@Pckmrs@OFCBostil@esquerdananet Nossa, convidamos pra congresso um ministro da SUPREMA CORTE do país. Não sabia que agora, só por que alguém discorda de você, essa pessoa automaticamente é burra e anencefálica.
Faça-me o favor, amor. Não mamamos o Temer. Apoiamos as reformas impopulares dele, pq faz parte.
@JppMLima Acho que o MBL assim como muitos de nós que seguimos passamos por aquela ilusão liberboba até sentarmos como adultos e percebermos de verdade que não é só vender tudo.
@Lwghammer_128 Posso te falar? O Renan tem bem mais de esquerda trabalhista do que de direita neoliberal. E isso é bom. Ideias boas existem em todos os espectros políticos. Obrigado pelo post, e sinto muito pelo fogo amigo do pessoal.
@dhcoelho_ O Renan, chegando ao poder, vai ter toda uma articulação política pra fazer acontecer. Ficar cobrando que ele explique é no mínimo fútil. Presidente aponta rumo e DEPOIS faz acontecer. Ué, no pior dos casos ele pede plebiscito(apenas um exemplo), isso tá previsto na lei.
@dhcoelho_ Sabe qual é o problema que eu vejo: que o presidente agora tem que ser livreiro, pra vocês. Deixa eu te fazer um paralelo:
Kim Kataguiri, sem partido, sendo oposição ao governo e ao PL, foi o deputado MAIS PRODUTIVO da Câmara disparado, quase o dobro de projetos que o segundo.+
@dhcoelho_ Mas justamente, me cite UM candidato com mais propostas e melhor elaboração que ele, cara.
Samara Martins nos primeiros dias sequer tinha plano de governo. Os dois asnos nem se fala. Caiado e Zema são repetições neoliberais: mais do mesmo.
O Brasil tem procurado presidentes dentro dos mesmos padrões há décadas. O pai dos pobres. O homem forte. O conciliador. O gerente. O mito. O sujeito que abraça, que emociona, que fala simples, que parece próximo. Mudam os personagens, muda a embalagem, mas o padrão permanece: escolhemos presidente como quem escolhe apresentador de auditório.
Queremos voz grave, bordão, lágrima no canto do olho e alguma frase sobre o povo brasileiro. Depois entregamos ao escolhido a oitava maior economia do mundo, 200 milhões de habitantes, um Congresso de psicopatas funcionais e um Orçamento que parece escrito por Kafka bêbado.
Aí aparece Renan Santos.
Ele quebra o padrão.
Não cabe diagnosticar Renan pela televisão como autista, superdotado ou neurodivergente. Mas uma coisa a sabatina tornou impossível esconder: há ali uma cabeça funcionando numa velocidade e, principalmente, numa largura incomuns na política brasileira.
Renan não responde assunto. Ele entra no sistema operacional do assunto.
Fala de crime e aparecem Código Penal, território, cadeia, facção, financiamento e Estado. Fala de Previdência e surgem demografia, dívida, produtividade e orçamento. Fala de geopolítica e, cinco minutos depois, estamos discutindo soberania, energia, defesa e bomba atômica. Você pode achar tudo maravilhoso ou completamente maluco. Mas existe pensamento.
Desde Ciro Gomes não aparecia numa eleição presidencial alguém com essa capacidade enciclopédica de circular por economia, Direito, administração pública, segurança, infraestrutura e relações internacionais sem parecer estar recitando a apostila que o assessor entregou vinte minutos antes. Ciro também sofria desse pecado imperdoável: sabia coisas demais.
A política odeia o sabichão.
Porque o sabichão rompe outro padrão brasileiro: o da inteligência domesticada. O político pode ser esperto, malandro, habilidoso, bom de voto, bom de palanque. O que incomoda é o sujeito que demonstra saber demais, que conecta demais, que pergunta demais.
Enquanto os profissionais da popularidade treinam a frase de quinze segundos, o chato quer saber quanto custa, quem paga, qual é a lei, qual é o precedente e onde essa porcaria vai quebrar daqui a vinte anos.
Superdotação não é simplesmente ter um QI de desenho animado. É um modo de funcionamento marcado por aprendizagem extraordinariamente rápida, capacidade de abstração, curiosidade intensa, conexões incomuns e mergulho quase obsessivo em determinados problemas. No Brasil, a denominação oficial reúne Altas Habilidades ou Superdotação, embora existam diferentes perfis dentro desse enorme guarda-chuva.
A ironia é monumental.
Para ser presidente você precisa saber um pouco de guerra, petróleo, juros, Direito Constitucional, saneamento, epidemiologia, educação, agricultura, tecnologia, polícia, diplomacia e psicologia de deputado federal. Mas nosso padrão eleitoral continua premiando a capacidade de parecer normal e desconfiando da capacidade de compreender o anormalmente complexo.
Pode-se rejeitar Renan por suas ideias. Deve-se, inclusive. Democracia serve para isso. Você pode achar sua política criminal brutal, sua visão internacional perigosa, suas propostas econômicas equivocadas ou seu passado político intragável.
Mas chamar o sujeito de despreparado depois de ouvi-lo discutir tudo isso produz outro diagnóstico. Não dele.
Do crítico.
Porque negar competência cognitiva evidente deixa de ser divergência ideológica e vira desonestidade intelectual. Ou pior: revela aquele antigo ressentimento brasileiro contra quem estudou a matéria.
A realidade, infelizmente, também tem padrões.
A inflação sabe matemática. A dívida conhece juros compostos. O crime organizado entende logística. A corrupção domina incentivos. O déficit público obedece causalidade. Esses padrões não mudam porque o presidente tem carisma, ganhou um apelido simpático ou sabe beijar criança no colo.
A realidade não vota.
Ela cobra.
@caprenan27@Eder_SP Mas a prioridade do Brasil atual não é luta contra violência de gênero.
É luta contra violência. Ponto. É não quebrar o país. Ponto. E isso não é da minha cabeça. São fatos.
E, como falado pelo Renan, não é canetada federal que vai parar o feminicídio. É manejo municipal.
@meaeduardav@lucasmanteymeme Oi, amigo! Faltou interpretação de texto sua.
Eu estava apontando justamente como as pautas que os jornalistas puxaram foram RUINS pro Renan, mas que ele mesmo assim se saiu muito bem. O tweet original tenta falar que os jornalistas tentaram ajudar ele.
@deia1967 Acredito que o "deve-se", neste caso, é usado no sentido "você deve, sim, numa democracia, rejeitar e discutir ideias das quais você não concorda" e não necessariamente falando que as ideias dele são estritamente ruins.
@SuperNakayama@lucasmanteymeme Ah sim, eu só quis dar ainda mais enfoque que os jornalistas definitivamente tentaram alfinear, isso até a esquerda reconhece, o amigo do tweet é bem desconexo, nesse sentido
@SuperNakayama@lucasmanteymeme querer falar que reforma da previdência é mais impopular que falar de bomba atômica e questões de gênero (50% da população é feminina) eu acredito que é até meio desonesto. E outra, ele falou de corte de gastos muito severos tanto pro pobre quanto pro rico, tal qual citou times.
@Nildonsifig Imagine-se neste contexto, o que você acha são: Acatar uma canetada de um indivíduo, matar milhares de pessoas, afundar uma operação... OU: Não acatar de imediato, manter a operação, e ir discutir a ilegalidade e recorrer o processo enquanto a operação já está mobilizada?
@Nildonsifig Se ele acatar a decisão, uma carambada de policiais corre risco de vida, fora o desperdício de logística e dinheiro público. Então é exatamente isso: Ele vai cumprir até o fim o que a lei prevê e, enquanto a operação continua, ele discute na justiça (para preservar vidas).
@felipenaolipe Altas Habilidades/Superdotação. Não possui Cid dentro do CID 10, e não consta do DSM - 5 (ou em qualquer outro DSM), por não se tratar de doença.
https://t.co/eQf71BGGgk
O Brasil tem procurado presidentes dentro dos mesmos padrões há décadas. O pai dos pobres. O homem forte. O conciliador. O gerente. O mito. O sujeito que abraça, que emociona, que fala simples, que parece próximo. Mudam os personagens, muda a embalagem, mas o padrão permanece: escolhemos presidente como quem escolhe apresentador de auditório.
Queremos voz grave, bordão, lágrima no canto do olho e alguma frase sobre o povo brasileiro. Depois entregamos ao escolhido a oitava maior economia do mundo, 200 milhões de habitantes, um Congresso de psicopatas funcionais e um Orçamento que parece escrito por Kafka bêbado.
Aí aparece Renan Santos.
Ele quebra o padrão.
Não cabe diagnosticar Renan pela televisão como autista, superdotado ou neurodivergente. Mas uma coisa a sabatina tornou impossível esconder: há ali uma cabeça funcionando numa velocidade e, principalmente, numa largura incomuns na política brasileira.
Renan não responde assunto. Ele entra no sistema operacional do assunto.
Fala de crime e aparecem Código Penal, território, cadeia, facção, financiamento e Estado. Fala de Previdência e surgem demografia, dívida, produtividade e orçamento. Fala de geopolítica e, cinco minutos depois, estamos discutindo soberania, energia, defesa e bomba atômica. Você pode achar tudo maravilhoso ou completamente maluco. Mas existe pensamento.
Desde Ciro Gomes não aparecia numa eleição presidencial alguém com essa capacidade enciclopédica de circular por economia, Direito, administração pública, segurança, infraestrutura e relações internacionais sem parecer estar recitando a apostila que o assessor entregou vinte minutos antes. Ciro também sofria desse pecado imperdoável: sabia coisas demais.
A política odeia o sabichão.
Porque o sabichão rompe outro padrão brasileiro: o da inteligência domesticada. O político pode ser esperto, malandro, habilidoso, bom de voto, bom de palanque. O que incomoda é o sujeito que demonstra saber demais, que conecta demais, que pergunta demais.
Enquanto os profissionais da popularidade treinam a frase de quinze segundos, o chato quer saber quanto custa, quem paga, qual é a lei, qual é o precedente e onde essa porcaria vai quebrar daqui a vinte anos.
Superdotação não é simplesmente ter um QI de desenho animado. É um modo de funcionamento marcado por aprendizagem extraordinariamente rápida, capacidade de abstração, curiosidade intensa, conexões incomuns e mergulho quase obsessivo em determinados problemas. No Brasil, a denominação oficial reúne Altas Habilidades ou Superdotação, embora existam diferentes perfis dentro desse enorme guarda-chuva.
A ironia é monumental.
Para ser presidente você precisa saber um pouco de guerra, petróleo, juros, Direito Constitucional, saneamento, epidemiologia, educação, agricultura, tecnologia, polícia, diplomacia e psicologia de deputado federal. Mas nosso padrão eleitoral continua premiando a capacidade de parecer normal e desconfiando da capacidade de compreender o anormalmente complexo.
Pode-se rejeitar Renan por suas ideias. Deve-se, inclusive. Democracia serve para isso. Você pode achar sua política criminal brutal, sua visão internacional perigosa, suas propostas econômicas equivocadas ou seu passado político intragável.
Mas chamar o sujeito de despreparado depois de ouvi-lo discutir tudo isso produz outro diagnóstico. Não dele.
Do crítico.
Porque negar competência cognitiva evidente deixa de ser divergência ideológica e vira desonestidade intelectual. Ou pior: revela aquele antigo ressentimento brasileiro contra quem estudou a matéria.
A realidade, infelizmente, também tem padrões.
A inflação sabe matemática. A dívida conhece juros compostos. O crime organizado entende logística. A corrupção domina incentivos. O déficit público obedece causalidade. Esses padrões não mudam porque o presidente tem carisma, ganhou um apelido simpático ou sabe beijar criança no colo.
A realidade não vota.
Ela cobra.
@claravoid Hmmmm... Acho que o conjunto de coisas que faz com que você não enxergue ele como eu enxergo, ou que eu não enxergue ele como você enxerga.
Criação? Gênero(e a ideologia que vem com isso)? experiências? condição econômica? Multifatorial, eu diria.