…pois essa iniciativa da equipa d’A Tua TV é de louvar. Que tenham sucesso suficiente (ser rentável) para se manterem consistentes e continuarem a exaltar e valorizar a cultura moçambicana👌🏽
…vi um outro vídeo que supostamente o Cirilo começou e, depois de ler o comunicado da instituição, pus-me a rir ao perceber que um é n*gro e o outro, aparentemente, é monhê/mulato. E boa parte sociedade, em geral, continua ingénua perante este tipo de situações, observando-as através das suas próprias lentes e experiências passadas (como se aquilo que acontece hoje fosse “pouco/nada” só porque, na sua época, essas situações não eram filmadas, tratadas ou expostas publicamente como hoje). Uma amostra da famosa “competição da dor” entre diferentes gerações pela incapacidade de aceitação de que “os tempos s��o outros.” O que muitas vezes os impede observar com afinco a situação conforme a época actual, por não se desprenderem da antiga.
Provavelmente só perceberão a dimensão do problema quando acontecer com um dos membros da própria família: o impacto negativo associado à melanina e o privilégio que a outra parte pode carregar sem sequer se aperceber (r*cismo parece cultura contextual). Tentem inverter os papéis por um momento e imaginem as consequências, OK?
…descobrir uma traição é uma das experiências emocionalmente mais desestabilizadoras que alguém pode viver (não importa o género/orientação sexual). O impacto raramente se resume ao fim de uma relação, muitas vezes atinge a confiança, a autoestima, a sensação de segurança e até a forma como a pessoa passa a enxergar o mundo. É natural sentir tristeza, raiva, confusão, ansiedade ou até questionar o próprio valor. Essas reações fazem parte do processo de lidar com uma perda significativa. E infelizmente, existe um erro comum que prolonga o sofrimento, transformar a traição numa forma de medir o próprio valor. A decisão de trair pertence a quem traiu. Ela pode refletir falhas de caráter, imaturidade emocional, incapacidade de comunicar necessidades ou de encerrar uma relação de forma honesta e vários outros aspetos subjetivos. Não define quem foi traído (ainda que de uma excelente/má pessoa se trate).
A recuperação começa quando deixamos de perguntar “Por que fizeram isto comigo? e passamos a perguntar, O que posso fazer por mim a partir de agora?”. Essa mudança devolve-nos aquilo que a traição tenta roubar: o controlo sobre a nossa própria vida por querer entender as decisões da outra pessoa acreditando ter influência direta, enquanto não.
Sob o ponto de vista psicológico, crescer após uma dor não significa fingir que ela nunca existiu. Significa permitir que ela ensine, sem permitir que ela nos defina. Pessoas emocionalmente fortes não são aquelas que nunca sofrem, são aquelas que transformam o sofrimento em autoconhecimento, estabelecem limites mais saudáveis, escolhem melhor as pessoas que permitem aproximar-se e continuam a acreditar que existem relações baseadas em respeito, lealdade e reciprocidade. Se alguém escolheu perder uma pessoa/coloca-la em risco de perder, foi uma decisão dessa pessoa, não sua. A tua responsabilidade não é convencer ninguém do teu valor, mas continuar a desenvolvê-lo. Investindo na tua saúde física, na tua mente (ocupando-a com outros tópicos do seu interesse), nos seus objetivos, nas tuas amizades e nos teus estudos/seu trabalho, negócio. A melhor resposta para quem te desvalorizou nunca foi a vingança (porque isso não garante paz), mas sim tornar-te uma versão mais forte, mais equilibrada e mais feliz de ti mesmo. Lembrando que, uma traição pode partir um coração, mas n��o precisa de partir o teu futuro. A tua história não termina no dia em que alguém te dececiona. Muitas vezes, é exatamente aí que começa o capítulo em que aprendes a escolher-te, a respeitar-te e a construir uma vida que já não depende da honestidade dos outros para ter paz.
…nenhum pai aceita ver o seu filho a NHONGAR (pela natureza muitas vezes inconsciente e pela insegurança associada a essa prática). O que os pais normalmente aceitam e apoiam é ver os seus filhos a empreender, criar negócios e construir o próprio caminho.