Por que tanta crítica à política econômica se no Brasil de hoje temos a inflação e o desemprego mais baixos e o crescimento mais alto em 10 anos? Se temos reservas cambiais de US$ 350 bilhões e um dos cinco maiores superávits comerciais do mundo? @reinaldoazevedo.com.br e walfridowarde perguntaram ao economista e professor @paulogala no Reconversa que estreia nesta terça, ao meio-dia. Imperdível
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Certos "analistas" de economia da mídia são tão atrasados, tão rudimentares, que reclamam até quando o mercado tem de reconhecer os avanços do país. Hoje, no Estadão, uma dessas radicais critica a Moodys por ter subido a nota da economia do Brasil. Credibilidade corroída é a desse pessoal, que errou feio todas as previsões de crescimento e não se conforma em ver a vida do povo melhorando.
Glenn Greenwald escreve artigo na Folha em que acusa ilegalidades em decisões do STF. Não há argumentos jurídicos. Só o chorume que escorre do monturo bolsonarista.
Por que ele faz isso? Não especularei a respeito agora. Apego-me a outra questão.
Glenn acusa a esquerda de ser servil a Alexandre, ignorando divergências do passado. Pois é…
Tudo tem de ser visto no seu tempo. Se o ministro, dentro das regras do jogo, enfrenta os fascistoides e golpistas, nada há de estranho em tal apoio.
Se Glenn vê nisso uma incoerência, ele próprio é personagem de uma contradição que lhe parece condenável.
Quando o bolsonarismo tentou chutá-lo do Brasil — numa mistura de autoritarismo, ilegalidade, xenofobia e homofobia —, Glenn recebeu o apoio unânime das esquerdas, que ele agora ataca.
Parece um empate de contradições, mas não é. Explico:
1: a esquerda era, sim, hostil a Alexandre e hoje apoia muitas de suas decisões pq ele enfrenta os neofascistas;
2: Glenn, antes apoiado pelas esquerdas contra as ameaças neofascistas, hoje está em campo oposto e alinha suas posições com os que queriam expulsá-lo ou prendê-lo.
Como se nota, nos dois casos, há, na verdade, coerência dos progressistas. Quem precisa explicar suas novas e más companhias é Glenn, não a esquerda.
A propósito: Glenn revela uma alma, digamos, algo colonialista em relação ao Brasil: toma as leis de seu país de origem como universais.
E, também no seu caso, é uma sorte que não seja. Nos EUA, um episódio como o dos hackers poderia lhe render cadeia por “contempt of court”.
No Brasil, tentar golpe de estado pode render processo e cadeia — para jornalista ou não.
Mas jamais um jornalista será ameaçado por não revelar sua fonte. Moro, hoje aliado de Glenn, bem que tentou. Mas as esquerdas, hoje inimigas do buliçoso e belicoso jornalista americano, denunciaram a ameaça ilegal.
Glenn precisa parar com essa mania de achar que está aqui para “civilizar” os nativos.
No que respeita à defesa da democracia, os EUA têm muito a aprender com o Brasil contemporâneo, não o contrário.
Desde que saiu do Intercept, Glenn tenta encontrar por aqui um lugar no mercado das ideias. Até agora não conseguiu nada além de ser linha auxiliar do bolsonarismo, que queria expulsá-lo do Brasil e chegou a acusá-lo de fazer parte, com o então marido, de um complô para conseguir uma vaga na Câmara.
A esquerda é coerente quando apoia hoje um Alexandre que esquerdista nunca foi. Incompreensível é que Glenn tenha encontrado um abrigo no peito daqueles que essencialmente o odeiam.
Mas aí, na hipótese benevolente, é com Freud, não comigo.
E na hipótese “não benevolente”? Aí é matéria para o jornalismo investigativo.
"Bolsonaro foi um presidente da República que, não foi um negacionista, sou contra o uso dessa palavra. Foi um ativista para a disseminação do vírus. Ele tomou todas as medidas que estiveram ao alcance dele, pra que o vírus se disseminasse mais depressa, pra que morresse o número de pessoas proporcional a essa disseminação", afirmou Drauzio Varella
Indiciar, julgar e condenar Jair Bolsonaro pelos seus crimes é o ato mais importante para a democracia brasileira desde a redemocratização do Brasil. BOLSONARO DESTRUIU O BRASIL.