@greenminas96172 No caso o documento não está explicando as cores, e sim dizendo a sua tonalidade
As "explicações" eram dadas pelos monarcas em suas manifestações ao povo, e também em cartas, como a de Dona Leopoldina a Debret
REPÚBLICA E GENOCÍDIO: o salto da criminalidade na primeira república.
A inércia do estado repúblicano e seu descaso pela causa social se mostram desde a "fundação" da república.
A quebra da ordem social do Império causou, como mostra Freyre [ordem e progresso], uma quebra em toda a psique fisico-social brasileira. Que agora, carente de um Estado paternalista para suprir suas necessidades sociais e espirituais (somado a urbanização forçada e fajuta que os repúblicanos engendraram para copiar os EUA), resultou num aumento exponencial da criminalidade e do homicídio perpetrado contra o povo brasileiro.
O gráfico abaixo nos mostra o resultado até mesmo em vilas e cidades do interior de Minas Gerais (visto que as cidades do interior são as com menor crime, imaginem nas metrópoles onde não temos sequer a contabilidade total dos dados!)
A república brasileira nasce com a população a merce de bandidos e grupos armados, da qual se mantém refém até hoje.
Fontes:
Vidal, Laurentino. O Brasil dos Militares. Nova Fronteira, 2021.
Schwarcz, Lilia Moritz; Starling, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. Companhia das Letras, 2015.
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Edição crítica de Walnice Nogueira Galvão. São Paulo: Brasiliense
Até hoje, o estado de Santa Catarina carrega as marcas desse episódio no nome de sua capital, Florianópolis, em homenagem ao grande responsável por isso, o marechal Floriano. Isso gerou e ainda gera debates, com pessoas querendo mudar o nome da cidade.