A deputada Tabata Amaral publicou um vídeo em que me critica por ter aprovado “apenas” 5 projetos na Câmara e me compara com Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli.
É lamentável ver esse posicionamento de alguém do campo progressista, ainda mais no momento em que estamos.
Tenho muito orgulho dos projetos que aprovei, dentre eles a Lei das Cozinhas Solidárias, que ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome. Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza.
Traição no mais alto nível
Daqui um tempo os historiadores vão lidar com uma prova irrefutável do que significou a extrema-direita no curso recente da história do país. Intolerância, negacionismo, corrupção no mais alto nível, ódio aos pobres são marcas perceptíveis.
A carta de Marco Rubio a Flávio Bolsonaro será interpretada como um documento que retrata a traição nacional no mais alto nível. Não se resumiu somente de agradecer e revelar a ajuda dos Bolsonaro no processo de execução de tarifas comerciais e ataque ao sistema financeiro brasileiro. Foi além: demonstrou alto interesse na oferta de entregar aos Estados Unidos o próprio governo de transição, caso eleitos.
O que virá é uma batalha feroz pela reafirmação da independência nacional diante de um inimigo externo desesperado e com aliados internos da pior espécie. Independência ou morte nunca foi um lema jogado ao ar.
É o espírito do tempo. E devemos estar conectado a ele, politizando o debate e se negando à dispersão.
Lula venceria no primeiro turno se a mídia atribuísse a violência em SP ao bolsonarismo de Tarcísio de Freitas.
Venceria com folga se mostrasse o descalabro do RJ como obra do bolsonarista Cláudio Castro.
Ganharia logo se expusesse o fracasso de MG sob o bolsonarista Zema.
Se projetasse o Brasil servil, submisso, empobrecido e colonial previsto pelo plano bolsonarista de poder.
Se recordasse o Brasil faminto, miserável, mais desigual e à míngua pelo desgoverno bolsonarista recente.
A resiliência de Flávio nas pesquisas deriva, em parte, da desinformação executada pela mídia para ocultar o fiasco absoluto do bolsonarismo.
A cegueira é o voto da mídia pela alienação.