É um dia negro para a nossa democracia.
Os últimos anos foram marcados por um primeiro-ministro que escândalo após escândalo dizia “não sei” ou “não é nada comigo”.
Hoje o país acordou com um escândalo que chega ao círculo de confiança de António Costa.
O último ano, em especial, foi marcado pelo quero, posso e mando. Ao ponto que António Costa escolheu manter um ministro que destruiu a credibilidade do cargo que ocupa e promoveu a chefe de gabinete alguém que já se tinha demitido por corrupção.
Hoje acabaram as desculpas, o passa culpas e o empurrar com a barriga. Hoje, o problema deixa de se resolver com pensos rápidos de “códigos de ética” e remodelações de fachada. É triste ter sido preciso que os problemas tenham literalmente chegado até à porta do primeiro-ministro.
De nada adiantou ou agora adiantaria mudar de ministros quando quem insistentemente escolheu os piores se perpetuaria no cargo.
Acabar com algo que me revolta: os mesmos que enchem a boca contra o populismo acabam de entregar uma arma cheia de munições aos populistas.
Mas talvez seja hoje o início de um futuro de mudança para o país.