enquanto o sistema incentiva a alocação em depósitos a prazo (com taxas reais negativas, considerando a inflação), a maioria continua a ver o investimento em ativos de capital como uma aposta, ignorando que a inação é, por si só, um risco financeiro severo.
Escrevi recentemente um artigo cruzando estes dados do Banco de Portugal (do Boletim de Março) com estudos sobre o comportamento financeiro europeu, onde desmistifico este bloqueio entre 'poupar' e 'alocar capital'. Para quem quiser perceber o racional por trás deste diferencial de taxas e como mitigar este custo de oportunidade, consultem aqui, ou então via link na bio
https://t.co/mGJg8M4aZE
@touaqui_touali É rendas... É literacia financeira... Estamos na cauda da Europa em tudo. O sistema quer-nos passivos, sem ferramentas e dependentes. Aceitar isto é o primeiro passo para o desastre, mas a única forma de sair do ciclo é construir o nosso próprio método, apesar do sistema.
@Manu1503 É rendas... É literacia financeira... Estamos na cauda da Europa em tudo. O sistema quer-nos passivos, sem ferramentas e dependentes. Aceitar isto é o primeiro passo para o desastre, mas a única forma de sair do ciclo é construir o nosso próprio método, apesar do sistema.
@Malaghetto74 É rendas... É literacia financeira... Estamos na cauda da Europa em tudo. O sistema quer-nos passivos, sem ferramentas e dependentes. Aceitar isto é o primeiro passo para o desastre, mas a única forma de sair do ciclo é construir o nosso próprio método, apesar do sistema.
A 28 de abril, a $SPOT caiu 15% e o retalho entrou em pânico com as projeções. A minha tese? A gestão estava a fazer sandbagging.
Hoje confirmaram as verdadeiras projeções da empresa: um crescimento ANUAL de 14% a 17% nas receitas até 2030.
https://t.co/BAFn65Zl9O
#investimentos
A $SPOT cai 15%. Os algoritmos e o retalho estão a causar pressão vendedora com base nas projeções "fracas" para o 2º.Trim e no impacto cambial no segmento de publicidade. Mas não estão a ver a história completa