👩🏻💻| LAMRON: O QUE É NORMAL? UMA LEITURA EXISTENCIALISTA ENTRE SARTRE E NIETZSCHE 🧠
— Escrever “NORMAL” de trás para frente (“LAMRON”) é uma provocação dos meninos, o “normal” já nasce invertido, questionado e completamente desconstruído. É um convite para enxergar além das expectativas impostas e perceber que tentar se encaixar pode ser, paradoxalmente, a coisa menos natural que existe.
Dessa forma, “LAMRON” deixa de ser apenas um jogo de letras e se transforma em uma metáfora fazendo jus à música, que desmonta a necessidade de se encaixar em qualquer rótulo. Nem “normal”, nem “especial”. São categorias criadas pelas pessoas, enquanto a identidade humana é muito mais complexa.
Por isso, LAMRON funciona como uma metáfora visual da própria mensagem da música: se o mundo chama de “normal” uma vida movida por pressão, excesso de estímulos, dor reprimida e busca incessante por aprovação, então talvez esse “normal” esteja invertido desde o início.
A música não dita de fato o que é normal. Ela questiona se a própria ideia de normalidade ainda faz sentido.
Isso te lembra algo? Ou melhor, alguém? 👀
Nietzsche e Sartre! 💡
Friedrich Nietzsche crítica os valores estabelecidos, desconfiando de tudo aquilo que a sociedade apresentava como “natural”, “correto” ou “normal”. Ele acreditava que muitos desses valores eram construções históricas que acabavam aprisionando o indivíduo.
É justamente aí que o paralelismo com “Normal” ganha força.
Escrever NORMAL ao contrário simboliza que a própria ideia de normalidade está invertida. O que todos aceitam como comum talvez seja, na verdade, uma forma de alienação.
“Nós dizemos que essa porra é normal.”
Isso não me soa tanto como uma afirmação, mas sim como uma ironia, repetindo tanto essa frase que acabamos acreditando nela, mesmo vivendo em uma realidade marcada por ansiedade, excesso de estímulos, busca por validação e sofrimento emocional.
Já com Jean-Paul Sartre, há o questionamento da autenticidade diante do olhar dos outros. Para ele, um dos maiores riscos da existência é deixar que a nossa identidade seja definida pelo olhar alheio. Quando vivemos apenas para corresponder às expectativas sociais, caímos no que ele chamou de má fé: fingimos que somos aquilo que esperam de nós, em vez de assumir a liberdade de construir quem somos.
“O que sequer é tudo de mim?”
O eu lírico já se tornou um sujeito que já não sabe onde termina sua identidade e onde começam as projeções dos outros.
Assim, a inversão da palavra NORMAL representa também a inversão do próprio pensamento: antes de aceitar a realidade como ela é apresentada, a música convida o ouvinte a desconfiar dela. Talvez o verdadeiro ato de liberdade não seja tornar-se “normal”, mas ter coragem de questionar a própria ideia de normalidade e construir uma existência autêntica.
O que eu mais amo na arte é o poder de transformar, questionar e provocar.
A cereja do bolo é:
❓E se tudo o que você considera normal fosse apenas um sistema que você nunca questionou?❓
Se lembrou? Saia da Matrix 💊😉