Dia 4 de outubro, vascaíno que é vascaíno declara seu apoio a Lula para presidente.
Por um Brasil mais justo, democrático e com menos desigualdade social.
Esquerda Vascaína: nossa paixão pelo Vasco e nossas ideias também fazem parte da nossa identidade.
Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.
Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável. Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor? Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável.
E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral.
Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método. A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência.
E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método. No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça.
Instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato.
A Paulo Gonet, minha integral solidariedade. O Brasil e as instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção de homens como ele.
O brilhantismo da Carmen Lúcia é incrível demais!
Sentar e conversar com os dois, não adentrar em lado algum, e com um voto totalmente técnico e sentimental ao mesmo tempo.
@estudamilena Sou um que penso isso, amiga
Mas confesso que não por não achá-lo necessário no Supremo. Acho inclusive que FD é um dos maiores ministros dali.
No entanto, a linha sucessória do Lula me preocupa.
É preciso lembrar que nem durante o governo Bolsonaro, quando a inércia da PGR causou graves danos aos direitos fundamentais, o STF pretendeu se substituir ao Ministério Público como titular da ação penal. Tenha-se a posição política que for, a análise do Min. Alexandre é correta
A vontade de ser defensor só aumenta com vídeos assim. Usando a música de Emicida: “Sou porta-voz de quem nunca foi ouvido. Os esquecidos lembram de mim porque eu lembro dos esquecidos.”
O MELHOR VÍDEO do dia! Depoimento emocionante desta querida que passou 14 anos na Cracolândia de São Paulo, agradecendo a Haddad pelo programa Braços Abertos: 'A única vez que houve política pública na Cracolândia foi na época do Haddad'.
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