Ver a galera anunciando o voto com tom de superioridade moral e desprezo por quem discorda, no cenário atual do Brasil, é uma das coisas mais patéticas e tristes que eu já me deparei na internet
PARA ANNE JENKINS
(QUEEN’S UNIVERSITY, BELFAST)
Magdalene College,
Cambridge
5 de março de 1961
Querida Anne,
O que Aslan quis dizer ao afirmar que havia morrido é, em certo sentido, bastante óbvio. Leia o livro anterior da série, chamado O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, e você encontrará toda a história de como ele foi morto pela Feiticeira Branca e depois voltou à vida. Quando você tiver lido esse livro, creio que perceberá que há um significado mais profundo por trás disso.
Toda a história de Nárnia é sobre Cristo.
Isto é, eu me perguntei: “Suponhamos que realmente existisse um mundo como Nárnia e suponhamos que ele, assim como o nosso mundo, tivesse caído. E suponhamos que Cristo quisesse entrar nesse mundo e salvá-lo, como fez com o nosso. O que poderia ter acontecido?”
As histórias são a minha resposta.
Como Nárnia é um mundo de criaturas falantes, pensei que Ele se tornaria ali uma criatura falante, assim como se tornou homem aqui.
Imaginei que Ele se tornaria um leão porque
(a) o leão é considerado o rei dos animais;
(b) Cristo é chamado de “Leão de Judá” na Bíblia;
(c) eu vinha tendo sonhos estranhos com leões quando comecei a escrever os livros.
A série inteira funciona assim.
O Sobrinho do Mago fala da Criação e de como o mal entrou em Nárnia.
O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa fala da Crucificação e da Ressurreição.
Príncipe Caspian fala da restauração da verdadeira religião depois de sua corrupção.
O Cavalo e seu Menino fala da vocação e da conversão de um pagão.
A Viagem do Peregrino da Alvorada fala da vida espiritual, especialmente em Ripchip.
A Cadeira de Prata fala da guerra contínua contra os poderes das trevas.
A Última Batalha fala da vinda do Anticristo, o Macaco, do fim do mundo e do Juízo Final.
Tudo certo?
Seu,
C. S. Lewis
@ReynolJair@protexreestyle não necessariamente, ninguém geralmente usa esses termos no dia a dia. mas é basicamento o que tá sendo discutido aí. e man, a parada é um pouco mais séria do que os memes fazem parecer.
São Tomás de Aquino falava de um vício que a gente costuma traduzir como preguiça, mas que não tem muito a ver com querer dormir até mais tarde.
a acídia.
para São Tomás, a acídia é uma tristeza diante do bem espiritual.
é quando aquilo que é bom começa a pesar.
rezar pesa.
cumprir um dever pesa.
fazer o que você sabe que precisa ser feito pesa.
até pensar seriamente sobre a própria vida parece cansativo demais.
e aí você foge.
só que essa fuga nem sempre parece preguiça.
às vezes você passa o dia inteiro fazendo coisas.
abre uma coisa. responde outra. olha o celular. arruma uma gaveta. vê um vídeo. começa alguma tarefa que nem precisava ser feita.
qualquer coisa serve, desde que você não precise encarar aquele bem que está exigindo alguma coisa de você.
e talvez seja por isso que chamar acídia simplesmente de “preguiça” engane tanto.
o preguiçoso parece alguém que não quer fazer nada.
a pessoa com acídia pode fazer cinquenta coisas.
ela só foge justamente daquela que importa
@luizpaulolima10@evcarlosvieira@pedromcp exato! nesse caso era mais um reforço do porque o trabalho do Professor X é importante, tá mais para um gancho para eles entrarem em cena.
@ricardoaccampos@pedromcp É acho que vou concordar com o Ricardo. Eu realmente queria que fosse esse filme confortável, com a lição bem clara e previsível mesmo. É o Miranha, ele precisa inspirar e não precisa ser complexo.