O neopetencotalismo acabou com a seleção por mais esse motivo. A broderagem entre companheiros é de extrema importância desde a Odisséia. Agr jogadorzinho fica com essa viadagem de dar atenção pra mulher em vez de amar o seu irmão de armas
é muito estranho estar de férias e poder sair por aí livremente em horário comercial é como se a qualquer momento eu pudesse ser preso pela lei da vadiagem
Brincadeiras e hipérboles à parte, queria destacar uma coisa: sabe essas bandeirinhas húngaras aí? Todos foram jogadores tidos como geracionais em seus tempos.
E embora que por motivos muito distintos, o declínio gradual do futebol brasileiro tende a seguir o mesmo fim.
Infelizmente, a implacabilidade do tempo também se aplica ao futebol. A Hungria, que foi talvez a mais consistente vitrine desse esporte no velho continente entre as décadas de 1920 e 1960, hoje é uma mísera nota de rodapé do esporte.
Dentre seus atletas, certamente só o hodierno Szoboslai e o transcendental Puskás estão no imaginário popular geral. No máximo, talvez alguns outros remanescentes da geração de 54 (Grosics, Kubala, Czibor, Bozsik, Kocsis, etc), mas isso já é grego (ou húngaro) para muito torcedor. Os outros ficaram nos registros escassos e nos arquivos de jornais que reconheciam a grandeza.
De fato, a organização de um torneio global e consistente como a Copa do Mundo, bem como a conservação midiática de jogos, auxilia muito na preservação da memória. Todavia, sequer eternos são e mesmo que fossem, a erosão do tempo já pode ser o bastante para transformar muito de nosso legado em notas de rodapé. Campeonatos estaduais, sobretudo os do eixo, já vêem o efeito disso agir em tempo real.
De qualquer maneira, tudo isso finda na probabilidade desse legado esportivo já não ser mais o bastante para manter o fogo aceso. Do jeito que as coisas estão, o brasilzão será o único penta até não ser mais. Pelé será o único tri e mil gols até não ser mais. Nosso “joga bonito” vai se tornar um “ensaio de joga bonito, da mesma forma que o tempo erodiu as influências dos times do MTK Budapest de Jimmy Hogan à Hungria de Gusztáv Sebes, e as dessa hungria ao futebol total de Michels, o qual será a próxima vítima do processo — se já não está sendo agora.
Se netos tiverem, talvez possam contar a eles sobre Ronaldinho, Kaká, Neymar e Vinícius Jr., sendo que mal saibam quem são sem Google. Talvez o futebol sequer tenha o mesmo peso social no Brasil daqui a algumas décadas, e as transmissões da CazéTV com as malditas propagandas de Bet tornem-se até recurso nostálgico.
No fim do dia, é impossível a gente retirar a implacabilidade do tempo diante da poeira cósmica que é o mundo, ainda mais diante do imaginário coletivo que é nosso futebol.
Contudo, enquanto vivos, certamente nos interessa manter a chama dessa memória acesa pelo tempo que dê. O propósito talvez seja o maior regente da condição humana.
E o futebol, a mais importante coisa dentre as menos importantes, como disse Arrigo Sacchi, nunca esteve com a chama tão fraca em território nacional.
este homem foi campeão no exterior antes da seleção brasileira. defendeu um pênalti inventado a favor do river faltando 15 minutos pro fim do jogo, cobrado pelo lendário ángel labruna, e deu o continente, antes nunca conquistado, ao CR Vasco da Gama e ao brasil. obrigado barbosa.
É sempre foda constatar como a alma do maior evento da face da Terra está diretamente ligada ao imaginário do que é o Brasil e o futebol brasileiro. Ronaldo's abrem, Pelé fecha.
(E que falta faz a gente estar lá, em campo, pra construir novas histórias)
Sergio Agüero on the famous bedroom picture with Lionel Messi from their younger days.
🗣️ “People laugh at that picture, but they’ll never understand what it reminds me of. We were just two young boys chasing the same impossible dream. Leo hated being left alone at night, so he’d always call me over and say, ‘Kun, stay here.’ How could I say no?”
“We didn’t sleep at all. We spent the entire night talking about football, our families, and the dream of one day winning something special with Argentina. We promised each other we’d never give up, no matter how many times people doubted us.”
“Back then, nobody knew our names. There were no Ballons d’Or, no World Cups, no fame just two kids sharing a room and believing that one day we’d make our country proud.”
“Sometimes I wish we could go back to those nights. No cameras, no pressure, no headlines just two kids laughing until sunrise, believing the world was ours. We had nothing except our dreams and each other. Looking at that picture now brings tears to my eyes because it reminds me that no matter how much football changed our lives, the bond we built as young boys never changed. That’s the greatest trophy we’ll ever have.”
“When I look at that picture today, I don’t see Lionel Messi the legend. I see my little brother, the shy kid with the biggest dream I’ve ever seen. That’s why that photo means everything to me. It reminds me that before the trophies, before the records, there was simply friendship. Football gave us medals and memories, but our friendship gave me a brother for life and nothing will ever be more valuable than that.”
o scaloni nem entende muito o que acontece, ele só curte o momento como o técnico do time da sessão da tarde que ganha o campeonato com um menino de oculos, uma garota disfarçada de menino e um cachorro com a camisa 9