Mostra o sorriso que escondes
Seu rosto lindo
Iluminado é nesse momento.
Não ocultes olhos meigos
doces, a boca indizível.
Não sonegues aos tristes
a maravilha de seu sorriso,
desse rosto divinal.
LUZ!!!
(Dom Solitude)
Nada sabem
Dos afagos trocados
Mesmo à distância.
LUZ!
Abraça-me, pois já te abraço
Ao vento nos tocamos
Sentimos, vivemos, inspiramos.
LUZ! Amo-te.
vamos ao catre
Consolidar o que nos transpira.
Amor incondicional.
(Dom Solitude)
Insuspeitos são os sonhos
Que se sonha só
Que se partilha
Sonhos tantos
De quantos o pranto
De tantos o encanto
Sonho, sonhas
Voa-se, voamos
Náufragos no mar intangível
Dos sonhos sonhados
Ou não.
Sonhos insuspeitos
São, sim, sonhos do peito
Em dor.
(Dom Solitude)
O doce amargo de teu beijo
Num até breve
Na viagem singela
Ao teu íntimo
Chama o doce
De teu eterno
SER!
LUZ, dos dias e noites
De espera.
(Dom Solitude)
Míseras árvores secas
Que dos ventres alheios
Nutrem a inveja fétida
Esculturas inacabadas
De natureza torpe
Falsas crédulas
De cultos individuais.
Nutridas serão
Pelo isolamento
Das muitas companhias
Indesejadas.
(Dom Solitude)
Brilhas intensamente
Brilhas docemente
Brilhas calmamente
Mesmo não querendo brilhar.
Por existires já és brilho.
Aqueces meus desejos
Embalas meus sonhos.
LUZ!!!
Te desejo, te quero,
Por te amar.
Brilhas
LUZ!!!
(Dom Solitude)
Na madrugada, especialmente
Poetas brilham como estrêlas.
Poetisas são cometas!
Luzes uniformes e disformes
Únicas
Calientes luminares
Impiedosas no carinho.
Brilhes, indefinidamente
Dando sentido ao mistério.
(Dom Solitude)
Do passo à caminhada
Longa a estrada.
Vai longe o tempo
Fica perto o destino.
Longa a estrada,
sem curvas, retilínea?
Não.
Caminhada, lenta
Progressiva.
Caminhada, longa
Assim como longa a estrada.
Fim, meio, começo
Longa a estrada.
(Dom Solitude)