Eu sinto que sou extremamente insuficiente para as pessoas, por mais que digam o oposto disso. Me sinto impotente e frágil, eu entrego todo amor que carrego no meu coração e mesmo assim, não basta.
Eu olhei o teclado e queria lhe dizer o quanto esses dias não têm sido fáceis. Queria lhe falar que eu não tenho me alimentado direito, ou que deixei de dançar com o copo de vinho nas madrugadas. Queria lhe dizer que estou juntando meus cacos e tenho tido medo em ser feliz.
Tudo bem, pode mentir para mim. Minta sobre eu ser a garota mais bonita que já viu, minta sobre não viver sem mim ou minta sobre eu ser a primeira garota que te faz se sentir assim. Apenas permaneça mentindo constantemente para mim.
Eu sou a garota que ri do que não se pode rir, que ama fazer surpresa aos amigos, eu entrego o meu coração a quem não deveria todas as vezes e acabo destruída. Eu sou intensa, amo demais, solto gargalhadas e por vezes sou pega saboreando escondida a cobertura de chocolate do bolo
É estranho ser amada pela metade. O gosto do café não ser o mesmo sem você, ou as risadas perdidas entre a solitude da manhã. Eu o olho, mas não sou vista. Eu o toco, mas não sinto seu carinho. Eu continuo aqui, permaneço quebrada, esperando algum vestígio de amor ou saudade.
Eu continuo aqui e eu não sei o motivo. Eu estou olhando em seus olhos, querendo gritar que o amo, esse amor me consome e você permence imóvel, vazio e distante. Não sei onde está a pessoa que eu me apaixonei, mas não permanece dentro de você mais.
Eu não aguento mais.. É sempre em uma madrugada, quando tudo está silencioso e escuro. Eu penso no aconchego aos Domingos, o cafuné pela manhã e todas as vezes que podia ver seu sorriso. Eu sinto falta do que não é meu, sinto falta do que me destruiu.
Eu sempre soube que nunca a esqueceu. Vai ver eu quis acreditar porque era mais fácil, em todos os beijos, declarações ou promessas. Eu me deixei ser usada para suprir a falta que ela fazia, não porque eu quis e sim porque acreditei que poderia ser diferente dessa vez.
Eu olhei para o lado e foi inevitável não perceber a cama vazia, novamente outro amor se foi e não foi qualquer amor, foi você. Eu queria estar deitada ao seu lado, sentindo o perfume da sua camisa e ouvindo sua respiração. Eu estou sozinha, com o coração despedaçado e vazia.
Tenho medo de me perder e deixar escapar tudo que alcancei. Aprendi a ser eu mesma, poder rir sem filtro, conhecer pessoas inimagináveis e ser a versão mais autêntica. Mesmo assim, tenho medo de ser amada e entregar tudo que existe dentro de mim, tudo que ainda resta do coração.
Você ainda acorda com a claridade que entra pela janela ? Ou faz o café super forte como todos os Domingos ? A casa ficou quieta, vazia e silenciosa completamente, talvez o mesmo sentimento que eu tinha enquanto vivia ali com você. O alívio não grita mais e sim repousa aqui.
Eu desconfio de quem se aproxima e me cansei de me doar em demasia a quem precisa. Temo ficar próxima de pessoas que só sentem a necessidade de aplacar a própria solidão. Queria ser mais que um corpo ou um excesso de sentimento. Queria ser vista, sentida e amada genuinamente.
Você claramente não me quer. Não ri enquanto está comigo, nem olha nos meus olhos quando converso com você. Eu estou ali, presente e inteira enquanto você foi embora há muito tempo. Gostei tanto de você que acabei esquecendo de mim.
Você só me quer ao seu lado quando a noite é solitária demais, em todas as vezes que o estresse foi demasiado no trabalho ou quando bebeu demais. Você finge que me quer naquele abraço que transparece aconchego, mas é completamente carregado pelo vazio.
Queria ser a última peça do seu quebra cabeça, preencher o vazio que ficou em seu coração e curar cada ferida que encontrou seu corpo. Queria tocar em seu rosto com a ponta de meus dedos, sentir a sua boca macia e observar seus olhos castanhos que penetram minha alma.
Meu erro foi me entregar demais, doei meu corpo, meu coração, o que restou foram migalhas de mim e cada pedaço meu estava preenchido por você. Ainda sim, não era o bastante. Meu sorriso não era o suficiente, meu amor se tornou cômico aos seus olhos.
Você não estava aqui. Seu corpo presente entre minha cama, mas sua alma distante. Não estava aqui quando chorei quietinha tentando o fazer me enxergar, não estava aqui quando senti uma dor inundar meu peito e gritei por ajuda. Não estava aqui quando eu precisava de um abraço seu.
Não tem receita, não tem remédio que cure a dor no peito quando eu o observo de longe. Eu queria que parasse de doer e que meu coração saísse desse mar de angústia. Não existe falhas e segredos em demonstrar o que machuca, mas não deixa de doer. Queria deixar de te amar !
Quero deixar de pensar no seu sorriso ou em todas as vezes que resmungava quando eu te acordava. Eu não quero pensar nas conchinhas confortáveis de Domingo ou tão pouco nas risadas presentes. Eu quero voltar ao dia do qual te conheci e o apagar da minha memória.
Eu me peguei comparando meu rosto e meu corpo diante do espelho e isso me dilacerou. Minha mente se encheu de comparações com diversas pessoas das quais eu nem conheço, de perfis que sigo superficialmente ou de casais existentes. Me perguntei se por isso sou invisível para todos.