🌹⚪⚫ BARESI E AS ROSAS EM HEYSEL - Era 7 de março de 1990. O Milan, que viria a ser campeão europeu, enfrentaria o Mechelen, pelo jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões. Pela primeira vez desde 29 de maio de 1985, uma equipe italiana voltaria a jogar em Heysel, estádio da trágica final entre Liverpool e Juventus.
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@mathcandidoli Meu avô paterno, simples e camponês, nunca entendeu bem depondo vinha essa crença de judeus serem tão sofisticados, ele e minha avó conheciam apenas a força de seus braços e pernas, trabalhando na terra e nada mais.
Não se deixe levar por articulações e pessoas extremistas e mentirosas.
A nossa posição sempre foi e seguirá sendo essa.
2 Estados, 2 povos.
Libertação dos reféns
Cessar-fogo
Fora Netanyahu e seu governo extremista
Responsabilização dos culpados
🧐
Uma Palestina para os verdes
Demétrio Magnoli, O Globo (27/11/2023)
Ambientalismo corre o risco de se isolar num gueto político
Greta Thunberg subiu à plataforma, diante de 85 mil manifestantes reunidos em Amsterdã, para falar sobre clima, mas discursou sobre Gaza. A ativista, agora com 20 anos, usava um keffiyeh (lenço palestino) ao redor do pescoço. Clamou contra a ação militar israelense, mas não pronunciou nenhuma frase sobre os atentados do Hamas. Naquele dia, 12 de novembro, o movimento ambiental sofreu uma cisão. Só se reerguerá se conseguir chegar à idade adulta.
Uma criança triste, solitária, deprimida, diagnosticada com síndrome de Asperger, transtorno que afeta a capacidade de comunicação e socialização. A descrição de Greta, oferecida por sua mãe, ilumina sua trajetória — e a do movimento ambiental. Aos 15, a adolescente tornou-se subitamente um ícone, ao liderar uma greve escolar pelo clima. Aos 16, perante a cúpula climática da ONU de 2019, pronunciou a célebre frase “Como vocês se atrevem!?”, dirigindo-se aos adultos do mundo no tom de uma diretora escolar que repreende crianças traquinas. Fez sucesso, num tempo que prefere a clareza cortante ao exame nuançado de dilemas difíceis.
A criança teimosa reordenou a sintaxe do movimento ambiental num sentido regressivo. Os partidos verdes da Europa aprenderam aos poucos o valor do diálogo, da negociação e de acordos incrementais. Greta, porém, recusou o caminho da política realista, escolhendo o atalho do principismo inconciliável. Nos encontros internacionais sobre o clima, quase não mencionou líderes negacionistas como Trump, Putin, Modi ou Bolsonaro, dirigindo críticas implacáveis justamente aos países comprometidos com a redução das emissões, que não podem realizar subitamente todos os seus desejos.
“Como alguém se atreve a me contrariar?” Duas décadas atrás, o movimento ambiental ensaiou um debate de fundo sobre o papel da energia nuclear na transição verde, mas logo recuou para o conforto de seu dogma adolescente. O Partido Verde alemão impôs a fatídica decisão de fechamento das centrais nucleares — e, hoje, na coalizão de governo, paga o preço do erro colossal, ratificando a reativação de minas carboníferas destinadas a substituir o gás russo. Entretanto as tendências mais genuinamente infantis emergem nas ações de vandalismo de grupúsculos como o Extinction Rebellion, cujo resultado é a desmoralização pública da agenda climática.
Greta superou sua solidão pessoal ao tornar-se a voz inflexível de multidões de jovens engajados numa causa universal. Durante a pandemia, deu um novo passo, aproximando-se dos ativistas europeus do movimento “decolonial”. Segundo a cartilha deles, a crise ambiental não é um fruto histórico das sociedades industriais, mas um pecado específico do “imperialismo ocidental”, com seu cortejo de injustiças globais. O keffiyeh do 12 de novembro simboliza a mutação — e ameaça isolar o ambientalismo num gueto político.
Os oradores da manifestação de Amsterdã não falaram contra a violência, mas exclusivamente contra a violência de Israel. Não defenderam a paz em dois Estados, mas dedicaram-se a traçar paralelos abjetos entre Israel e o nazismo. O antissemitismo estava lá, à luz do sol.
A causa palestina sempre foi objeto de veneração na esquerda radical europeia: a síntese da resistência à opressão colonial. Israel não seria uma nação erguida por imigrantes judeus perseguidos, mas um posto avançado do imperialismo ocidental que precisa ser eliminado. Joschka Fischer, um dos líderes da rebelião estudantil de 1968, acreditava nisso quando participou de um encontro da OLP em Argel, em 1969. Depois, sob o impacto da operação terrorista de Entebbe (1976) e dos atentados do Grupo Baader-Meinhof, mudou de ideia e, na sequência, ajudou a construir o Partido Verde alemão.
Fischer transitou da esquerda radical para o movimento ambiental. Greta percorre trajetória oposta, subordinando a agenda do clima à retórica “decolonial”. Como explica Ida Korhonen, sua companheira de movimento: “Não devemos mais falar sobre nós mesmos, mas apenas sobre a Palestina”, porque “guerra contra o povo é, também e sempre, guerra contra a natureza”. A infância pode ser eterna.
Parabéns a @AlexSchwartsman por mostrar que o caminho da paz não passa pelo esgoto do Kapo.
Uma das poucas realizações na minha vida foi alcunhar o Kapo Altman de Kapo Altman
Editorial duro, mas preciso, do Estadão sobre o tosco reflexo antiamericano/antiocidente de Lula e boa parte da esquerda e como isso se reflete em seus posicionamentos sobre conflito Israel-Hamas. E já dá pra antever que, como em outros casos, vão xingar os editorialistas…
Ôoo, em 79 foi o Irã
O regime teocrático do Irã literalmente espanca moças até a morte pelo crime de andar na rua sem cobrir o cabelo.
Não há nada que mulheres possam fazer sem pedir permissão do seu marido ou guardião. Cirurgia de vida ou morte? Primeiro, a opinião do marido. De fato, o sistema legal do Irã diz que o testemunho de um homem equivale ao de duas mulheres.
Gays são punidos com morte por enforcamento ou simplesmente arremessados de prédios. Neste último caso, prendem mãos e pés dos condenados antes de os jogarem.
Há uma forma de escapar da punição capital. O Irã reconhece a disforia de gênero como um transtorno. Logo, se você for gay e aceitar se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo, você pode viver.
Em 2000, o Hezbollah
Em julho deste ano, Hassan Nasrallah, secretário geral do grupo terrorista, declarou uma "guerra cultural" a homossexualidade.
Para ele, homossexuais são importados da Europa e dos EUA, são "anormais", "desviante", e deveriam ser mortos.
Lembrando que isso foi dito em 2023. Há apenas alguns meses.
Em 21, o Talibã
A primeira coisa que o Talibã fez chegando ao poder foi literalmente proibir mulheres de estudar.
Agora é hora do Hamas
Ôoo, Hamas olê olê olê
Hamas olê olê olê
Agora, chegamos ao Hamas.
Não há dúvida alguma sobre os planos do grupo para homossexuais e mulheres.
Não estou falando sobre o fim da liberdade de expressão, reunião, protesto, ou essa ideia de que você pode expressar sua indiviudalidade através da sua escolha estética (você realmente acha que a polícia da moralidade do Hamas vai permitir o seu cabelo azul?).
Estou falando de algo bem mais objetivo: homossexuais que vivem na Palestina são obrigados a emigrar para Israel, o único país da região que os aceita como homossexuais. O que ocorrerá com essas pessoas quando Israel deixar de existir? Todos nós sabemos.
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O que faz ditos "progressistas" cantarem canções exaltando grupos que fariam de tudo para matá-los? Não é burrice. É outra coisa.
Muitos progressistas simplesmente não entendem, e ninguém nunca os explicou, que a quantidade de liberdade que eles têm só existe em pouquissímos lugares do planeta. Lugares que têm certas ideias e valores contrastantes com tudo que eles aprenderam na escola e/ou na universidade.
Para eles, não faz sentido que o capitalismo liberal também seja o mesmo lugar que mais garante liberdades à mulheres, homossexuais, e todas as outras minorias (e isso não é uma questão de opinião, você pode dizer que o capitalismo liberal não é o responsável por isso, entretanto, o fato é que apenas lugares que abraçaram o capitalismo liberal viram isso). E entre a realidade e a ideologia eles não tem dúvida, sempre vão escolher a ideologia; até porque é tudo que conhecem.
Na foto, duas refugiadas afegãs que vivem hoje nos EUA, onde podem trabalhar sem serem assassinadas porque trabalham sem a permissão de um homem.