@lucgouveiaa@SergioAJBarrett O maior regime assassino do mundo é os EUA. O resto é fichinha perto dos cara. Há 300 anos matando e roubando diversos países
um inferno quem não se responsabiliza por nada. a pessoa se encharca na própria narrativa e bota fogo em si mesma com o fósforo da profecia auto cumprida. você vai ajudar, se queima junto e ainda é acusado de ter jogado a gasolina. carbonizado na transferência de culpa do outro
queria voltar no tempo e viver a epidemia de dança de 1518 tenho FOMO de saber o que aconteceu de fato se foi doença se foi feitiçaria possessão pulga isso me tira a paz
ser compreendido realmente é muito mais significativo do que ser amado né pq a compreensão é o anestésico dos afetos e ser amado sem se sentir visto é cansativo
Foi por pouco que Brasil escapou de acrescentar mais uma mancha à sua história. Em 1950, os Estados Unidos pressionavam fortemente seus aliados e vassalos a apoiá-los em uma intervenção armada na Coreia do Norte, a fim de derrubar o governo do socialista Kim Il-Sung, aliado à União Soviética e à China.
O presidente do Brasil, Eurico Gaspar Dutra, era favorável à participação de soldados brasileiros no conflito. O mandatário chegou a fazer um pronunciamento em rede nacional defendendo envio de tropas para lutar sob o comando dos norte-americanos na guerra.
A participação do Brasil no conflito era dada como certa e provavelmente teria ocorrido, não fosse a intervenção de uma costureira comunista de Barretos chamada Elisa Branco.
Filiada ao PCB, Elisa coordenou a campanha nacional contra o envio de soldados para a guerra. Em 7 de setembro de 1950, durante o desfile militar do Dia da Independência em São Paulo, ela organizou um protesto junto com um grupo de mulheres. Posicionadas em meio à multidão de espectadores do desfile, as manifestantes estenderam uma enorme faixa com os dizeres "Os soldados, nossos filhos, não irão para a Coreia".
O público aplaudiu efusivamente a manifestação, provocando a ira dos militares. Protestos sobre o tema foram proibidos na cidade. Elisa foi condenada a cinco anos de prisão por "atentar contra a segurança nacional".
Em solidariedade à causa e em protesto contra a prisão de Elisa, varias manifestações foram organizadas nas grandes cidades do Brasil, sempre sob o grito de guerra "Os nossos filhos não irão para a Coreia". Um abaixo assinado contra a guerra coletou 4 milhões de assinaturas — incluindo as dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol.
O presidente Dutra acabaria cedendo à opinião pública, desistindo de enviar tropas. Elisa Branco foi homenageada pela União Soviética, tornando-se uma das três personalidades brasileiras laureadas com o Prêmio Stalin da Paz.
A história de Elisa Branco é o tema do artigo de hoje para o @operamundi. Confira o texto no link:
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