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O coronelismo foi um sistema de poder político e social que predominou no interior do Brasil entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Os coronéis, grandes proprietários rurais e líderes locais, garantiam votos para governadores e presidentes em troca de prestígio, cargos e influência sobre a administração pública. Controlavam a política regional por meio da dependência econômica da população, elegendo aliados e influenciando autoridades locais.
Nesse contexto, a família Ferreira Gomes, da qual faz parte Ciro Gomes, é frequentemente associada a uma das oligarquias políticas mais influentes do Ceará, com forte presença na região norte do estado ao longo de várias décadas.
Ciro iniciou sua trajetória política no PDS, partido que sucedeu a base política do regime militar e reunia militares, ex-militares, governadores, prefeitos e lideranças regionais tradicionais, incluindo muitos dos chamados "coronéis" políticos. Posteriormente, saiu com o partido e se aproximou do grupo liderado por Tasso Jereissati.
Embora apresentado como símbolo da renovação política na chamada "Era das Mudanças", Tasso também pertencia a uma família economicamente poderosa do Ceará. Seu governo promoveu reformas administrativas, ajuste fiscal e modernização da máquina pública, melhorando a imagem do estado para atração de investimentos.
A política de industrialização iniciada nos anos 70 e ampliada por governos sucessivos fortaleceu a Região Metropolitana de Fortaleza, concentrando empregos, universidades, hospitais e serviços. Enquanto o interior enfrentava secas e limitações econômicas, milhares de pessoas migraram para Fortaleza e municípios vizinhos em busca de oportunidades.
Politicamente, o fortalecimento do grupo de Tasso gerou grande influência eleitoral. Com amplo controle sobre a máquina política estadual, o grupo tinha capacidade de impulsionar candidaturas e eleger aliados. Foi nesse contexto que Ciro Gomes recebeu apoio decisivo para sua eleição como prefeito de Fortaleza.
Ou seja, os antigos coronéis dos Távora, Bezerra ou Cals que tinha o poder, passaram para outras famílias das elites cearenses. Mas o coronelismo nunca morreu.
No Ceará, as eleições para governador costumam ser fortemente influenciadas pelo apoio dos prefeitos. Quem reúne o maior número deles tende a possuir mais influência política, pois, na prática, os grupos políticos locais conhecem a população, controlam estruturas partidárias e exercem grande capacidade de mobilização eleitoral.
Essa forma de fazer política é versão modernizada do antigo coronelismo. Muitas cidades ainda são governadas por famílias descendentes das velhas oligarquias e dos antigos coronéis que mantêm influência política há décadas. Ciro Gomes ajudou a ensinar ao PT como operar politicamente no Nordeste dentro dessa lógica de alianças locais e fortalecimento de lideranças regionais.
Quando deixou o PSDB, partido pelo qual construiu parte de sua carreira política, Ciro estava insatisfeito com a falta de apoio a uma eventual candidatura presidencial. Na sua visão, o partido permanecia concentrado no eixo Sul-Sudeste, especialmente entre São Paulo e Minas Gerais. Após migrar para partidos menores na tentativa de viabilizar seu projeto presidencial, acumulou sucessivas derrotas eleitorais.
Com a ascensão de Lula e do PT ao poder, Ciro enxergou uma nova oportunidade política. Essa aproximação foi menos ideológica e mais pragmática, algo comum na política brasileira, especialmente entre lideranças regionais que buscam preservar espaço e influência. Na época de Fernando Henrique Cardoso, muitos prefeitos estavam filiados ao PSDB; com a chegada de Lula ao poder, diversos desses mesmos grupos migraram para partidos de esquerda, embora as lideranças locais permanecessem praticamente as mesmas.
Ciro então se aproximou do PT com a expectativa de se tornar o herdeiro político de Lula ao final de seus mandatos. Em troca, contribuio para fortalecer a presença e a estratégia eleitoral do partido no Nordeste. No entanto, ele acabou criando uma força política que posteriormente se voltou contra ele.
Nesse processo surgiu a ascensão de Camilo Santana. Até então uma figura de pouca projeção estadual, Camilo recebeu o apoio decisivo dos Ferreira Gomes, da mesma forma que Tasso Jereissati havia apoiado o próprio Ciro décadas antes. Contudo, Lula não demonstrava interesse em preparar Ciro como sucessor nacional. Ciro possuía personalidade forte, autonomia excessiva e seria difícil de controlar politicamente.
Por essa razão, Lula escolheu Dilma Rousseff como sucessora. Dilma representava o “poste” ideal: alguém capaz de dar continuidade ao projeto político petista sem ameaçar a liderança de Lula dentro do partido.
A partir dessa decisão, a relação entre Ciro e o PT deteriorou-se gradualmente. As críticas tornaram-se cada vez mais frequentes e intensas
@_littlemax@2gcrf25@Itspedrito Se vc entendesse saberia que o Ney, com 4 rapariga para da de conta, o joelho bichado ele ainda assim é melhor que os 22 jogadores convocados .
@rreghel Vc sabe sim. O cidadão de bem no Brasil não é santo, ele pode ate fazer algumas coisa que vc falou, mas é ele que paga imposto para manter uma turma q critica o capitalismo mas paga 8k em um iphone.
Mas por isso ele é de esquerda. A esquerda raiz, da ideia tomada dos meios de produção bla bla-bla... Morreu com a URSS. Ainda bem. Hoje para ser esquerda a principal característica é a hipocrisia. Ex. Odiar os americanos, mas defender regimes que batem em mulheres e matam gays(Irã), ou criticar o capitalismo usando Iphone e pagando ingresso cara para ver diva pop dos USA. O Lula é um exemplo, se diz o pai dos pobres, mas declarou ao TSE um patrimônio de 7 milhões de reais. Então ele é de esquerda sim.