A própria defesa de Bolsonaro acaba de admitir algo que, sinceramente, ajuda a explicar muita coisa.
Informaram Alexandre de Moraes que, após fazer uso de medicamentos psiquiátricos que alteraram sua cognição, a equipe de segurança precisou tornar a arma de Bolsonaro inoperante.
Ou seja: estamos falando de um ex-presidente cuja própria defesa reconhece um quadro mental suficientemente comprometido a ponto de não poder sequer ter acesso funcional a uma arma, mesmo sendo ex- capitão do Exército.
E isso faz surgir uma reflexão inevitável.
Será que toda essa sucessão de atitudes completamente irracionais dos filhos, os ataques descontrolados, as disputas internas, o comportamento autodestrutivo e essa condução caótica do centrão bolsonarista passam justamente pela certeza de que Bolsonaro já não possui mais condições de exercer autoridade real sobre o próprio grupo?
Porque fica cada vez mais evidente que Eduardo, Flávio e companhia atuam como quem sabe que o pai não tem mais condições de frear ninguém, corrigir ninguém ou repreender publicamente (quando possível) os absurdos que estão fazendo.
Se a saúde mental de Bolsonaro realmente está comprometida, muita coisa dos últimos meses finalmente começa a fazer sentido.
Talvez o problema nunca tenha sido apenas político.
Talvez seja muito mais grave do que isso.
Júlia, você é do grupo político do Mario Frias, que está sendo acusado de crimes bem graves, com todo tipo de comprovação, e você não disse uma palavra sobre isso até agora. Enquanto isso, está buscando linchar os aliados.