Amigos, brasileiros, compatriotas, emprestem-me vossos ouvidos.
Venho aqui para anunciar minha partida do Twitter, não para justificar minhas razões. Os motivos, se os há, pertencem à minha consciência; a despedida, porém, pertence a vós.
Quanto a mim, tenho outros deveres a cumprir.
E, como diria um romano diante das ruínas de suas próprias ambições, alea iacta est, a sorte está lançada.
Adeus, Twitter.
A História continua.
Ide, antes, ler um livro. Escrevei alguma coisa que valha a pena ser lida. Estudai aquilo que julgais conhecer. Defendei aquilo em que acreditais, mas não permitais que a necessidade de vencer uma discussão vos faça esquecer por que começastes a pensar.
Se minhas palavras tiveram algum mérito, que sobrevivam sem a minha presença. Se foram inúteis, que o silêncio lhes conceda o repouso que não encontraram em vida.
E se algum dia regressar, que seja porque tenho algo a dizer — e não porque me esqueci de como é estar calado.