O Brasil atualmente enfrenta o crime organizado neopentecostal impondo perseguição religiosa nas periferias, tentativas de mudanças legislativas para impor leis de fundamento evangélico, e aliado a isto o cristianismo sionista fazendo lobby para criminalizar até mesmo críticas ao Estado de Israel. Diante deste cenário, a ameaça de extremismo religioso que há, segundo a campanha coordenada por influenciadores de direita, é que os 35 mil muçulmanos do Brasil, de uma população de 213,5 milhões de habitantes, tem UM HOTEL COM ATENDIMENTO HALAL, e uma casa de oração numa favela. Sim. Isso. Literalmente a evidência citada é sempre esta.
Sob a perspectiva das ciências sociais, fenômenos dessa natureza são frequentemente compreendidos como processos de pânico moral, conceito desenvolvido por Stanley Cohen, no qual determinados grupos minoritários passam a ser apresentados como ameaças desproporcionais à ordem social. Nesses contextos, acontecimentos isolados ou práticas absolutamente comuns em sociedades pluralistas modernas (templos de religiões diferentes, restaurantes para dietas diferentes, representantes políticos com ascendência imigrante etc..) passam a ser interpretados como sinais de uma suposta conspiração ou conquista cultural, enquanto questões reais e imensas são normalizadas ou ignoradas.
É incrível como a internet brasileira, que hoje pauta as mudanças políticas, medos e tendências, funciona como uma feira onde ganha o vendedor de susto berrando a venda do pânico moral mais mirabolante.
Em junho de 2026, Rafael Rozenszajn veio ao Brasil para divulgar seu livro *A Guerra de Narrativas*. Apresentado como especialista em comunicação estratégica e primeiro porta-voz em português das Forças de Defesa de Israel (IDF), o advogado carioca radicado em Israel atuou como promotor militar, assessor jurídico e, desde 2023, tornou-se um dos principais defensores públicos da ofensiva israelense em Gaza.
Sua passagem pelo país gerou protestos. Em Belo Horizonte, movimentos de solidariedade ao povo palestino denunciaram sua participação em um evento voltado a agentes de segurança pública. Críticos apontam que Rozenszajn atua na defesa política e midiática de um Estado acusado de graves violações de direitos humanos, além de promover modelos de vigilância e repressão desenvolvidos por Israel e aplicados contra a população palestina.
Durante anos, Rozenszajn integrou o sistema jurídico-militar que sustenta a ocupação da Cisjordânia. Sua atuação pública busca legitimar as ações do governo israelense diante de denúncias de apartheid, expansão colonial e crimes de guerra. A controvérsia em torno de sua visita evidencia que a questão palestina também é travada no campo da informação: receber como autoridade um porta-voz do exército responsável pela devastação de Gaza significa contribuir para a normalização dessa violência.
Referências:
SILVA, Jean. Palestra de porta-voz do Exército israelense para forças de segurança gera protestos em BH. Brasil de Fato, 10 jun. 2026.
A NOVA DEMOCRACIA. Anti-imperialistas realizam ato e melam palestra de major da entidade nazi-sionista ‘Israel’ em Goiânia. 16 jun. 2026.
UNIBES CULTURAL. A Guerra Invisível com Rafael Rozenszajn. Maio de 2026.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS. Comissão de Cultura presta homenagem a militar israelense. 3 nov. 2025.
Netanyahu asks Lebanese if they remember the days when Lebanon was called the “Pearl of the Middle East.”
We do.
We also remember who invaded Lebanon in 1982, besieged Beirut, occupied the south for nearly two decades, bombed our cities, carried out massacres, assassinations & repeated wars.
Interesting how Hezbollah is blamed for everything, including Lebanon’s decline, while the Israeli invasion, occupation & destruction that predated Hezbollah’s very existence are simply erased from the story.
Hezbollah did not invade Lebanon. Israel did.
Hezbollah did not create the occupation. Hezbollah emerged because of it.
You also speak as though Hezbollah is not Lebanese. Whether one supports it or opposes it, Hezbollah represents a significant segment of Lebanese society. It has MPs in parliament, ministers in government, & a constituency that cannot simply be wished out of existence. Millions of Lebanese cannot be erased because that makes for a more convenient Israeli political narrative.
The arrogance of telling Lebanese to “free themselves” from other Lebanese while Israeli forces occupy Lebanese territory & Israeli aircraft violate Lebanese airspace daily is difficult to miss.
You speak as though Lebanon’s problems began with Hezbollah & Iran. That is historically illiterate at best & deliberately dishonest at worst.
Lebanon has suffered from corruption, sectarianism, foreign intervention & political failure. But it has also endured repeated Israeli invasions, occupations, bombardments, assassinations & wars long before Hezbollah became a major force.
And now the man whose military has spent months bombing Lebanese towns, flattening homes, killing civilians, displacing entire communities & threatening the country with “another Gaza” wants to present himself as a concerned friend of the Lebanese people.
The audacity is staggering. It would be impressive were it not so grotesque. The historical revisionism is even worse.
You must be getting desperate if this is the story you are trying to sell.
This is epic from Turkish President Erdogan 🔥
🇹🇷Erdogan: 85 years ago, the world’s silence on Hitler cost 80 million lives. Humanity paid for one tyrant’s madness.
Today we’re repeating it. Genocidal actions of GAZA BUTCHER Netanyahu are getting the same silent treatment Hitler got.
Fires don’t stay local. Sparks fly worldwide.
The world is already paying for the Strait of Hormuz mess. If Israel’s lawlessness isn’t stopped, everyone pays.🔥🔥
The only MUSLIM leader with SPINE