Todo mundo viu como a esquerda, por anos, criou um culto à personalidade e adoração em torno de Moraes. Gritavam "Xandão!" na presença dele, o aclamavam como seu herói e o Salvador da Democracia, e justificavam literalmente tudo o que ele fazia.
A esquerda realmente acha que todo mundo simplesmente vai esquecer que isso aconteceu -- ser enganado a ponto de acreditar que foi tudo uma falsa memória -- só porque lembram as pessoas de que foi o vice-presidente de Dilma, e não Lula, quem o indicou ao STF há 8 anos?
É verdade que Moraes não começou na esquerda, mas a esquerda acabou abraçando-o e reverenciando-o, principalmente porque ele censurou, perseguiu e prendeu seus inimigos políticos (mesmo caminho que a esquerda seguiu com Geraldo Alckmin, Reinaldo Azevedo, Felipe Neto, Gilmar e tantos outros: ee racistas e golpistas a aliados queridos).
Mesmo agora, a esquerda está fazendo de tudo para defender Moraes. Foi Flávio Dino quem liderou os esforços para barrar uma investigação sobre a relação suspeitíssima dele com Vorcaro!!
A maioria das pessoas não presta tanta atenção na política quanto jornalistas ou comentaristas profissionais, mas é um ultraje presumir que elas sejam tão burros a ponto de você simplesmente passar a mão e fazê-las esquecer tudo o que todos nós assistimos ao longo desses mais de 6 anos.
A censura começou. Você só está lendo este tweet porque já me segue no X.
O TSE criou por resolução - ou seja, e não por lei aprovada pelo Congresso - um mecanismo que, na prática, reduz absurdamente o alcance orgânico dos candidatos nas redes.
No X, perfis declarados à Justiça Eleitoral estão excluídos a partir de hoje das recomendações da aba “Para Você”. Quem já me segue continua vendo meu conteúdo, mas quem ainda não me conhece tem menos chance de receber minhas propostas, opiniões e ideias, a não ser que alguém as reposte.
Eu tenho muitos seguidores e, em tese, posso ser menos prejudicado por essa regra do que candidatos que ainda têm uma audiência menor. Mas liberdade não se defende apenas quando ela nos beneficia. Muito pelo contrário, como diria Orwell: "se a liberdade de expressão significa uma coisa é o direito de dizer às outras pessoas aquilo que elas não querem ouvir".
Não estão tirando - ainda - o conteúdo do ar. Estão limitando sua circulação justamente durante o período em que o eleitor deveria ter mais acesso ao que pensam os candidatos.
E tudo isso, repito, não veio de uma lei debatida e aprovada pelos representantes eleitos pelo povo, mas de uma resolução criada pelo próprio TSE.
Defendo que todos os candidatos, inclusive aqueles de quem discordo profundamente, tenham o direito de apresentar suas ideias e disputar a atenção dos eleitores.
A democracia verdadeira requer o livre mercado de ideias: cada candidato fala, cada eleitor compara, confronta e decide. O Estado não deveria interferir para reduzir a chance de que as ideias dos candidatos cheguem ao eleitor.
Mais uma vez começamos um período eleitoral sob a sombra da censura. É por isso mesmo que reforço: a mudança precisa acontecer no Senado. É ele quem vai enquadrar os togados que agem fora da lei e da Constituição.
Para variar, o Dirceuzinho do MBL MENTE sobre Olavo de Carvalho.
E mente com objetivo claro: justificar a defesa da prisão do professor, e da prisão de todo mundo que atrapalhava o plano do seu movimento de liderar a direita.
Olavo JAMAIS defendeu intervenção militar. Ao contrário: criticava os militares de forma sistemática, chegando ao ponto do desprezo. Tratava 1964 como um movimento CIVIL que foi usurpado pelos fardados, que sufocaram a direita brasileira e entregaram à esquerda todas as condições para alcançar a hegemonia política nas décadas seguintes.
Eu sei disso porque conversei com ele PESSOALMENTE sobre essa questão, em diversas oportunidades. E há farto registro público das posições do professor sobre "intervenção militar".
O que Olavo defendia era um movimento civil, tendo a desobediência como principal forma de protesto contra a censura e a perseguição, e todas as ilegalidades cometidas pelo poder.
A origem do ódio contra Olavo é outra, e é bem menos nobre.
Ainda em 2015, o professor identificou o MBL como aquilo que ele de fato é: um movimento FALSO de questionamento do poder. Nunca quiseram refundar o Brasil. Quiseram integrar o establishment podre. Foi por isso que operaram, desde sempre, por dentro do próprio Centrão.
Agora repare na contradição.
Em entrevista à Globo News, o Dirceuzinho afirmou que ordem ilegal não deve ser cumprida, para espanto dos militantes de redação que o entrevistavam.
Ora, ao defender a desobediência a ordens ilegais, ele adotou exatamente a posição de Olavo.
Quer dizer, então, que o Dirceuzinho é "golpista" e deveria ser preso por isso? Pela régua que ele mesmo aplica nos outros, sim.
O sujeito é uma fraude intelectual e política, e não consegue esconder o próprio viés autoritário: régua rígida para quem disputa espaço com ele, régua elástica para si mesmo e os seus aliados.
E quem paga a conta dessa farsa não é ele. É o brasileiro censurado, processado e preso, que segue entregue ao regime por quem se apresenta como oposição.
JAMAIS podemos esquecer que o MBL ajudou a montar todo o aparato de repressão no Brasil. Foi Luciano Ayan, guru do movimento à época, quem produziu os dossiês que mapearam a direita: listas, nomes, prints. O material chegou a parlamentares que atuavam contra Bolsonaro e virou apresentação na CPI das "Fake News", em 2019. O próprio Ayan admitiu, em entrevista, que as pesquisas dele serviam de base para a comissão. E da CPI saiu a narrativa da "milícia digital" que foi usada pelo inquérito no Supremo, censura em massa, bloqueio de contas e prisão. Depois de tudo isso, o movimento aplaude e justifica a onda autoritária que segue em curso.
É preciso ser muito ingênuo, otário, ou mal intencionado para apoiar esse pessoal.
O Brasil é governado por uma Junta Cívico-Jurídica que tem como expoentes Lula, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Um consórcio autoritário que submete a todos, inclusive a imprensa que o apoia deliberadamente e por interesses mesquinhos. Essa Junta destruiu a Lava Jato e sufocou um movimento político de massa de origem popular, legítimo e democrático. Acusado de radicalismo, por mera questão de forma e não de conteúdo, esse movimento amadureceu e agora entrega um candidato adaptado à forma. Mesmo apanhando todo dia dessa mesma imprensa, Flávio e seus aliados absorvem acusações falsas e críticas desonestas; e ainda mantêm o diálogo com todos. Da última vez que esteve no meu programa, há mais de um ano, declarou ao vivo seu respeito ao meu trabalho, citando minhas críticas duras, mas honestas. Teve a coragem de ser entrevistado pelo jornalista que publicou a história da compra de sua casa em Brasília. Não foi à Justiça tentar derrubar a matéria, não fez ameaças, não pediu para a PF quebrar meu sigilo para descobrir a fonte da reportagem. Seu pai (Jair) também me recebeu no Planalto, mesmo quando criticado por mim por suas escolhas para a PGR e para o STF. Já fui censurado pela Junta, nunca por qualquer bolsonarista. Despertei para isso há alguns anos e estimo que o mesmo aconteça com outros jornalistas, acadêmicos, financistas etc. Me lembro que, em 9 de janeiro de 2023, ao questionar um advogado do PT, -- bastante conhecido e educado -- sobre os abusos de direitos humanos contra cidadãos comuns indignados com a eleição de Lula, ouvi a frase "que Moraes tranque todos eles e jogue a chave fora". Essa frase funcionou na minha cabeça como um gatilho, foi literalmente uma 'virada de chave'. Percebi ali que a "forma" é irrelevante diante do conteúdo e, muitas vezes, tem até sentido tático. Por isso, coloquei meu microfone em defesa dessa gente vítima do arbítrio da Junta. Por isso, nado contra a maré da conveniência. Coloco minha experiência de quase 30 anos de jornalismo político e investigativo para ajudar na qualificação também desse debate, que é o mais importante de todos: queremos viver a divergência de maneira democrática, no estado de direito, fazendo o embate de ideias pela política, ou pacificar o país na marra, no medo, trocando o barulho das redes pelo silêncio das masmorras da PF? Rogo ao jornalistas que ainda pretendem fazer seu ofício que compreendam o atual limiar civilizatório que vivemos. Jornalistas devem fiscalizar o poder, criticar, se opor (podem até elogiar o que está certo rs), mas isso só é possível numa sociedade democrática. É preciso colocar um fim no regime atual em outubro, antes que o próximo outubro nunca chegue.
Kim Kataguiri e o MBL querem Jair Bolsonaro agonizando na cadeia mesmo com seu estado de saúde crítico. Kim diz isso do mesmo Bolsonaro que, literalmente, dividiu água e pão anos atrás em sua casa.
Esse fato por si só já deve ser suficiente para explicar porque deixei essa gente para trás há 6 anos e porque me sinto no dever de alertar a todos que pensam que eles são de direita ou querem o bem do Brasil.
My video exposing Lula’s government has reached more than 145 million views on Instagram, one of the most watched political videos in history. It's now on @elonmusk 's 𝕏. Brazil is not theirs, it’s ours.
Então, DOIS ANOS depois de eleito, o atual Governo Federal decidiu que vai COMEÇAR a tratar sobre tema das organizações criminosas no Brasil?
Quem eles pensam que vão enganar com essa presepada? Eu? Você?