O filme do He-Man é bom SIM e entrega exatamente o que se propõe. Engraçado como tem uma galera que se diz "fã raiz" mas parece que esqueceu o quão galhofa, colorido e extravagante o desenho original dos anos 80 sempre foi.
Querer exigir um realismo bruto de uma história que nasceu pra vender boneco e divertir é não entender nada da essência de Eternia. Menos preciosismo e mais diversão, pessoal! ⚔️✨
@RoniePeterson20@RaphaelMemes Se você soubesse o que é o Friendship, ia cair para trás. Tem literalmente o Scorpion segurando um bicho de pelúcia e o Mileena dividindo ursinho de goma desde os anos 90. O jogo continua sangrento, relaxa aí fiscal de fatality. 🌸
Título: A Última Noite de Balaço Bill
A noite estava silenciosa na casa de Geraldo, até que um estrondo vindo do quintal quebrou a paz. O ladrão, conhecido na vizinhança pela audácia e agilidade, saltou o alto muro com uma facilidade impressionante — era Balaço Bill.
Ao ouvir o barulho dos passos no corredor, Geraldo não hesitou: correu para o quarto e trancou a porta. Do outro lado, ouviu-se um rosnado de frustração. Bill foi até a cozinha, agarrou uma pesada cadeira de madeira e começou a golpear a porta do quarto. A madeira cedeu sob a força bruta. Num ímpeto, Bill invadiu o cômodo e desferiu um golpe certeiro com a cadeira nas costas de Geraldo. O móvel estilhaçou com o impacto.
Geraldo caiu, sentindo uma dor lancinante, mas, movido pela adrenalina, agiu rápido. Assim que caiu de joelhos, ele avançou e apertou com toda a força as partes íntimas do invasor. Balaço Bill soltou um grito de dor agudo. Aproveitando a guarda aberta, Geraldo desferiu um soco potente na barriga do bandido, que cambaleou para trás, colidindo com força contra a TV fixada na parede. O aparelho despencou, atingindo a cabeça de Bill, que desabou inconsciente.
Não demorou para a sirene da polícia ecoar. Os agentes entraram, algemaram o criminoso e o conduziram para a viatura. Enquanto os policiais conversavam com Geraldo, distraídos, Balaço Bill, que recuperara a consciência, utilizou um truque de ilusionista: com o cadarço do tênis, ele laçou o pino interno da algema, forçando o recuo do ferrolho. Em um movimento rápido, soltou-se, abriu a porta da viatura e disparou pela noite.
Os policiais partiram em perseguição, mas Balaço Bill tinha um plano cruel. Ele entrou em uma oficina abandonada, onde montou, ��s pressas, uma bomba improvisada com um botijão de gás. Escondido atrás de um muro, ele rolou o artefato para baixo do carro das autoridades. A explosão foi devastadora, arrancando a porta da viatura e silenciando os policiais. Rindo, o bandido pegou a arma de um dos corpos e seguiu em fuga.
Porém, o destino tem suas ironias. Enquanto corria, Bill tropeçou em uma lixeira e a pistola deslizou pelo chão. Antes que pudesse reagir, Geraldo surgiu das sombras. Ele foi mais rápido, alcançou a arma e a apontou para o criminoso.
Balaço Bill, agora acuado, suplicou:
— Por favor, tenha piedade!
Geraldo, com o rosto tomado por uma fúria fria, apenas respondeu:
— Vai para o inferno, desgraçado.
O estampido ecoou na noite, encerrando a trajetória de Balaço Bill e colocando um ponto final naquela terrível história.
Título: O Peso do Sono
Douglas era um sujeito que, de dia, parecia um cordeirinho, mas de noite, virava uma verdadeira desgraça. O cara tinha um problema de sonambulismo brabo, daquele de levantar da cama com o olho vidrado e sair fazendo barulheira pela casa toda. A esposa dele, coitada, já nem ligava mais quando ouvia o estrondo de pratos caindo ou o som de Douglas tropeçando nos móveis, xingando as paredes como se fossem inimigos de longa data.
Certa noite, o bicho pegou. Douglas levantou igual a um zumbi, abriu a porta da rua e saiu trotando de cueca samba-canção. Foi direto parar no portão do vizinho, o Seu Jorge, e começou a dar murro no ferro da grade.
Seu Jorge, que já estava quase no décimo sono, acordou assustado. Botou a cabeça para fora, bufando de raiva.
— Mas que diabos é isso? Douglas, tu perdeu o juízo, infeliz? São três da manhã! — gritou o vizinho.
Douglas não respondeu. Estava com a mente em outro planeta. Quando Seu Jorge saiu na calçada para tirar satisfação, o sonâmbulo não pensou duas vezes: soltou um direto que pegou em cheio no queixo do pobre homem.
Seu Jorge cambaleou, segurando a cara, incrédulo.
— Tu tá louco, seu bruto? O que tá acontecendo com você? Tá possuído pelo capeta? — perguntou Jorge, tonto.
Douglas, sem dizer uma palavra, veio pra cima e deu um chute certeiro nas pernas de Jorge, fazendo o homem cair sentado no chão.
— Ah, é assim? Então você quer guerra, seu ignorante? Vou acabar com a sua raça agora! — berrou Jorge, tentando se levantar e preparando um soco para revidar.
Só que, para a surpresa de todos, Douglas se esquivou com uma agilidade que nem acordado ele tinha. Nisso, outro vizinho, o Seu Alberto, que vinha voltando de um plantão, apareceu na cena e correu para apartar.
— Para, Jorge! Não bate nele! Não pode acordar um sonâmbulo, você não sabe que isso dá uma confusão maior? Deixa o homem! — alertou Alberto, tentando segurar Douglas.
Mas Douglas, com uma força que parecia vir do além, agarrou os dois pela gola da camisa.
— Me solta, seu doido! — gritou Alberto.
— Tá me sufocando, desgraçado! — berrou Jorge.
Douglas, com um movimento brusco de quem joga lixo na lata, arremessou os dois para o meio da rua. Foi o momento exato em que um caminhão pesado vinha cortando a pista. O motorista ainda tentou pisar no freio, mas o barulho de borracha queimando no asfalto foi seguido pelo impacto seco. O caminhão passou por cima dos dois, sem dó.
Douglas, ali no meio da rua, parou. Ficou estático por um segundo, deu meia-volta e saiu caminhando calmamente de volta para casa. Entrou, deitou na cama e apagou, como se nada tivesse acontecido.
Quando a polícia chegou e os peritos constataram a tragédia, a confusão foi grande. Mas, no tribunal, o advogado de Douglas não teve nem que suar muito. Os médicos foram claros: ele não sabia nem onde estava, nem o que fazia.
Como a lei entende que o cara estava em um estado de inconsciência absoluta — um movimento involuntário puro —, ele não foi preso. O juiz, claro, não deixou ele solto por aí como se estivesse tudo bem; determinou uma medida de segurança, mandando o Douglas direto para um hospital de custódia. Afinal, não dá para deixar um sujeito que sai jogando vizinho na frente de caminhão dormindo andando por aí, não é? O cara ficou lá, preso entre paredes brancas, tentando entender como é que uma noite de sono tinha acabado com a vida de tanta gente.
Título: O Monstro Não Era Ele
O velho Alcides voltava da roça na janta da noite quando foi atacado no mato escuro por um bicho enorme e peludo. Levou uma dentada de lascar o osso na canela, mas conseguiu chegar em casa. Sua esposa, Dona Marocas, cuidou do ferimento, mas o velho começou a mudar: só queria carne crua, rosnava pelos cantos e passava as noites em claro.
Na primeira noite de lua cheia, o trem ficou feio pro lado dele: os osso do seu Alcides estralaram tudinho e ele virou um lobisome do mais de horroroso. Enquanto isso, a Dona Marocas espiava tudo de rabo de oio, prometendo pra ela mermo que haveria de curar o home daquela mardita mardição de quarquer jeito. Nisso, o bicho sumiu no mundão e foi direto fazer fuzuê na criação de porco dos vizinhos.
Seu Chico, um sujeito ruim que já odiava o velho, logo juntou os pedaços:
— Aquele velho capengo é o bicho! Arrumei bala de prata e vou meter chumbo na peste!
Chico armou o povo com facões e forcados. Dona Marocas descobriu o plano e correu desesperada para o mato atrás do marido. Numa clareira, Chico deu de cara com a fera.
POW!
Eita nois! De longe e perna pra que te quero atrás do maridão, Dona Marocas prantou a assustar quando uviu aquele estrondo de pipoco e um ganido de cachorro, ficando com o coração no gogó achando que tinham despachado o tar do finado dela pra outra vida.
O tiro acertou o bicho, que num pinote de raiva ainda voou na perna de Chico, rasgando sua carne. Chico atirou mais duas vezes na cabeça da fera: POW! POW! O lobisome desabou, morto.
O povo chegou comemorando, mas a alegria durou pouco. Sob a luz da lua, os pelos sumiram e o corpo tomou a forma do velho Alcides. A multidão, vendo a tragédia, ficou puta da vida com a ruindade de Chico:
— Tu matou o Alcides por maldade! Tu é o monstro aqui!
Dona Marocas brotou bem na hora certinha, grudou no corpo do marido e chorou um luto de rasgar o peito, gritando pro tar do assassino:
— Seu covarde, cê matô meu querido Alcides!
A ignorância ali mudou de lado. O povo, tudo com cara de poucos amigo, começô a berrá:
— Pega ele! Vamo acabar com a raça desse assassino!
Seu Chico, ferido e com a espingarda vazia, correu desesperado mato adentro, caçado pela ruma de gente enfurecida. Na clareira, ficou apenas Dona Marocas, chorando sua dor abraçada ao cadáver do seu velho.
Título: O Mágico que não fazia mágica em casa
Dorival trabalhava como mágico no buffet "Planeta da Alegria", onde era humilhado pelo patrão. Enquanto animava festas de crianças ricas, perdia os aniversários dos próprios filhos, Márcio e Juliana.
No aniversário de Márcio, Dorival não apareceu por ordens do chefe. O menino, ao ver fotos do pai com outra criança na internet, sentiu-se traído. Ao chegar em casa, Dorival ouviu:
— Márcio, pai teve que trabalhar, não tive escolha!
— Você não tem escolha pra mim, mas tem pros outros. Não fala mais comigo — respondeu o menino.
Dorival pediu folgas aos fins de semana, mas o patrão foi cruel:
— Folga no fim de semana? Tá doido? Você não ganha pra pensar, ganha pra servir. Aceita ou rua!
Quando o aniversário de Juliana chegou, Dorival foi forçado a trabalhar em outra festa. No meio do evento, recebeu uma ligação:
— Você brinca com todo mundo menos com a gente.
Eram seus filhos. O Dorival voltou pra festa, mas ficou muito mal depois da ligação. A festa não era mais a mesma e, por causa do cansaço e da frustração, ele desabou, desmaiando no meio dos confetes.
Após se recuperar, ele processou o patrão. A justiça garantiu que ele nunca mais precisasse trabalhar aos fins de semana. Ao voltar para casa, abraçou os filhos:
— Pai, você voltou mesmo? — perguntou Juliana.
— Voltei pra nunca mais sair. De hoje em diante, a mágica é só pra vocês. O resto que se dane.
Dorival recuperou sua dignidade e sua família finalmente teve sua festa.
Título: O Preço da Liberdade
Sob o sol escaldante, João, um magnata ganancioso e com um charuto na boca, capturou uma orca com dardos tranquilizantes; içando-a para o seu iate, o "Gigante dos Mares", com planos de lucrar com um aquário.
Jorge, um pescador de princípios rígidos, invadiu o iate furioso.
— Solta esse animal agora, seu mercenário! — bradou.
A discussão escalou para uma briga brutal. Durante os socos e chutes, João colidiu contra o painel, Jorge arrancou uma válvula de emergência e o combustível inundou o convés.
A orca, recobrando os sentidos conforme o efeito do sedativo passava, começou a se debater. Jorge empurrou João, alcançou o comando e soltou o cabo. A orca despencou de volta ao mar, livre.
Na luta final, João tentou estrangular Jorge, que revidou com uma cotovelada e um soco na boca. Com o impacto, o charuto de João voou, caindo na poça de combustível. O convés foi engolido pelas chamas.
— Você está louco?! Você vai matar nós dois, seu doente! — gritou João, em meio ao pânico enquanto as chamas lambiam o barco.
Jorge, com as roupas em chamas, não se moveu. Ele apenas olhou para o mar com um sorriso gélido e satisfeito no rosto, ignorando o desespero do homem à sua frente.
— O que importa é que a orca está livre — respondeu Jorge, com a voz carregada de um desprezo seco. — Ela não vai mais ser sua escrava, nem vai ficar dando showzinho para um bando de gente rica.
Segundos antes do barco explodir, Jorge soltou uma última gargalhada, fitando o horizonte onde a criatura finalmente encontrava o oceano aberto.
No hospital, o médico trouxe a notícia aos familiares: Jorge estava gravemente ferido, enfaixado como uma múmia, mas sobreviveria. A sorte, enfim, tinha estado do lado de quem protegia a vida.
Título: Jantar no "Copo Sujo"
Era uma noite abafada de sábado quando Benício, um sujeito conhecido na região por sua completa falta de paciência e zero filtro social, resolveu entrar no restaurante "Copo Sujo" para jantar. O lugar exalava cheiro de gordura e o atendimento era famoso por ser de péssima qualidade, o que combinava perfeitamente com o humor azedo de Benício.
Ele se acomodou em uma mesa capenga e logo um garçom de cara amarrada aproximou-se para largar o cardápio. Benício, com sua típica grosseria, bateu o dedo na mesa e ordenou:
— Traga o peixe do dia. E ande logo, que não tenho o tempo todo.
Minutos depois, o garçom bateu o prato na mesa sem o menor cuidado. Benício pegou o garfo, cutucou o alimento com desprezo e olhou para o funcionário com uma expressão de profundo nojo.
— Olhe desculpe, o meu peixe está seco! — reclamou Benício, elevando o tom de voz para que todos ouvissem.
O garçom, que não gostava de levar desaforo para casa e tratava os clientes com o maior desdém possível, cruzou os braços e respondeu na lata, com total ignorância:
— É natural, tivemos de o tirar de dentro de água. Quer que ele nade no seu prato por acaso?
Benício bufou de raiva, mas decidiu ignorar a audácia para focar na comida horrorosa. Enquanto mastigava aquele peixe esturricado, seus olhos se voltaram para o pequeno palco no fundo do restaurante. Lá, um garoto metido a comediante tentava entreter o público com histórias sem graça.
O rapaz no palco gesticulava de forma espalhafatosa, tentando arrancar risadas de uma plateia que preferia ignorá-lo. Com um tom de voz estridente e forçado, o jovem começou a berrar no microfone:
— Então, esse cara entra no bar, e o garçom diz... — O rapaz parou a narrativa no meio, apontando para a própria cabeça com um sorriso bobo. — Esqueci de falar que esse cara tinha um pato na cabeça! Aí o garçom diz: "Macaco legal".
Ninguém no restaurante riu. O silêncio constrangedor tomou conta do recinto, mas o garoto insistiu na piada, forçando uma cara de deboche:
— Aí o cara diz: "Não é um macaco, é um um pato." Aí o garçom diz: "Eu tava falando com o pato."
O comediante começou a rir sozinho de sua própria piada, soltando gargalhadas altas que ecoavam pelo salão. Aquela cena patética e barulhenta foi o limite para a paciência já esgotada de Benício. Ele largou os talheres com força, fazendo o prato estalar, e gritou para o palco com toda a sua falta de educação:
— Cala a boca, moleque! Deixa de ser otário e sai daí, que a sua voz parece uma taquara rachada!
O garoto parou de rir imediatamente, olhando para Benício com cara de tacho. Sentindo-se desafiado e querendo provar que era esperto, o comediante bufou e tentou dar o troco na mesma moeda de ignorância:
— Ah é? O senhor acha que sabe contar algo melhor? Pois saiba que eu conheço a piada mais antiga do mundo! Quer ouvir ou vai continuar com essa cara de jumento?
— Pois conte essa porcaria logo, para ver se você some da minha frente! — rebateu Benício, limpando a boca no guardanapo de papel com grosseria.
O jovem limpou a garganta, adotou uma postura afetada e começou a encenar, mudando as vozes de forma caricata para tentar impressionar o cliente ranzinza:
— Urubu, gritando para a bicharada: "Amanhã vai haver festa no céu!" Aí o sapo, querendo gritar mais alto e se achando o tal, berra: "ÔÔBAAA!!" — O garoto fez uma pausa dramática, olhando fixamente para Benício. — Então o urubu, completando o aviso, diz: "Mas só vai entrar quem tiver boca pequena!"
O comediante mudou a expressão para uma careta ridícula, encolhendo os lábios o máximo que podia e afinando a voz ao extremo para imitar o bicho:
— Aí o sapo, reduzindo ao máximo sua boca e falando bem baixinho, diz: "Coitado do compadre jacaré!"
O garoto cruzou os braços, esperando que sua performance chula e agressiva fizesse Benício passar vergonha. No "Copo Sujo", Benício detonou o comediante: "Sua burrice é maior que a boca do sapo. Vá trabalhar!" E saiu sem pagar o peixe seco.
Título: Cinco Estrelas? Nada, Rapaz!
Jeferson estava na calçada, com o iPhone na mão, resmungando de cansaço. Ele tentava equilibrar o celular enquanto mexia no aplicativo.
— Ai, ai... chamar um Uber — resmungou.
O celular apitou. Na tela apareceu a foto do motorista com uma cabeleireira loira cacheada, óculos e boné, o nome “CLAUDINEI” e uma avaliação de 1 estrela.
— Chegou. Claudinei — murmurou Jeferson.
Um carro branco encostou. A janela traseira estava toda quebrada e remendada com plástico transparente. De dentro, o motorista gritou:
— Opa, Jeferson? Deixa que eu abro, deixa que eu abro!
Jeferson entrou no banco de trás e bateu a porta. Claudinei arrancou o carro e falou:
— Opa, vamo lá?
Jeferson tentou puxar o cinto de segurança, mas ele estava completamente travado. Puxou com força várias vezes.
— Oxi...
— Pior que esse cinto aí tá uma porcaria — disse Claudinei. — E o Lula?
O motorista começou a dirigir gesticulando muito com as mãos, sem olhar direito para a pista.
— Cara, eu faço isso daqui... eu consigo tirar uns 15 mil mais ou menos. Por dia. Eu sei um caminho melhor, tá? Vou fazer.
— Não é melhor seguir o GPS? — perguntou Jeferson, preocupado.
— Relaxa, rapaz! Eu sei o que eu tô fazendo.
Claudinei olhou para trás com um sorriso malicioso.
— Ô, cê permite eu dar uma peidada?
Na mesma hora, um barulho ensurdecedor de motor estourando e batidas violentas encheu o carro. Jeferson se segurou no teto, desesperado.
— Amigo, que caminho que cê tá fazendo?
— Uai! — respondeu Claudinei.
— Nossa senhora!
Claudinei parou o carro, saiu e esticou o braço com o celular na mão, procurando sinal.
— Rapaz, esse GPS é uma merda mesmo, né? Ai, ai!
O carro bateu com força no chão e um barulho de atropelamento ecoou.
— Ih, atropelei uma criança — disse Claudinei, tranquilo.
Jeferson ficou em choque, com a boca escancarada de pavor.
— Ó o horror!
No asfalto, um garoto de camiseta amarela gemia de forma bizarra com a língua para fora. Claudinei desceu do carro, puxou o zíper da calça para cima, olhou para a criança no chão e voltou para o veículo sem prestar socorro.
— Ah, tá de boa — disse ele. — Essas criança hoje em dia tudo Nutella.
O carro avançou mais um pouco e parou. Claudinei se virou para trás com um sorriso cínico.
— Aí ó, conseguimos chegar. Desculpa aí, tá? Pode dar 5 estrela?
Jeferson desceu do carro completamente enfurecido e gritou no meio da rua:
— 5 estrela nada, rapaz!
E soltou um grito agudo de indignação.
Título: O Justiceiro do Bairro
O relógio batia meia-noite. Márcio limpava o revólver, cego pela raiva:
— Quem faz o errado tem que sangrar! — resmungou.
Sua esposa, Bete, estava no hospital após ser baleada em um assalto. Márcio surtou. Saiu às ruas e viu um moleque roubando um celular. Sem dó, sacou a arma:
— Menos um pra estorvar! — berrou, após o disparo.
O miolo dele derreteu. Virou um justiceiro xarope. No dia seguinte, matou um motorista que furou o sinal:
— Na minha cidade tem lei! Infringiu o código de trânsito é pena de morte!
Horas depois, executou um homem que jogou uma lata no chão:
— Porco não tem vez na minha autocracia!
A população, farta da bagunça, começou a apoiar o lunático. Juntou-se um bando de desocupados em volta dele, formando um grupo de vigilantes. Márcio subiu num caixote:
— A partir de hoje, cuspiu no chão, é bala!
O celular tocou; era Bete, chorando:
— Márcio... Vem aqui no hospital, por favor...
Ele correu para lá, deixando seu bando de tontos na porta. Entrou no quarto achando que era um herói, mas Bete assistia ao rastro de sangue na TV e chorava de nojo:
— Você virou um monstro pior do que o cara que me deu o tiro! — gritou ela. — Se você mandar matar mais um inocente, eu desligo esses aparelhos com a minha própria mão!
A ficha de Márcio caiu no esgoto. Ele chorou igual criança:
— Tá bom, Bete... Desculpa... Eu paro, eu juro!
Nisso, a polícia do Choque arrombou a porta:
— Mãos na cabeça, vagabundo! Perdeu!
O grupo de apoio fugiu para o mato. Algemado, Márcio olhou para a esposa:
— Eu vou pagar pelo que fiz... Eu virei o bicho ruim.
Arrastado pelo colarinho, ele foi ver o sol nascer quadrado, deixando Bete chorando por uma justiça que não se faz com sangue.
Nossa, SIM! Esse filme é o puro suco do caos dos anos 2000 kkkkk O Brendan Fraser socando o próprio dublê e o Steve Martin parecendo um vilão de Power Rangers é o ápice do cinema.
Acho que faz MUITA falta hoje. Atualmente as comédias têm medo de passar vergonha e tentam ser "espertas" ou cheias de ironia pós-moderna. De Volta à Ação ligava o dane-se e abraçava a cafonice com orgulho. Não fazem mais pastelão descompromissado assim! 🎬💥
Sabe aquele filme que não tem vergonha nenhuma de ser bobo? O que você acha dos humanos em Looney Tunes: De Volta à Ação? Deixe nos comentários! 🐰🎬
#Cinema#Filmes#Nostalgia#Animação
Nossa, que soco no estômago. A frase dela é cirúrgica e dolorosa demais.
Isso é uma mistura perversa de egoísmo com ignorância conveniente. Tem muito homem que reduz o puerpério — que é o modo sobrevivência puro, privação de sono e dor física — a uma "rejeição pessoal". É a incapacidade bizarra de tirar o próprio umbigo do centro do universo por alguns meses para apoiar a parceira.
Em vez de ser o suporte, o cara vira mais uma demanda, uma criança birrenta disputando atenção com o recém-nascido. Aí não tem casamento que aguente. O desejo morre justamente quando a mulher percebe que, além do bebê, ganhou o "filho mais velho" para cuidar.
@castelrt@jumoura182 E você leu certíssimo! O Robert Shaw entrega uma das melhores atuações da vida dele como o caçador Quint. Aquele monólogo dele sobre o naufrágio do USS Indianapolis é cinema puro, hipnotiza sem precisar de nenhum efeito especial. Vale muito a pena assistir quando puder! 🦈🔥
@castelrt@jumoura182 Com certeza! Os efeitos práticos e mecânicos davam um peso real pro filme. O tubarão quebrava direto no set, o que obrigou o Spielberg a focar no suspense e na direção de atores. Hoje o CGI facilita tanto que muito diretor fica preguiçoso e esquece de construir a atmosfera. 🦈🎬