Uma decisão inédita assinada por 14 países latino-americanos e caribenhos ao lado dos Estados Unidos eleva o cerco internacional ao PCC e ao Comando Vermelho - e abre uma nova frente de pressão sobre o governo Lula.
Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago aderiram, nesta terça-feira, 22 de setembro, à declaração do Escudo das Américas que inclui as duas maiores facções brasileiras entre 24 organizações classificadas como “narcoterroristas”.
O documento prevê congelamento de ativos, restrições de vistos e imigração, responsabilização de quem fornecer apoio material ou logístico, compartilhamento de inteligência e outras medidas, respeitando a legislação interna de cada país.
Os signatários pretendem levar o tema à Organização dos Estados Americanos e solicitar uma reunião de consulta no âmbito do TIAR - Tratado Interamericano de Assistência Recíproca - para discutir uma resolução que facilite ações coletivas contra essas organizações.
Apenas quatro dias antes, em 18 de setembro, Lula rejeitou a classificação defendida por Trump. “Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas”, disse Lula ao comentar PCC e Comando Vermelho.
Na ONU, nesta terça-feira, Lula voltou a defender a soberania brasileira e rejeitou intervenções externas no combate ao crime organizado. Horas depois, Trump reuniu seus aliados e a declaração foi divulgada.
O que até então podia ser apresentado pelo governo brasileiro como uma posição unilateral de Washington ganhou dimensão regional: 14 países se associaram aos EUA numa estratégia comum contra PCC e CV.
Isso não significa que todos tenham automaticamente alterado suas legislações nacionais nem autoriza intervenção militar no Brasil. Mas significa que as duas facções brasileiras passaram ao centro de uma articulação internacional que pretende usar sanções, inteligência, cooperação policial e mecanismos multilaterais.
No fim, enquanto 14 países da região se unem aos Estados Unidos para ampliar o cerco internacional às duas maiores facções brasileiras, Lula escolheu manter o Brasil do lado do crime.
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O tiro saiu pela culatra! O Jornal Nacional expôs a reação de Alexandre de Moraes depois que André Mendonça tornou públicas as 52 mensagens de Daniel Vorcaro.
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