para quem não acredita em possessão demoníaca da esquerda, tá aí. Completo isolamento da realidade, forte convicção de quem sabe "para onde ir" e, totalmente convencida d que cair no abismo é o melhor destino que devemos almejar.
Juiz julga segundo limites impessoais da lei. Este cidadão o faz acreditando que presta favores e, por conseguinte, espera algum tipo de reconhecimento por parte da parte favorecida por suas decisões. É um absurdo
É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União.
A Nota Técnica SEI nº 1.488/2026, do Ministério da Fazenda, confirma o que os fatos já demonstravam: o mesmo agente que hoje agride o Tribunal recorreu a ele inúmeras vezes para obter decisões que suspenderam obrigações bilionárias com a União. Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais.
A contradição é latente: quando o STF profere decisões que garantem o fluxo de caixa ou suprem omissões do Legislativo local, a Corte é acessada como agente necessário ao funcionamento da máquina estatal. Afinal, ninguém recorreria sucessivamente a um Tribunal cuja legitimidade não reconhecesse. Contudo, basta que a Corte contrarie interesses políticos desse grupo para que o pragmatismo jurídico dê lugar a chavões vazios de “ativismo judicial” e a ataques à honra dos ministros. É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião.
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@revistaoeste O buraco é mais embaixo. O Senado é o criador, os supremos são criaturas feitas à imagem e semelhança do que há de pior no cenário político nacional. Para acabar com esse circo de horrores, Outubro está logo ali
Concordo 100% com o 'democrata' Gilmar. Apenas acho que ele errou quanto ao destinatário da mensagem que ele se propôs a veicular aqui no X. Só fiquei na dúvida quanto ao texto. No lugar de CPI ele não quis dizer STF ? Ou não ?
O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de Ministros do STF sem base legal, nos leva a uma reflexão sobre o papel e os poderes das CPIs. Tanto pior quando o pedido flerta com arbitrariedades, como a criminalização de decisões que concedem habeas corpus diante de abuso de poder.
É elementar, até mesmo para um estudante de Direito, que o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade, que seguem procedimento próprio previsto na Lei 1.079/1950. Essa lei, ao definir as competências e o rito do impeachment, atribui o processamento e o julgamento do pedido a órgãos específicos — como a Mesa do Senado, a Comissão Especial e o Plenário da Casa — sem sequer prever a atuação de CPIs nesse procedimento. Igualmente grave é a tentativa de criminalizar a concessão de habeas corpus — expediente conhecido como “crime de hermenêutica”, que já em 1896 Rui Barbosa denunciava como tentativa tacanha de substituir a consciência de juízes independentes pelo arbítrio de governos prepotentes.
Também chama atenção o fato de que, conforme apontado por jornalistas independentes, uma CPI instaurada após o massacre de 120 pessoas nos Complexos do Alemão e da Penha no ano passado, não tenha promovido sequer a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes das facções que controlam territórios no Rio de Janeiro. Por isso, é no mínimo perturbador que o relator, enquanto integrante de carreira policial, tenha fechado olhos para seus colegas que, traindo a boa imagem da instituição, cruzaram para o lado sombrio das milícias. O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos.
As CPIs são instrumentos legítimos e essenciais ao controle do exercício do poder. Seu emprego para fins panfletários ou de constrangimento institucional, contudo, compromete sua credibilidade e reforça a necessidade de modernização da legislação sobre crimes de responsabilidade — tema que já se encontra em debate no Congresso. Excessos desse quilate podem caracterizar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados pela Procuradoria-Geral da República.
@revistaoeste Gilmar , o coordenador do Brasil
Só pelo fato deste senhor apoiar 'Bessias' já sabemos que o 'desqualificado' do Bessias, já entra na várzea suprema assumindo cumprir, à risca , todas as ordens de Gilmar, o "magnífico"
Inacreditável !
Os caras vão aprovar um energúmeno para a surprema a corte que apoiou prisão de senhoras aposentadas com 70 anos , 'condenadas há mais de uma década de prisão e , mais recentemente , um senhor de 70 anos que fez um pix de 500,00 a 17 anos de cana.
TRAIÇÃO À VISTA NO SENADO?
CNN - O PL já admite nos bastidores: pode haver senador do próprio partido votando a favor de Jorge Messias. A cúpula fala em "fogo amigo" e o clima é de desconfiança total.
Agora direto ao ponto:
QUAIS SENADORES VÃO TRAIR? 🤔
@marsiglia_andre Veja como a língua portuguesa é riquíssima.
Poderia dizer, simplesmente, estou aqui lambendo suas botas, mas preferiu demonstrar a riqueza do português para dizer a mesma coisa.
Se fosse autor de "O Inspetor Geral" (1836), de Nikolai Gogol, a obra do autor russo teria 10 volumes
@folha 3 Motivos
Enredo repetitivo e previsível
Atores cuja performance não passa de caricaturas lúdicas, patéticas e ideológicas
Viram que o caminho mais fácil para o estrelato internacional é ser combatente de uma ficção que chamam de 'fascismo'
Sob gestão do desgoverno, forças armadas do Brasil inovam em treinamento tático.
Se o conflito for iminente, dê um mergulho na praia e volte para a areia para secar.
Leiam mais um ótimo artigo do Mário Sabino: 👇
“Sob os auspícios de Flávio Dino, o STF validou o aumento de penas em um terço por crimes contra a honra cometidos contra funcionários públicos no exercício das suas funções.
Isso significa que, perante a lei, calúnia, injúria e difamação são consideradas ofensas maiores se dirigidas, por exemplo, aos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo, incluídos entre outros agentes do Estado.
É evidente absurdo lógico quando se leva em conta que, de acordo com a Constituição, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, a não ser quando se trata de preservar os mais fracos, nunca os mais fortes.
A pretexto de proteger o serviço público, a maioria dos ministros do STF continua firme, portanto, na sua investida contra a liberdade de expressão, iniciada desde que eles se arrogaram o papel de únicos defensores da democracia, na base do prende e arrebenta.
Edson Fachin, atual presidente do Supremo, foi um dos votos vencidos. De acordo com ele, o aumento das penas se choca com a ordem democrática e contraria a jurisprudência do próprio STF em relação ao direito à crítica e ao assédio judicial a jornalistas.
Para Fachin, o direito à crítica contundente a agentes públicos deve ser garantido por eles estarem sujeitos ao maior escrutínio da sociedade. A crítica contundente é até mesmo indispensável ao controle democrático do poder, de acordo com o ministro.
Só que os democratas do STF não querem saber de controle nenhum. Para eles, qualquer controle é ameaça intolerável.
A validação da norma absurda ultrapassa as circunstâncias desta nossa quadra temporal e se inscreve na tradição brasileira de hierarquia, personalismo e desigualdade social.
Tradição que encontra a sua tradução mais sucinta na frase “você sabe com quem está falando?”, como apontou o antropólogo Roberto DaMatta, em Carnavais, Malandros e Heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro.
Ela expressa o polo autoritário da sociedade nacional, que se contrapõe ao polo amigável, do “jeitinho”, que iguala falsamente os brasileiros de todas as extrações.
O “você sabe com quem está falando?” surge quando tentamos evocar a impessoalidade igualitária nas relações cotidianas e nos deparamos com a realidade de uma sociedade regida por uma hierarquia opressora, que se reproduz de alto a baixo, do grande ao pequeno poder, na sua escala de classes e funções.
Ao validar o aumento das penas por crimes contra honra de funcionários públicos, entre os quais presidentes de poderes, o STF gritou um “você sabe com quem está falando?” a todos os cidadãos que ainda nutrem a ilusão de viver sob uma democracia plena, não em um regime em que uns são mais iguais do que os outros.”