Minha mãe teve demência.
Ela esqueceu o dia do meu aniversário.
Todos os anos, sem falta, ela me ligava.
Mas, naquele ano, o telefone não tocou.
Liguei para ela.
— Mãe, você sabe que dia é hoje?
Houve silêncio do outro lado.
— Não sei.
— É o dia em que eu nasci.
— É mesmo?
Depois que desliguei, chorei.
No ano seguinte, o telefone também não tocou.
Liguei de novo.
— Mãe, você sabe que dia é hoje?
— Não sei.
Chorei outra vez.
A partir daquele dia, passei a ligar todos os anos.
Mesmo sabendo que ela talvez não lembrasse.
Mesmo sabendo que, muitas vezes, eu desligaria chorando.
Este ano, liguei de novo.
— Mãe, você sabe que dia é hoje?
Houve uma pequena pausa.
Uma pausa diferente.
Então ela respondeu:
— É o dia em que você nasceu, não é?
Fiquei sem conseguir respirar.
— Você lembrou.
— Como eu poderia esquecer?
As lágrimas vieram na mesma hora.
— Ano passado você esqueceu.
Do outro lado, silêncio.
— É mesmo?
Ela tinha esquecido de novo.
Mas, por um instante, naquele exato segundo, ela se lembrou.
— Por que só hoje você lembrou?
Minha mãe fez uma pausa pequena, como se procurasse alguma coisa dentro de si.
Então disse:
— Porque hoje eu absolutamente não queria esquecer.
Mesmo com a demência, parece que certas coisas se escondem em algum lugar da alma.
Talvez o dia em que um filho nasceu fique guardado exatamente ali.
No ano que vem, ela pode esquecer outra vez.
E tudo bem.
Porque aquele único instante em que ela lembrou me fez mais feliz do que anos inteiros.
No dia seguinte, fui até a casa dos meus pais.
Minha mãe abriu a porta.
Olhou para mim e sorriu.
— Quem é você?
Meu peito apertou.
Sorri de volta.
— Sou eu, mãe.
Ela riu, como se recebesse um estranho gentil.
Mandou que eu entrasse.
Preparou chá com as duas mãos, com a delicadeza de sempre.
Como fazia a vida inteira.
Conversamos por horas.
Sem que eu dissesse quem eu era.
Quando já estava indo embora, calçando os sapatos, ela falou atrás de mim:
— Você me lembra alguém.
Virei devagar.
— Quem?
Ela pensou por um instante.
E respondeu com um sorriso doce:
— O filho que eu tive há muito tempo.
Não consegui me mexer.
— Como ele era?
Ela riu.
— Era uma criança que chorava muito.
Riu enquanto os olhos se enchiam de lágrimas.
— Espero que ele esteja bem.
Engoli o choro e respondi:
— Está.
Ela assentiu, feliz.
Sem saber quem eu era.
Mas feliz por saber que o filho estava bem.
Isso bastava.
Mesmo esquecendo meu nome.
Mesmo esquecendo meu rosto.
Ela nunca esqueceu de se preocupar.
No aniversário do ano que vem, eu vou ligar de novo.
Ela não precisa lembrar de mim.
Se ela sorrir ao saber que o filho está bem,
isso já será suficiente.
E, se eu puder ver aquele sorriso,
posso fingir ser um estranho quantas vezes for preciso.
P.S.: essa história não é sobre mim, me enviaram
VOTEM EM SENADORES QUE ENFRENTEM O STF! Simples. Não se apegue a partidos, sobrenomes, nem a ideologia política (eu sei que a esquerda não vai enfrentar), mas tem direitista que paga de macho e não banca a aposta. Se a imprensa continuar mostrando tudo, e o povo se rebelar, Moraes cai!
Tá 100% certo. Uma mulher de esquerda deve ser rejeitada incondicionalmente.
Ela não tem os valores necessários para um relacionamento estável e saudável.
E mesmo numa relação casual ela é um risco para a sua sanidade, risco de falsas denúncias, e não contribui em qualidade de companhia.
Disclaimer: sei lá se é real mesmo que mulheres estão se fingindo de direita ou escondendo ser de esquerda pra não serem instantaneamente descartadas
Mas dado que conheço muitos homens que fazem ou faziam isso antes de encontrarem um bom relacionamento, me parece uma suposição razoável..
Quais são os motivos desse descarte imediato?
0) Honestamente, eu cogitei só lançar um "eu não preciso explicar, quem sabe sabe, quem não sabe acho que não adianta" pensando no lado das mulheres de esquerda.
Mas resolvi escrever em nome dos homens que ainda acham que dá pra ter um relacionamento, ou mesmo algo casual. É só uma noite mesmo né, o que muda o que ela acha?
Eu quero te fazer três argumentos que provavelmente são novidade para você.
Vamos pular os pontos óbvios. Risco de falsa denúncia, rolê esquerdista ruim, jogar dinheiro fora, etc. E vamos assumir que você não se odeia ao ponto de se sujeitar ao shape esquerdista médio e a estética sovaco peludo.
E vamos também pular o óbvio de "sério que você acha que essa mentalidade cria um relacionamento duradouro ou vai criar bons filhos?"
1) Você se acostuma a fingir pra agradar.
Se você está saindo com uma pessoa com valores incompatíveis com os seus e que você sabe que estão errados, você tem que fingir. Você tem que evadir. E tudo que você faz, vira costume.
Você se acostuma a ignorar ou relativizar absurdos. Você se acostuma a esconder quem você é e o que acha para agradar os outros. Você se acostuma com um personagem.
"Ah mas se não for assim sobra pouca gente"
Porque você não é atrativo o suficiente.
E você pode resolver isso se sujeitando a tolerar coisas absurdas, pegar o costume de se esconder e se ignorar e calar a voz na sua cabeça que te orienta...
Ou pode resolver isso investindo esse seu tempo em melhorar você mesmo para ser mais atrativo para mais pessoas com bons valores.
Se você ainda assim escolhe a primeira opção, recomendo procurar ajuda psicológica séria (Terapia comportamental cognitiva, não maluquice mística), porque você provavelmente tem padrões de comportamento de se anular, se sujeitar, ignorar o bom-senso e ter impulsividade de deixar uma noite se sobrepor ao seu caráter e futuro.
2) Você absorve das pessoas que você interage.
Todo mundo já ouviu aquela de que você é a média das 5-10 pessoas que mais interage. Não importa o número aqui, o ponto é...
Se você é um molenga e eu te botar pra lutar Jiu-Jitsu numa academia com um bom professor e colegas (e não gente que vai só te amassar porque é fácil), tu vai melhorar.
Se você é pouco ambicioso e eu te botar numa sala com empreendedores de empresas que estão crescendo, você vai ser menos pão depois de algumas sessões disso.
Ambiente não é tudo. Mas é o que você controla. Você trabalha/estuda em ambientes que tem pouco ou nenhum controle. Você só pode controlar o que faz no seu tempo livre, com outras pessoas.
Por que você escolheria passar esse tempo com pessoas de uma moral torta, que relativizam criminalidade, que não acreditam na capacidade do indivíduo, que são vitimistas, e assim por diante?
Sério, é a mesma coisa que chegar em casa, comer uma barra de manteiga inteira, tomar dois energéticos, ficar apostando em alguma bet a noite toda e ir dormir as 4 da manhã, e depois reclamar que sua saúde está ruim.
Você se odeia? Você odeia seu precioso tempo livre? Porque se você se respeitasse, e se buscasse ser alguém melhor um pouco todo dia, buscaria dividir esse tempo com gente que vai te construir em alguma coisa.
3) Você está recompensando o erro e normalizando o absurdo.
Os dois primeiros argumentos são pessoais, são sobre você. Esse é mais amplo, e por isso deixei por último.
Mas vamos refletir aqui: Se uma opinião completamente absurda é tolerada, e quem tem ela não sofre nenhuma consequência social por isso, essa opinião se dissemina.
Achar que bandido é vítima, que ditadura é boa, que vagabundo tem que ser sustentado, que quem gera emprego é vilão, isso são opiniões absurdas e que não deveriam ser levadas a sério numa sociedade civilizada.
Lamentavelmente, estão aqui. E quanto mais a gente continuar dando corda pra isso, mais tempo vão ficar aqui. E você é diretamente prejudicado por isso.
Ser esquerdista TEM que ser motivo de vergonha. Obviamente os "argumentos" deles precisam ser respondidos e eles precisam ser educados.
Mas esquerdista TEM que voltar a pensar "po se eu falar que o Maduro tá certo capaz de alguém ouvir e eu ter que ficar ouvindo sobre quantos milhões fugiram andando da fome de lá".
Se esse movimento de mulher fingir que não é de esquerda pra ser cogitada como uma parceira está acontecendo, ÓTIMO. Quem sabe a vergonha ajuda ela a ver que defender que o MC Latrocínio com 78 passagens pela polícia não é vítima da sociedade.
Notem, eu não estou falando de segregação total, não conversem, não tenham amizade, ergam muros etc.
A gente só vai sair disso aqui educando, explicando e mostrando resultado pra quem quer ouvir. E a realidade é que dos eleitores de esquerda, 80% é assim porque não sabe o básico mesmo.
Só uns 20% dos eleitores de esquerda são a psicopatia socialista de tem que matar mesmo é uma revolução e mortes acontecem, ditadura do proletariado, Stalin matou foi pouco, etc.
Mas repito: esquerdismo tem que ser uma coisa vergonhosa, e que traz consequências. Seja a consequência. Além de se proteger, você está protegendo os outros ao seu redor.
R$ 3.985.305.326.876,67
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Ótimo 2026 a todos.