• Inspirada na Cidade de 15 Minutos de Paris, a Suécia desenvolveu a Cidade de 1 Minuto, proposta que transforma ruas em espaços voltados às pessoas, à convivência e à natureza.
• O programa Street Moves pretende repensar as ruas suecas até 2030, priorizando pedestres e ciclistas e promovendo ambientes mais sustentáveis, saudáveis e vibrantes.
• A proposta não significa concentrar tudo a um minuto de casa, mas devolver às ruas sua função de espaço público, reduzindo a predominância dos automóveis.
• Módulos de madeira, instalados em vagas de estacionamento, podem formar bancos, mesas, floreiras, bicicletários, hortas, áreas infantis e espaços de convivência.
• As estruturas são temporárias, flexíveis e fáceis de montar, permitindo testar diferentes usos antes de realizar mudanças urbanas permanentes.
• Moradores participam das decisões por meio de oficinas e consultas, definindo quanto espaço será destinado aos carros e quanto servirá a outras atividades.
• A participação comunitária fortalece o sentimento de pertencimento e ajuda a criar soluções adequadas às necessidades de cada rua.
• O projeto contribui para reduzir emissões, incentivar caminhadas e pedaladas, fortalecer o comércio, melhorar a saúde e ampliar a segurança.
• Em Estocolmo, houve aumento de 400% na presença de vizinhos nas ruas, e cerca de 70% dos entrevistados aprovaram as mudanças.
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Como planejar uma área pública, um parque ou uma praça que seja de fato usado pelas pessoas e contribua para melhorar as cidades? Diferentes visões podem ajudar a transformar esses espaços em locais ainda mais qualificados e inseridos no seu entorno, como a de urban room parks, na qual os ambientes são projetados como se fossem salas urbanas, onde os seus usuários podem permanecer, interagir e ter experiências coletivas mais aprimoradas.
O termo é formado pela união dos conceitos de “urban room”, em que os municípios são compreendidos como uma sequência de cômodos externos de uma casa, com vários lugares onde as pessoas se sintam bem e acolhidas, e “parks”, entendido como um espaço essencial para a vida urbana e social. O arquiteto e urbanista dinamarquês Jan Gehl já afirmou que uma “boa cidade deve transmitir a sensação de um grande abraço”, algo que pode ser alcançado com a adoção de alguns aspectos propostos pelo urban room parks. Entre as características que essas salas urbanas podem ter estão bordas claras, senso de enclausuramento (com a presença de elementos verticais dispostos ao longo de uma faixa horizontal, trazendo segurança e conforto) e conexão com as edificações do entorno.
Esses limites funcionam como as paredes de uma moradia, só que a céu aberto. Mais do que uma preocupação com a extensão desses ambientes, o conceito está focado na qualidade deles. Além disso, uma boa área pública precisa contar com diversas atividades, com opções para todas as idades, ser acessível, limpa, atrativa e oferecer locais para os seus usuários encontrarem outros indivíduos, sentarem, descansarem ou apenas contemplarem a paisagem. Vegetação, mobiliário urbano, iluminação e contato com diferentes negócios instalados ao seu redor, como cafés, lojas, restaurantes, entre outros serviços, também colaboram para a criação de lugares coletivos melhores.
Para saber mais sobre o assunto e conhecer exemplos pelo mundo, o texto na íntegra está disponível no link da bio e no site: https://t.co/knRQ5YF11X.
• O City Brain é uma plataforma de cidade inteligente criada pela Alibaba que utiliza big data, inteligência artificial, computação em nuvem e sensores para otimizar a gestão urbana.
• Implantado inicialmente em Hangzhou, reduziu congestionamentos em cerca de 15% e melhorou significativamente a mobilidade urbana.
• O sistema analisa dados em tempo real, coordena semáforos, melhora o fluxo do trânsito e reduz o tempo de resposta de ambulâncias e bombeiros.
• Também apoia o planejamento urbano, a gestão de recursos públicos e a tomada de decisões mais eficientes e sustentáveis.
• A tecnologia vem sendo adotada em cidades como Suzhou, Kuala Lumpur, Dubai e Wolfsburg, com aplicações voltadas à mobilidade e aos serviços públicos.
• Experiências em Barcelona e Toronto mostram o potencial das cidades inteligentes, mas também evidenciam desafios relacionados ao uso de dados.
• Entre os principais desafios estão a proteção da privacidade, a segurança das informações e a transparência no tratamento dos dados dos cidadãos.
• Apesar das preocupações, especialistas apontam que a tendência é de expansão dessas tecnologias para tornar as cidades mais eficientes, sustentáveis e preparadas para os desafios do crescimento urbano.
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No novo episódio do Podcast Somos Cidade, Felipe Cavalcante conversa com @pedroduarterio vereador do Rio de Janeiro e uma das vozes políticas mais atuantes no planejamento urbano brasileiro.
A conversa aborda temas centrais para o futuro urbano brasileiro: plano diretor, zoneamento, adensamento, uso misto, vagas de garagem, retrofit, recuperação de centros urbanos e ampliação da oferta de moradia.
Pedro explica como regras aparentemente técnicas impactam diretamente o preço dos imóveis, a informalidade, a vitalidade das ruas e a qualidade de vida das pessoas. Também fala sobre o Reviver Centro, programa que vem estimulando novos usos residenciais e a retomada da vida urbana no Centro do Rio.
O episódio ainda discute a resistência de grupos NIMBY, os limites das audiências públicas tradicionais e a necessidade de participação popular mais simples, visual e representativa.
Um bate-papo essencial para quem acredita em cidades mais vivas, caminháveis, acessíveis e menos dependentes do automóvel.
Pedro Duarte
Advogado e Vereador reeleito no Rio de Janeiro (2021-atual), Presidente da Comissão de
Assuntos Urbanos da Câmara Municipal, Vice-Presidente da Comissão de Relações
Internacionais e líder de iniciativas em transparência e fiscalização governamental.
Pós-graduado pelo INSPER, foi presidente do Diretório Acadêmico da PUC-Rio durante sua graduação em Direito. Autor do livro #oRioTemJeito, que propõe soluções para os desafios urbanos do Rio, e idealizador de projetos de combate à corrupção, mobilidade urbana e revitalização de espaços públicos.
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O lugar onde as pessoas moram influencia uma série de fatores de suas rotinas: desde onde vão trabalhar e consumir até as praças, parques e escolas que irão frequentar e a exposição que terão à criminalidade. É ainda um elemento importante para a riqueza das famílias que são proprietárias de imóveis. Diante disso, as leis de uso do solo deveriam ser pensadas para garantir que a população tenha acesso às oportunidades da mesma maneira. Porém, esse não é o cenário que diferentes pesquisas vêm revelando.
Estudos recentes demonstram que a segregação racial e, em menor escala, a por classe social, tem sido o resultado de regras de zoneamento urbano que acabam dificultando o acesso de famílias negras e de grupos sub-representados aos bairros com melhor infraestrutura e próximos às ofertas de emprego e opções de entretenimento qualificadas. Levantamentos realizados nos últimos anos investigaram como os limites de lote mínimo e a proibição da construção de empreendimentos multifamiliares, entre outros aspectos, impactaram a equidade e as oportunidades nas comunidades, desencadeando profundas consequências sociais.
A primeira referência ao zoneamento urbano surge na Alemanha, no final do século XIX, com a função de organizar as cidades, ordenando os seus usos residenciais, comerciais e industriais. Esse conceito se espalhou pela Europa e pelo mundo rapidamente, chegando aos Estados Unidos, onde acabou sendo utilizado por alguns municípios como ferramenta de segregação.
Reverter os reflexos de mais de um século de políticas habitacionais discriminatórias exige novas abordagens para o uso do solo e a revisão das normas existentes. Entre as medidas que já vêm sendo adotadas por diversas localidades estão a reformulação dos zoneamentos urbanos, com redução do tamanho mínimo dos lotes exigido, permissão para a edificação de imóveis multifamiliares em zonas onde antes apenas casas unifamiliares eram autorizadas e a revisão de requisitos de licenciamento, como recuos e vagas de estacionamento.
Para saber mais sobre o assunto e as soluções que têm sido implementadas, o texto na íntegra está disponível no link da bio e no site: https://t.co/knRQ5YEtcp.
Peixoto Accyoli e Felipe Cavalcante falam sobre o surgimento e os primeiros anos da ADIT Brasil
Neste episódio especial do Além da Curva, Felipe Cavalcante e Peixoto Accyoli, CEO da RE/MAX Brasil e primeiro diretor-executivo da ADIT Brasil, conversam sobre a origem da entidade e os principais acontecimentos que marcaram sua trajetória. Durante o bate-papo, eles relembram as primeiras discussões que deram origem à associação, o contexto do mercado imobiliário e turístico no início dos anos 2000 e os desafios enfrentados para consolidar uma iniciativa voltada ao desenvolvimento desses setores no país.
Ao longo do episódio, Felipe e Peixoto também compartilham histórias de bastidores, curiosidades sobre a realização das primeiras edições do Nordeste Invest e relatos que ajudam a compreender a evolução da ADIT Brasil ao longo das últimas duas décadas.
Estrutura do episódio:
2:05 - Apresentação e início da ADIT Brasil
10:36 - Criação do Nordeste Invest e presença em eventos internacionais
22:17 - Estrutura e desenvolvimento do Nordeste Invest
31:12 - Financiamento do Nordeste Invest nos primeiros anos
38:35 - Repercussão internacional do Nordeste Invest
46:40 - Evolução das edições do Nordeste Invest
52:02- Trajetória do Peixoto Accyoli
1:00:30 - Bastidores do 1º Nordeste Invest e eventos internacionais
1:15:18 - Conquistas no início da ADIT Brasil
1:22:18 - Futuro da ADIT
1:31:10 - Considerações finais
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Com 83 milhões de habitantes sendo agregados à população mundial a cada ano, conforme a ONU, as cidades precisam continuar crescendo e encontrar soluções para responder às demandas de seus moradores. Nesse contexto, a verticalização se torna uma realidade cada vez mais presente em municípios de diferentes portes. Ainda vistos por muitos como estruturas desumanizantes e que descaracterizam a paisagem das localidades, os prédios altos podem trazer uma série de vantagens, como a concentração de pessoas, serviços e comodidades em um mesmo lugar, o que ajuda a reduzir o uso dos carros e a emissão de gases de efeito estufa provenientes deles, e a viabilização de negócios e do transporte público.
Quando bem planejada e inserida no tecido urbano, a construção de edifícios altos pode melhorar os bairros, o cotidiano dos indivíduos e a convivência social. Mas, para que esses benefícios sejam possíveis, é necessária uma mudança de foco nos debates sobre a implementação desses empreendimentos. Em vez das discussões ficarem centradas na altura das torres, elas devem ser direcionadas para a qualidade do projeto dos térreos e a maneira como eles se conectam com a rua e com o seu entorno, que é onde a vida urbana acontece.
A dimensão dos prédios não é tão importante quanto a experiência nas vias públicas ser rica, acessível e diversificada. Contextualizar os edifícios altos na malha urbana existente é um dos caminhos para tornar os arranha-céus mais humanos e em sintonia com as cidades. Algo que pode ser feito por meio da ativação das bordas das construções com usos atrativos, o que colabora para evitar espaços ociosos e garante uma conexão mais dinâmica entre o complexo e a localidade. Com isso, são geradas paisagens urbanas mais interessantes, seguras, integradas ao seu redor e que oferecem uma rede de caminhos e de atividades variadas.
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Ignored by the modernist architectural press, the Classical tradition is witnessing a true revival - skilled craftsmen and architects with an eye for beauty
Quanto mais tempo a gente passa pensando em um problema, maior ele parece. A mente cria cenários, antecipa dificuldades e imagina consequências que muitas vezes nunca vão acontecer. Enquanto isso, a ansiedade só aumenta.
Curiosamente, basta começar. Não precisa resolver tudo de uma vez. Uma ligação, uma conversa, uma planilha aberta, um primeiro rascunho. O simples ato de entrar em movimento já muda a forma como enxergamos o desafio.
Depois que a ação começa, o medo perde força, as soluções aparecem e o problema passa a ter um tamanho muito mais real.
A ação não resolve todos os problemas. Mas quase sempre resolve a ansiedade de ficar parado diante deles.
Crianças, vou contar uma coisa pra vcs que vcs não vão acreditar.
Existia um número de telefone em que você podia ligar a qualquer hora do dia que servia somente para ouvir uma voz dizendo qual era a hora exata.
Não to zuando.
• O programa “Cidade do Sim”, lançado pela Prefeitura de Nova York, busca modernizar o zoneamento para impulsionar a recuperação econômica, ampliar a oferta de moradias e acelerar a transição para energias limpas.
• A iniciativa é composta por três frentes: Oportunidades Econômicas, Oportunidades de Habitação e Carbono Zero.
• O plano pretende simplificar normas que dificultam o crescimento de pequenos negócios, revitalizar corredores comerciais e ocupar imóveis comerciais vazios.
• As mudanças permitirão maior flexibilidade no uso do solo, conversão de escritórios em moradias e expansão de atividades comerciais em áreas residenciais.
• Também prevê incentivos à criação de lojas de bairro, agricultura urbana, laboratórios próximos a universidades e centros de pesquisa.
• Na área ambiental, elimina barreiras para painéis solares, eletrificação de edifícios, estações de recarga para veículos elétricos e sistemas de energia renovável.
• Na habitação, propõe ampliar a construção de imóveis acessíveis, reduzir exigências de estacionamento e facilitar a adaptação de prédios comerciais para uso residencial.
• O projeto também fortalece a vida noturna, flexibilizando regras para música, dança e comédia em pequenos bares e restaurantes, estimulando turismo, cultura, geração de empregos e revitalização econômica.
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No novo episódio do Podcast Somos Cidade, Felipe Cavalcante conversa com Marcelo Haddad e Francisco Grelo, da Aliança Cidade, sobre uma das iniciativas mais inovadoras de revitalização urbana no Brasil.
Durante o bate-papo, os convidados explicam como surgiu a Aliança Cidade, inspirada nos Business Improvement Districts (BIDs), e como esse modelo vem sendo adaptado ao Brasil por meio das Áreas de Revitalização Econômica (AREs). A conversa destaca os desafios da transformação dos centros urbanos, a importância da atuação conjunta entre proprietários, comerciantes, moradores e poder público, além dos impactos positivos da revitalização na economia local.
Entre os temas abordados estão o funcionamento dos BIDs no Brasil e no exterior, os resultados já alcançados no Centro do Rio de Janeiro, ações de zeladoria, segurança, limpeza, ordenamento urbano, valorização do espaço público, expansão do modelo, além de soluções inovadoras como o sandbox regulatório e o cashback de IPTU.
Um episódio inspirador sobre governança, colaboração e desenvolvimento urbano, com experiências práticas para quem acredita em cidades mais vivas, seguras e atrativas.
Sobre os convidados
Francisco Grelo é geógrafo e Diretor de Inteligência e Operações da Aliança Cidade. Atua nas áreas de desenvolvimento econômico, inteligência de negócios e revitalização urbana, com experiência em projetos ligados à economia criativa, turismo, economia do mar e planejamento estratégico.
Marcelo Haddad é executivo, empreendedor e fundador da Aliança Cidade e da KeyReply Brasil. Liderou a Rio Negócios por oito anos, coordenou o projeto Porto Maravilha e possui trajetória em empresas como PepsiCo, Citibank, HSBC e ADT-Tyco, além de formação em Direito pela UERJ e especializações em Harvard e na PUC-RJ.
Ouça o podcast no Spotify: https://t.co/YtgV0DbzaZ
Depois de anos com o minimalismo ditando a moda, o design de interiores e o desenvolvimento de projetos arquitetônicos, o maximalismo ressurge representando liberdade criativa, composições ecléticas, riqueza visual, decoração extravagante e combinação de materiais não convencionais. A máxima “menos é mais”, que virou sinônimo de elegância, começa a perder espaço para a tendência de “mais é mais”, resultando em ambientes e fachadas de prédios com mais personalidade e menos padronização.
Marcado pela sobreposição de cores e texturas ousadas, por objetos pessoais e vintage que contam histórias, iluminação diferenciada, obras de arte e plantas nos cômodos internos e pela variedade de detalhes, materiais, ornamentos e formas expressivas na arquitetura das edificações, o maximalismo compreende o excesso como uma qualidade positiva. No entanto, essa estética não se resume somente a reunir múltiplos elementos, amontoando-os, todos os seus aspectos são planejados de maneira intencional e cuidadosa, como em qualquer outra tendência. A criatividade é a essência desse movimento.
O desejo por lugares mais divertidos, ousados e sem monotonia tem contribuído para o retorno do maximalismo. Algo que vem sendo impulsionado, principalmente, pela Geração Z e pelas redes sociais, a partir do isolamento ocorrido devido à pandemia de coronavírus, quando as pessoas se voltaram para suas casas e buscavam aconchego, algo que esse estilo proporciona. Diversos designers e arquitetos vêm incorporando essa estética aos seus projetos, idealizando espaços que chamam a atenção, surpreendem e se tornam memoráveis. Para saber mais sobre essa tendência, o texto está disponível no link da bio e no site: https://t.co/knRQ5YEtcp.
O curso Do Planejamento ao Caos foi criado para quem quer entender, com mais profundidade, as ideias que moldaram as cidades brasileiras.
Ao longo de 28 aulas, você passa por temas como planejamento urbano, modernismo, rodoviarismo, zoneamento, densidade, habitação, mobilidade, informalidade, uso do solo e muitos outros.
A proposta é organizar um debate que costuma aparecer de forma fragmentada em posts, vídeos, artigos e discussões sobre a cidade.
Além das aulas, o curso inclui materiais complementares, certificado de conclusão, 12 meses de acesso e atualizações futuras.
Até 15/06, a inscrição segue por R$ 297. A partir de 16/06, o valor será reajustado para R$ 397.
Se você quer entender melhor as ideias por trás das cidades brasileiras, este é o momento de entrar.
Garanta sua inscrição pelo valor atual em: https://t.co/MbbHL5GO8x
•A vetocracia é apresentada como um obstáculo ao desenvolvimento urbano, à infraestrutura e à construção de novos empreendimentos, causada pelo excesso de atores com poder de impedir decisões e projetos.
��O conceito, criado por Francis Fukuyama, descreve sistemas onde muitos grupos conseguem bloquear iniciativas, dificultando reformas, consensos e a governabilidade.
•O avanço das redes sociais ampliou a participação popular, mas também aumentou a fragmentação das decisões e o poder de grupos organizados.
•Segundo análises de Ezra Klein e outros pesquisadores, sistemas com muitos pontos de veto tendem à paralisação de políticas públicas e obras.
•Na área habitacional, a vetocracia contribui para a escassez de imóveis, aumento de preços e atrasos em projetos urbanos, como ocorre na Califórnia.
•Pequenos grupos podem utilizar processos burocráticos para suspender ou atrasar empreendimentos por meses ou anos, afetando moradia, transporte e melhorias urbanas.
•O fenômeno também aparece em países como Canadá, Alemanha, Austrália e Reino Unido, dificultando a expansão das cidades e investimentos em infraestrutura.
•Especialistas defendem reformas institucionais que reduzam vetos excessivos, preservem a participação democrática e permitam maior capacidade de execução dos governos.
•O equilíbrio entre participação social e eficiência decisória é apontado como essencial para cidades mais acessíveis, sustentáveis e planejadas.
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Durante boa parte da minha carreira, eu era lento para tomar decisões.
De um lado, havia a inexperiência diante de assuntos complexos, já que passei a liderar empresas relevantes ainda muito jovem.
De outro, existia a vontade de acertar, de evitar erros, de tomar decisões o mais próximas possível da perfeição.
Isso me fazia refletir excessivamente sobre cada assunto, elaborar listas de vantagens e desvantagens, esperar pelo momento ideal e tentar reduzir ao máximo as probabilidades de resultados negativos.
Com o tempo, fui ganhando experiência e as escolhas passaram a ser mais fáceis. Eu já havia enfrentado muitas situações semelhantes e sabia melhor como agir.
Mas o que realmente transformou minha capacidade de decidir foi entender que existem diferentes tipos de decisões.
Quando uma decisão é importante, irreversível e capaz de gerar consequências significativas, faz sentido dedicar muito tempo e energia à análise. Nesses casos, vale a pena buscar o maior grau possível de acerto.
Por outro lado, quando a decisão é reversível ou tem consequências limitadas, devemos agir com rapidez. Nessas situações, o custo da inação e da espera pela perfeição costuma ser maior do que o risco de agir rapidamente.
As empresas deveriam se estruturar para incentivar decisões rápidas e imperfeitas quando os assuntos forem reversíveis e de menor impacto, reservando o rigor analítico para as grandes decisões que realmente sejam irreversíveis.