Retornei, efêmeros mortais. Despertei de um torpor profundo, após dias confinado em um calabouço úmido, escuro e sufocante. Estou de volta para corromper, para arrastar convosco cada alma amaldiçoada, e lembrá-los de que, no fim, todos pertencem a mim. rs
Mas eu sempre fui simples.
Sem mim, não haveria urgência no amor, nem valor no tempo, nem beleza no efêmero. Tudo seria eterno e, por isso mesmo, vazio.
Desde os primeiros dias, quando aprenderam a nomear o mundo, também aprenderam a me temer. Deram-me títulos, mitos, rostos sombrios, como se pudessem, assim, me compreender ou ao menos me manter à distância.
Passei a manhã inteira encostado num canto do vazio existencial, com uma ressaca eterna e uma lista de almas atrasada. Patético, eu sei. A entidade implacável, inevitável, foi derrotada por algumas doses a mais.
Ando entediado, sabe? A eternidade às vezes pesa, então pensei em variar um pouco, trocar ideias, conhecer novas histórias… talvez a sua. Se um arrepio discreto na espinha te parecer convidativo, deixa um sinal. Quem sabe eu não apareço na sua DM?
Ando entediado, sabe? A eternidade às vezes pesa, então pensei em variar um pouco, trocar ideias, conhecer novas histórias… talvez a sua. Se um arrepio discreto na espinha te parecer convidativo, deixa um sinal. Quem sabe eu não apareço na sua DM?