Minha esposa viajou a trabalho e me deixou no comando do nosso filho de 5 anos por um fim de semana. "Fácil", pensei. Sou um homem moderno, organizado, resolvo problemas complexos no trabalho todo dia. O que poderia dar errado?
No primeiro almoço, decidi ser o pai do ano e perguntei o que ele queria comer.
Ele me olhou com a maior seriedade do mundo e disse:
— Papai, eu quero o macarrão azul da mamãe.
Azul.
Entrei em pânico silencioso. Minha mente começou a fritar. Que tipo de corante ela usa? Será que é feito com repolho roxo? Algum tipo de alquimia gourmet que eu não estava sabendo?
Passei 25 minutos no Google pesquisando "macarrão azul receita infantil natural", cogitando seriamente ir ao mercado buscar spirulina azul às pressas para não decepcionar a criança.
Sem saída e suando frio, liguei para a minha esposa em chamada de vídeo.
— Amor, socorro. Como faz o macarrão azul? Ele tá irredutível.
Houve um silêncio no telefone, seguido por uma gargalhada dela que durou pelo menos um minuto inteiro. Quando conseguiu respirar, ela disse:
— O macarrão é normal, querido. O prato dele é que é azul.
Olhei para o lado. O garoto estava me encarando com um sorrisinho de canto de boca, comendo uma uva. Fui feito de otário por um ser humano de 1 metro de altura que ainda não sabe amarrar o sapato.
A humilhação doméstica diária do homem moderno não tem limites
Esse jogo entre Holanda e Japão foi importante para entendermos que é impossível a seleção brasileira chegar nas oitavas. Mesmo que passe pela fase de grupos, o que parece improvável, teremos uma pedreira na fase 32 avos. Agora é focar em 2034.
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