PRAS EMPRESAS, O LUCRO. AO POVO, OS REJEITOS
Em breve uma cratera se abrirá em Maceió e engolirá 5 bairros, em um processo que já deixou 55 mil pessoas sem casa.
Isso não é uma previsão mística. É da Defesa Civil com base nos dados da destruição causada pela Braskem ao minerar sal-gema irresponavelmente na região.
A empresa retirava esse sal de 35 minas na região da Lagoa Mundaú dentro do perímetro urbano, e desde ao menos 2010 especialistas alertam que isso resultaria em uma catástrofe.
Mas foi só em 2019, após anos de surgimento da rachaduras nas casas da região e de tremores de terra, que a Braskem começou a tampar essas minas e enchê-las de areia.
E assim como tiveram nenhum cuidado ao minerar, a areia que deveria dar sustentação às cavernas subterrâneas da área começou a vazar pra Lagoa, inclusive com uma suspeita do MPF que a areia usada tenha sido a das praias de Maceió, o que é outro crime ambiental por si só.
E nestes últimos anos, enquanto o solo lentamente afundava e famílias perdiam sua segurança e suas casas, a Braskem seguia encontrando formas de não indenizar a população devidamente, ignorando por exemplo atividades economicas desenvolvidas nos imóveis e tratando o povo, cujo ela mesma destruiu os lares, com desdém.
Já vimos histórias semelhantes em Brumadinho e Mariana, quando os rejeitos desceram os morros, destruindo a vida de milhares de pessoas, e sobreviventes lutam até hoje por justiça.
E hoje, são as casas de ao menos 55 mil pessoas - um pedaço de uma Cidade - que vão descer e se tornar o rejeito de um crime ambiental em uma cratera que pode atingir 300 metros de diâmetro, e de profundidade que nem a Braskem sabe precisar.
E, concretizando mais um crime ambiental da Braskem, a cratera pode ser preenchida pela Lagoa Mundaú.
A ação do Governo Federal e da Justiça é urgente. A impunidade não pode continuar sendo a regra, e o povo não pode continuar sendo refém dos lucros privados de mineradoras. O que queremos é a mais exemplar das punições para a Braskem.
ATENÇÃO! Acaba de ser confirmada a detecção do vírus da poliomielite (paralisia infantil) em uma criança de 3 anos em território nacional. Esse é o preço do desmonte do SUS e de um presidente antivacina! O Brasil precisa sair desse pesadelo!
Segundo o painel da Johns Hopkins o Brasil não é mais o epicentro da COVID-19. Nem o segundo em casos ou terceiro em mortes. Porque o Brasil SUMIU do ranking.
Tudo normal por aqui.
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O país em quarentena pra dar tempo dos casos começarem a diminuir é como mãe dizendo que só sai do castigo quando fizer 30 minutos de silêncio. E o povo que não para é seu irmão que não fica quieto e já fez o castigo durar 4 horas. Enquanto italianos tão saindo pra brincar.