Jogaram o homem no poço e tamparam. Acharam que tinha acabado. Não conheciam os filhos dele.
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Nada de grave, afinal, chamá-lo de “irmão em Cristo”. O próprio Cristo disse: amai os vossos inimigos, pois que mérito tendes em amar apenas os que vos amam? A caridade cristã, essa velha senhora de gestos largos, sempre tolerou excessos de afeto.
O que espanta, sim, é a desproporção cirúrgica, pois a mesma pessoa resolveu rebatizar Allan Santos como Allan dos Demônios. O trocadilho desceu do púlpito ao inferno com uma velocidade que faria inveja ao próprio Lúcifer. Trocar “Santos” por “demônio” não é mera ironia; é um salto mortal sem rede, um soco no sobrenome alheio com luva de ferro.
Há algo de profundamente contemporâneo nessa falta de medida: a mesma boca que oferece o pão da fraternidade é capaz de servir, no prato seguinte, o fel do deboche refinado. Equilíbrio? Nem sombra de equilíbrio. É o tempo dos extremos elegantes e aberrantes, onde se ama o próximo com a mão esquerda e se apunhala o seu nome com a direita, ou vice-versa, tudo em nome do Senhor, claro.
Sinal dos tempos? Talvez. Ou apenas o velho hábito humano de pregar o Evangelho com a boca e praticar Maquiavel com o resto.
Para certos liberais de salão e conservadores de banho tomado, ou seja, aquela ala chamada “direita limpinha” que sonha com os votos de Bolsonaro sem o incômodo de Bolsonaro, Flávio, no momento, representa o instante preciso em que o movimento trocou a fúria antissistema, reformista e moralmente inflamada de 2018 pela mera sobrevivência política e jurídica. E isso é muito perigoso, é bom que se diga. Não o veem como herdeiro das virtudes originais, mas como o artífice das pontes com o Centrão, como se fosse um crime, ou o diluidor pragmático que desidratou as bandeiras e as transformou em arranjos de governabilidade. A questão que se impõe, cruel e inescapável, é se essa fratura interna conseguirá, afinal, impedir a vitória de Flávio. Pode impedir, sim. Eis o verdadeiro perigo: o chamado “fogo amigo”, essa especialidade nacional da direita brasileira, que tantas vezes atira em si própria com mais precisão do que contra o adversário, alijando Flávio do 2º Turno. Por outro lado, se o segundo turno se materializar e se nele estiverem Flávio e Lula, ou Flávio e outro qualquer, assistir-se-á, quase por fatalidade histórica, à união forçada de todos os espectros da direita: dos bolsonaristas mais duros aos liberais mais hesitantes e envergonhados. Essa união se cristalizará em torno de dez razões substantivas, suficientes para justificar o voto de todos. Vejamos.
1. Herança e continuidade do legado
Filho mais velho, o “01”, Flávio encarna a transmissão sanguínea e política do capital acumulado por Jair. Votar nele não é mero gesto sentimental: é a forma mais direta de fazer perdurar, nas instituições, a visão de país que o pai representou.
2. Lealdade inquestionável
No Senado, durante e após o governo, Flávio foi dos mais ferrenhos escudos do pai. Essa lealdade familiar e ideológica funciona como garantia quase contratual de que as pautas originais não serão traídas por conveniência.
3. Alinhamento aos valores conservadores
Defensor explícito do lema “Deus, Pátria, Família e Liberdade”, Flávio não foge da guerra cultural. Oposição ao aborto, à ideologia de gênero e à dissolução dos modelos tradicionais de família permanece, nele, intransigente e isso, para a base, é bom lembrar, é critério não negociável.
4. Perfil de articulador
Diferente dos temperamentos mais inflamados da família, Flávio revela-se o mais diplomático e pragmático. Sua capacidade de dialogar com o Centrão e demais forças do Congresso é vista não como traição, mas como habilidade para aprovar agendas e garantir mínima estabilidade institucional.
5. Defesa do enxugamento do Estado
Fiel à retórica antipetista de contenção de gastos, Flávio tem atuado no Senado em favor de privatizações, redução de impostos, desburocratização e diminuição da interferência estatal na economia e na vida privada. Pautas liberais clássicas que deverão ecoar nas mentes mais obtusas do momento, como o autoproclamado “liberal dos liberais”, Rodrigo Constantino.
6. Oposição frontal à esquerda
Uma das vozes mais ativas contra o governo petista no Senado, Flávio oferece à militância a imagem reconfortante de quem confronta diariamente o adversário no coração do poder.
7. Experiência parlamentar consolidada
Não é um novato. Deputado estadual por vários mandatos no Rio e senador da República, conhece os meandros do Legislativo como poucos. Essa familiaridade com a máquina é vista como antídoto contra o amadorismo que tantas vezes comprometeu a direita.
8. Prioridade à segurança pública
Herdeiro da linha dura bolsonarista, Flávio defende as polícias, o excludente de ilicitude em operações, o direito à legítima defesa e o acesso a armas para CACs, bandeiras que, para grande parte do eleitorado, definem o próprio DNA do movimento conservador.
9. Apoio ao agronegócio e ao livre mercado
Próximo da bancada ruralista e do setor produtivo, Flávio encarna a defesa de um Brasil que cresce sem as algemas regulatórias excessivas do Estado, sustentando o argumento de que o campo e o empreendedorismo são motores insubstituíveis da economia.
10. Representação do antissistema institucionalizado
Ainda que inserido no jogo parlamentar, Flávio mantém o discurso de insatisfação com o Judiciário ativista e com a velha mídia. Para os bolsonaristas, ele simboliza a possibilidade de combater o sistema usando as próprias regras do sistema, sem romantismos golpistas, mas sem rendição.
Essas dez razões, se devidamente assimiladas, deveriam bastar para calar as divergências internas e unir a direita em torno de um objetivo concreto: derrotar Lula e o PT. São argumentos robustos o suficiente para justificar a convergência. Resta, porém, o grande risco, já mencionado: o fogo amigo. Se a direita, ainda imatura em sua cultura política, persistir em fuzilar o próprio candidato, poderá simplesmente impedir que Flávio chegue ao segundo turno. E, nesse caso, o resto será silêncio. Ou, pior, será o triunfo previsível da esquerda. Convém pensar nisso agora, antes que seja tarde.
Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:
1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
4. Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.
5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.
Deputado Federal Mário Frias
Produtor Executivo
Fala, @Rconstantino! Você leu parcialmente um Twitte que publiquei, aliás, você postou parcialmente esse Twitte também, pareceu que foi de propósito, já que eu citava justamente @rsallesmma, entrevistado por vocês!
Eu explicava no twitte que André do Prado teve 88 votos na última eleição da Mesa Diretora da Alesp e o PT para não ficar de fora dos espaços, teve que aderir a chapa vencedora.
Se o PT não votasse na chapa encabeçada pelo PL, ficaria de fora de tudo. André do Prado não precisava do voto deles para sair vitorioso, 88 - 20 =68, Prado precisava de 48 votos + 1 para vencer.
Ou seja, não fomos nós que apoiamos o PT, foi o PT que usou a previsão regimental para permanecer na mesa diretora e no comando de algumas comissões na Alesp.
Gostaria de ter direito de resposta no @programa4por4, já que você deliberadamente mentiu para sua audiência invertendo o que tentei explicar.
Espero que o @luislacombereal, @anapaulahenkel e o @carlocauti entendam que você usou esse espaço qualificado da audiência do programa para mentir sobre um desafeto seu.
Vou notificá-los extrajudicialmente e se necessário for, judicialmente também!
Abração!
@nelsonsouza02@Rconstantino@nikolas_dm Eu tô amando esse derreter de máscaras
Esses caras são tão burros que acha que política se resume a Twister e Instagram esquecendo que quem milita voto é a tia evangélica e tio do churrasco que enche o saco e arruma briga na família para apoiar e defender Bolsonaro
👊🤣 Segue ai