𝐇𝐨𝐣𝐞 𝐭𝐢𝐯𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐮𝐦 𝐞𝐱𝐜𝐞𝐥𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐚𝐢𝐧𝐞��� 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐦𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐑𝐞𝐧𝐚𝐧 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬.
Renan se portou bem. Discurso mais polido, sem deixar de falar as verdades duras e de ter as conversas difíceis. Quem me acompanha sabe que meu ponto com ele sempre foi a 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚, não o 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞ú𝐝𝐨.
Em um momento do painel, ele foi questionado sobre como pretende ficar mais conhecido. Respondeu que vai seguir fazendo o que já faz, porque a conversão é boa.
Aqui eu divirjo.
Renan não é conhecido por uns 70% do eleitorado. Tem uma oportunidade única à frente e, na minha humilde visão, não pode errar nisso. Quando um candidato novo, e novo em idade também, chama outro candidato de “escroto” ou diz que não vai jogar o “jogo escroto do sistema”, ele pode até estar certo. Mas a forma é ruim para quem precisa passar 𝐜𝐫𝐞𝐝𝐢𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.
E entra aqui um pedido: Renan, para de fazer imitações com voz de outros políticos. Sei que tem um tom de brincadeira que pega bem com o público mais novo. Mas te tira seriedade. E seriedade é exatamente o que falta para você converter os outros 70%.
Volto sempre na mesma pergunta:
𝐯𝐨𝐜ê 𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 ��𝐮 𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚𝐫 𝐚 𝐞𝐥𝐞𝐢çã𝐨 𝐝𝐞 𝐯𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞?
Concordo 100% com a parte do capital político que se acumula quando o candidato vence com grande apoio popular. Achei perfeito quando ele falou que vai gastar esse capital no início, para aprovar as coisas difíceis. Meu receio é outro: o que ele consegue fazer de fato com esse capital no começo do mandato.
Quando ele diz que vai fazer coligações com quem quer fazer a coisa certa, eu tenho medo que esse pessoal seja minoria. Como você governa um país e aprova medidas duras sem Câmara e Senado?
E por que isso é tão importante para mim? Porque quando esse momento chegar, eu preciso ter certeza de qual Renan vai estar lá. Vai ser o Renan revolucionário, contra tudo e contra todos, ou o Renan mais polido, que vai tentar fazer política de verdade com todas as dificuldades que vão aparecer?
𝐕𝐞𝐧𝐡𝐨 𝐦𝐮𝐝𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐩𝐢𝐧𝐢ã��.
Acho que a maior virtude do ser humano é ter a cabeça aberta e a capacidade de mudar de opinião quando convencido. Lá atrás, eu achava que fazia muito sentido o Renan ser vice do Zema. O Zema me decepcionou muito na falta de energia.
Hoje, a chapa que eu enxergo é inversa. Acho que Zema ou Caiado seriam o vice ideal para o Renan. Um pouco de cabelo branco nessa chapa faz bem.
Desde o início, eu sempre falei que esse discurso de direita unida é maravilhoso para o Flávio. Flávio tem telhado mega de vidro, 𝐩𝐢𝐬𝐨 𝐚𝐥𝐭𝐨 𝐞 𝐭𝐞𝐭𝐨 𝐛𝐚𝐢𝐱𝐨. Direita unida garante o Flávio no segundo turno.
O Zema fez a pior estratégia possível. Bateu rápido no caso Vorcaro. Achei certo, na contramão do consenso que disse que ele errou. Mas bateu fraco e sem energia.
“Estou chateado... estou triste com o Flávio... isso não pode.”
Ué.
E pouco tempo depois aparece brindando leite com o Flávio.
O caso do Flávio e do Vorcaro pelo filme Dark Horse, se for o que parece, é inadmissível. E o Zema bateu. E arregou.
Sempre falo do problema das pesquisas e do problema do Polymarket. São instrumentos. Não são perfeitos. Na minha visão, o Renan tem mais do que as pesquisas dizem e tem menos do que o Polymarket, que é um fenômeno digital, faz parecer.
Ele não tem 17% de chance de ganhar. Dando minha bicuda de chute aqui, acredito que pode estar hoje entre 6% e 8%.
As políticas do Renan, das que eu vi em vídeos e entrevistas, são as melhores até o presente momento.
Aqui uma ressalva: Renan fala o tempo todo que é o único candidato com programa disponível. Só que o programa não está em lugar nenhum em PDF gratuito. Para ter acesso, sem ser pelo que ele já falou em entrevistas e lives, você precisa comprar os livros amarelos.... que custam 600 stalecas. kkk
𝐃𝐢𝐬𝐩𝐨𝐧𝐢𝐛𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚, 𝐑𝐞𝐧𝐚𝐧!
Quero continuar estudando as suas medidas. Ainda tenho vários questionamentos. Mas se a eleição fosse hoje, eu não votaria no Zema e não votaria no Caiado.
𝐇𝐨𝐣𝐞 𝐞𝐮 𝐯𝐨𝐭𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐧𝐨 𝐑𝐞𝐧𝐚𝐧.
Com algum risco de estar errado. Mas com a minha consciência de que não aguento mais corrupção nesse país.
O Flávio é o candidato mais do esquema do Centrão que existe, fingindo com uma roupagem de direita.
Isso eu não tolero mais.
Falei no Flow News de terça sobre a estratégia de Daniel Vorcaro de arrastar seu caso até que um novo governo ou o velho sistema o socorram.
O “irmão” Flávio Bolsonaro, especialista em blindagem, é uma esperança, claro.
Quem é visitado de tornozeleira eletrônica jamais esquece.
Se não tivesse pedido grana a banqueiro criminoso favorecido por governo do próprio partido, não precisaria pedir censura de pesquisa.
Se não tivesse tido despesas pagas por operador de rachadinhas, não precisaria sabotar o combate à corrupção.
Uma sujeira sempre leva a outra.
Até a corrupção no Brasil foi avacalhada.
Antes, tínhamos a Odebrecht com o um servidor criptografado na Suíça, uso de pseudônimos, e todo um sistema para transferir propina no exterior chamado de "Departamento de Operações Estruturadas", com uso de várias camadas de offshore para apagar o rastro do dinheiro.
Hoje, temos um semianalfabeto que falava diretamente com os comparsas por Whats, e fazia pagamentos diretamente na conta deles ou de familiares, através de contratos de prestação de serviços.