Em 2024, a repórter japonesa Kiyomi Nakamura, que acompanha o futebol brasileiro desde 1998, não conseguiu conter as lágrimas enquanto fazia uma pergunta a Vinicius Junior.
Ela quis saber como ele consegue recuperar as forças para superar os constantes episódios de racismo que enfrenta. Kiyomi chorou porque, além de ter entrevistado pessoas próximas do jogador que relataram as diversas dificuldades e injustiças que ele vive no dia a dia, ela assistiu Vini, na mesma entrevista não conseguindo conter o choro ao responder sobre os crimes de ódio que sofre. Vini confortou a repórter na hora, por compreender o peso da situação.
Na resposta, Vini emocionou ainda mais ao dizer que o que o motiva a continuar é ser a representação da sua fam��lia, do Brasil e de tantas pessoas que sofrem todos os dias. Ele contou que, no lugar onde cresceu, é muito difícil ter um futuro, mas que conseguiu sair de lá e se considera um vencedor, independentemente das derrotas. Para ele, ser um símbolo de resistência contra o racismo e a favor da igualdade é algo pelo qual luta com muita vontade.
Dou aula de reforço escolar a domicílio e esses dias fui preparar um aluno para uma redação sobre racismo.
Quando cheguei, expliquei o tema e ele soltou:
— Eu odeio racismo.
Achei que viria um alguma reflexão interessante que ele poderia utilizar na redação.
Mas ele continuou:
— Minha vó era racista e não quis casar com um homem negro de quem ela gostava. Só que eu nem fico com raiva por causa do racismo...
Perguntei:
— Então por quê?
— Porque ele era rico. Aí ela foi casar com meu avô, que era branco e pobre. Se ela tivesse casado com ele, eu podia estar assistindo à Copa do Mundo nos Estados Unidos em vez de estar aqui estudando redação.
A minha reação foi exatamente essa: