Já estou ciente de que Renan Santos, aquele cosplayer do Boça, me citou no “debate” de ontem e atacou o fim da escala 6x1.
Entendo que, pra ele, que nunca teve um emprego de verdade, é inconcebível o trabalhador ter direito ao descanso.
Afinal, seu objetivo de vida é que ele e sua trupe de esquisitões se elejam pra serem sustentados pelo povo brasileiro enquanto permitem que os patrões explorem os trabalhadores até a última gota de suor.
O que eles almejam na política é só ter um cargo cuja função é impedir qualquer avanço no bem-estar da população que possa diminuir um mísero centavo do lucro dos empresários.
A verdade é que o grande sonho do liberal radical, a utopia dessa gente, é conseguir um emprego de gerente sem ter o talento necessário pra isso.
Resta-lhes a política e a posição de capatazes do povo que os sustenta em seus cargos.
Renan Santos não tem uma proposta, não tem uma missão e nenhum talento digno de reconhecimento. Ele tem fome de um carguinho.
De gente assim a política está cheia. É essa gente que a luta pelo fim da escala 6x1 está derrotando todos os dias, e assim continuaremos.
Erika Hilton é deputada federal, recebe aproximadamente R$ 33 mil líquidos e declarou ter cerca de R$ 15 mil na conta.
Isso é possível? Sim. E quem vem de baixo sabe exatamente por quê.
Quem nasce na pobreza e consegue chegar a um cargo de destaque não passa, de uma hora para outra, a viver como se tivesse esquecido de onde veio. Quem vem de baixo muitas vezes não sustenta apenas a si mesmo. Sustenta mãe, irmãos, sobrinhos, parentes e pessoas que dependem daquela renda para sobreviver.
E ainda existem aluguel, alimentação, transporte, contas, saúde e uma infinidade de responsabilidades que não aparecem em uma declaração de patrimônio.
É muito fácil olhar de fora e perguntar: “Como alguém ganha R$ 33 mil e tem só R$ 15 mil na conta?”
Difícil é entender que, para quem veio da periferia, dinheiro muitas vezes não significa patrimônio. Significa sobrevivência, responsabilidade e dignidade para uma família inteira.
Quem nunca precisou escolher qual conta pagar, quem nunca teve que ajudar a própria família a colocar comida na mesa, talvez nunca entenda.
Não confundam salário alto com vida fácil.
A elite acumula patrimônio. Quem vem de baixo, muitas vezes, primeiro precisa reconstruir a própria vida , e ajudar a reconstruir a de quem ficou para trás.
Essa é uma realidade que só quem veio de onde nós viemos conhece.
@tarcisiogdf Baderna é o que você faz com o estado. Odeia São Paulo e só vai ficar satisfeito quando deixar o estado falido e destruído igual o Rio de Janeiro
Quanta gente amargurada reclamando do Show da Xuxa. Simples: não gosta, não vá. Ninguém tá usando seu dinheiro não. Vocês gostam e frequentam cada lixo e ninguém fala nada.
E aqui a armadilha se fecha de vez, porque o cálculo não está tão a favor dela. O voto das mulheres vai decidir essa eleição, isso é fato. Mas só o voto das conservadoras não será suficiente, e os homens conservadores jamais votariam numa mulher por livre e espontânea vontade, nem que ela seja a procuradora oficial do poder do marido. O que sobra pra ela é o antipetismo, esse ódio tão grande que faria esses mesmos homens votarem ATÉ numa mulher, com o “até” bem cuspido, porque pra eles qualquer coisa é melhor do que o Lula. Sacaram a delicadeza da posição? Ela não é a candidata desejada. Ela é o mal menor tolerado com nojo. Insuficiente de um lado, engolida a contragosto do outro. A ver.
Então não, não vamos abraçar a coitadinha. A “corajosa”. Esses aí eu quero todos que vão pra casa do caralho. Michelle sabia o tamanho da jaula quando entrou nela, sorrindo pra foto, e só fez barulho quando descobriu que a porta tinha afrouxado por acidente, porque o carcereiro favorito tropeçou no próprio escândalo.
Nunca quis tanto estar errada. Mas até agora ela não me deu esse gosto.
E mais uma coisa: não adianta ficar invocando um suposto passado de trabalho sexual da Michelle, de destruidora de lares, de puta vinda de família criminosa. Para os evangélicos, não há NADA mais potente do que a conversão e o arrependimento em cristo. Isso só dá mais força a ela. Sejamos mais espertos do que isso.
METI O TEXTÃO
Sério que vocês caíram na isca da Michelle?
Para, gente. Respira. A mulher do réi pôdi gravou e publicou no Instagram VINTE E SETE MINUTOS ora de lábio trêmulo, ora de olhar esperançoso, falou em punhalada, em humilhação, em desrespeito e metade do Brasil correu pra abraçar a coitadinha. A esquerda comemorando a rachadura, a direita em pânico, todo mundo discutindo se o Flávio foi ríspido demais no telefone. E ninguém parou pra perguntar a única coisa que importa: por que agora?
Porque há uma cronologia bem clara.
Michelle Bolsonaro passou anos jurando de joelhos que só queria ser primeira-dama. Que protagonismo era coisa do homem da casa e que Jair era a cabeça e ela o corpo obediente, a auxiliadora, a que cuida. Aceitou o papel de moldura: estava ali pra apenas para adornar o quadro, nunca pra ser o quadro. Ficou caladinha anos a fio, segurando o teto de vidro por baixo pra não cair na cabeça de ninguém, engolindo as labaxúrias enquanto performava transe em culto sempre que dava voto. Foi organizar as mulheres, que, ela mesma diz, não tinham atenção do PL. Ela sabia onde tinha se metido e que jamais teria o lugar de cima. Isso tinha ficado escandalosamente claro, e ela tinha aceitado.
Até o Flávio abatumar.
Porque o filho 01 solou que nem bolo que deu errado. Foi flagrado pedindo cento e trinta e quatro milhões ao dono de um banco que a Polícia Federal liquidou por lavagem de dinheiro e que o senador chamava carinhosamente de “irmão” nos áudios. Negou conhecer o homem. Chamou repórter de militante. Botou camiseta dizendo que o problema era do Lula. E desmoronou em questão de horas quando os áudios vazaram, porque os áudios sempre vazam. A cada aparição pública uma contradição nova, a cada contradição uma trinca a mais no copo de cristal. Até bispo/pastor aliado já anda dizendo que evangélico não engole mentira e que tem debandada no rebanho.
E olha que coincidência: a espinha dorsal da boa moça com uma “missão” brotou exatamente aí.
Por que não um mês antes, quando ela ainda era a vice cogitada, a peça obediente do tabuleiro? A dignidade dela despertou no segundo exato em que a dignidade ficou eleitoralmente lucrativa, no instante preciso em que o nome que a atravancava começou a apodrecer no nicho que é dela, o evangélico, o feminino, o conservador devoto. Que timing divino, hein. Quase um milagre, uma daquelas missões que Deus, segundo ela, eventualmente lhe confia depois de muita oração e de uma conversa com o marido. Atenção à escolha de palavras: MISSÃO.
Aqui mora a parte que me diverte (e me dá ódio): a confissão escondida no meio da choradeira. Reparem em como ela se defende. Não diz “eu lidero as pesquisas, eu tenho mais de trinta por cento, eu mereço”. Diz que foi apunhalada, humilhada, que o enteado mandou ela ficar de fora das decisões do partido porque ela “chegou ontem e não entende nada de política”. A mulher mais bem posicionada da direita nas urnas se apresentando ao país como madrasta magoada. E mesmo a revolta ela ancora no macho: rompe com o filho jurando fidelidade ao pai, invoca a “ordem do líder”, denuncia “traição contra o Jair, venha de quem vier”. Até pra se rebelar precisa do aval do marido preso. A insubordinação dela é, ela mesma, um ato de obediência.
Mas essa palhaçadinha toda denuncia mais do que pretendia. Sem querer, Michelle legitimou uma narrativa que a esquerda repete há décadas e que o bolsonarismo nega de boca cheia: o conservadorismo não tem lugar pra mulher no poder. Não diretamente, não por mérito próprio, não sem um homem por trás assinando a procuração. E o detalhe trágico, quase bonito de tão cruel, é que a prova viva disso é ela. A mulher que fez carreira pregando a submissão feminina descobriu, ao vivo, em rede social, que a submissão também valia pra ela.
Oh! Que surpresa!
Kd o galo de luta agr pra abrir aquela boca p dizer que "identitarismo" não ajuda a classe trabalhadora quando é uma travesti e um gay preto que moveram o fim da escala 6x1 no Congresso?
"Não houve encontro nenhum. Trump tirou uma foto para atender os lobistas (atividade legal) que ganham muito dinheiro para isso. Flavio Bolsonaro chegou, foi revistado pelo FBI, ficou em pé, tirou a foto e deixou o local"
Ex-diplomata para o Delega
Todas as escolas de samba recebem subsídios idênticos da prefeitura de São Paulo. Uma delas recebe muito mais, por debaixo dos panos.
É a Dragões da Real, ligada ao São Paulo e ao vereador Fábio Riva, líder do governo Ricardo Nunes.
A prefeitura pagou por 27 (VINTE E SETE) eventos na quadra da Dragões entre agosto/24 e dezembro/25.
Durante o período, a prefeitura de São Paulo gastou R$ 927 MIL para bancar infraestrutura na quadra da Dragões, pagando banheiros, palco, som, água, banheiros químicos e outros itens das festas promovidas pela escola.
Funciona assim: a Dragões arrecada dinheiro vendendo ingressos para eventos como a "Super Feijoada" de 18 de janeiro de 2025. E a prefeitura paga as contas, inclusive refeições servidas na feijoada!
O que sobra é dinheiro no bolso da Dragões.
Nessa conta não entram as várias emendas enviadas pelo Fábio Riva para a escola, como uma de R$ 300 mil para "Realização, de apresentações de shows de MÚSICA E DANÇA na quadra social da Escola de Samba Dragões da Real".
Esses 27 eventos são só o que a prefeitura escolheu apoiar informalmente, sem necessidade de qualquer solicitação formal, justificativa, contrapartida.
Em algumas o "solicitante" (o nome que aparece na planilha) é a "Liga", que curiosamente só pede apoio para a Dragões, ignorando as outras escolas. Em outras, a própria Dragões. Na maior parte dos eventos, o solicitante é anônimo.
Contei ontem no Metrópoles que a gestão Ricardo Nunes tem usado esse modelo para bancar valores milionários a eventos escolhidos, como uma feira da produtora de Dark Horse e shows de Jorge e Mateus e Thiaguinho.
Aqui, vou detalhando esses eventos.
Abaixo, a lista dos "apoios" oferecidos à Dragões sem transparência durante um período de menos de um ano e meio.
Samba enredo Carnaval 2025 - 17/8/24 - R$ 13,0 mil
Apoio Dragões - 27/7/24 - R$ 7,1 mil
Evento Dragões - 14/9/24 - R$ 14,2 mil
Samba Enredo Dragões II - 5/9/24 - R$ 7,8 mil
Festa da Bateria - - 23/11/24 - R$ 17,0 mil
Evento Dragões II - 19/10/24 - R$ 22,1 mil
Lançamento Fantasias - 21/9/24 - R$ 20,3 mil
Preparação Carnaval - 14/12/24 - R$ 20,5 mil
Super Feijoada - 18/1/25 - R$ 206,2 mil
25º Aniversário da Dragões maio/25 - R$ 206,9 mil
Carnaval Dragões - 14/2/25 - R$ 10,1 mil
Ensaios técnicos Dragões - 23 e 28/1/25 - R$ 75,6 mil
Feijoada Dragões - 29/6/25 - R$ 15,6 mil
Lançamento do samba - 7/6/25 - R$ 38,8 mil
Apoio Dragões julho - 26/7/25 - Valor não informado
Festa Julina - 12/7/25 - R$ 12,8 mil
Evento de rua - 13/9/25 - R$ 11,2 mil
Dragões - A nossa quadra - 6/9/25 - R$ 27,1 mil
Lançamento fantasias - 20/9/25 - R$ 23,6 mil
Apoio quadra novembro - 1/11/25 - R$ 15,5 mil
Apoio quadra novembro - 8/11/25 - R$ 73,4 mil
Apoio quadra - 25/10/25 - R$ 24,1 mil
Dragões na Praça - 14/12/25 - R$ 14,7 mil
Apoio quadra dezembro - 20/12/25 - R$ 23,1 mil
Apoio quadra Dragões - 13/12/2025 - R$ 21,2 mil
Bateria na Praça - 5/12/25 - R$ 5,8 mil
Descobri uma outra peculiar conexão entre o Master e a produtora do filme do Bolsonaro: o cantor Conrado, marido da Andreia Sorvetão.
A prefeitura de São Paulo pagou R$ 292 mil em infraestrutura de um show fechado de Conrado organizado pela produtora de Dark Horse.
O espetáculo aconteceu em um teatro de 600 lugares, dentro de um shopping, mas a prefeitura pagou:
+ 554 kits lanche
+ 1.900 copinhos de água mineral
+ 6 diárias de agentes de limpeza
+ 24 diárias de produtores
+ 20 recepcionistas
+ 20 diárias de seguranças
+ duas ambulâncias
+ R$ 49 mil em iluminação
+ R$ 91 mil em sonorização
Por que? Não há explicação. Diferente de uma emenda, o "apoio" dado pela prefeitura ao evento não demanda uma solicitante. Nem prestação de contas, nem projeto, nem contrapartida, nada.
A prefeitura dá e não precisa prestar contas, nem tornar público. O organizador agradece, porque, com as contas pagas pela prefeitura, consegue ter mais lucro.
Dias depois do show, Conrado e Sorvetão passaram a vender títulos de capitalização.... do Banco Master.
Os dois tão em plena pré-campanha eleitoral. E, claro, gravaram vídeo defendendo a relação entre o Flávio, o filme, e o Vorcaro.
Mas não é só isso:
https://t.co/sq5jWhTEHN