Fernanda Torres: "Não fiz Bet. Você não pode fazer Eunice Paiva e depois dizer 'vai, aposta aí'. E tem uma coisa difícil nesse contrato pq quanto mais as pessoas perdem, mais você ganha. Quando você bate lá no céu talvez dê problema..."
Na audiência sobre as tarifas, os Estados Unidos ainda tiveram a coragem de perguntar como eles poderiam se beneficiar do Pix aqui no Brasil.
É isso mesmo.
Uma nação estrangeira querendo saber como pode lucrar em cima de um meio de pagamento brasileiro, criado para facilitar a vida do povo brasileiro, gratuito para as pessoas físicas e essencial para pequenos negócios, trabalhadores, comerciantes e milhões de famílias.
O Pix não nasceu para enriquecer empresa americana.
O Pix não existe para agradar Trump.
O Pix não tem que servir aos interesses dos Estados Unidos.
A gente está vendo o mundo invertido: quando o Brasil cria uma solução pública, eficiente, popular e soberana, eles chamam de ameaça. Quando o povo brasileiro deixa de pagar taxa abusiva para intermediário financeiro, eles chamam de problema comercial.
Problema para quem?
Para o povo brasileiro, o Pix é solução.
Para eles, é problema porque não conseguem arrancar dinheiro de tudo.
O Brasil é um país independente. O Pix é uma tecnologia brasileira. E soberania não se negocia com governo estrangeiro, muito menos com Trump e seus aliados, que tratam o Brasil como quintal.
A gente não tinha nem que se justificar. O nome disso é soberania nacional. E soberania nacional se defende.
Por que os Bolsonaro topam entregar o PIX, as terras raras
e até aplaudir tarifaços, se isso é ruim para o Brasil?
É por ideologia.
Na escala de prioridades da extrema direita brasileira, fortalecer Trump é mais importante do que proteger o nosso povo.