Apesar de ter sido um concerto matutino, trazer o mundo dos sonhos e da fantasia assim, quando raiar o dia, a Bela Adormecida não poderia ter sido melhor escolha. E sim, se você acha a trilha sonora de um clássico filme animado da Disney incrivelmente familiar com esta obra, há um motivo. A trilha do famoso filme de 1959 foi diretamente baseada e adaptada do balé de Tchaikovsky.
Ele criou essa obra depois de ter amargado um insucesso na época com O Lago dos Cisnes.
Ele sabia transportar como ninguém para o mundo dos sonhos e da fantasia com sua música. Mas também da dor de viver uma vida que não lhe cabia, soube fazer da sua depressão um refúgio. Sua morte súbita foi atribuída a uma cólera, mas há quem afirma que ele mesmo não suportou sua dura realidade. A ele, hoje ouvimos os mais belos ballets como O Quebra Nozes com a Dança da Fada Açucarada e Romeo e Julieta. Só fechar os olhos e sentir toda sua fantasia e desejo por uma vida não vivida.
É belíssimo.
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais ❤️🎼💫 #FilarmônicadeMinasGerais #OrquestraFilarmônica #Tchaikovsky
A arte de não esquecer.
A artista performática sérvia Marina Abramović e o artista alemão Ulay viveram uma das histórias de amor e arte mais intensas do século XX. Durante 12 anos, eles viveram essencialmente como uma entidade única.
Após o relacionamento se desgastar, o casal decidiu encerrar a união de uma forma tão poética quanto a vida que levaram. Em 1988, realizaram a performance The Lovers, caminhando pela Muralha da China: Marina partiu de um extremo e Ulay do outro. Eles caminharam cerca de 2.500 km cada um e, ao se encontrarem no meio do percurso, deram um abraço final e seguiram caminhos separados.
Eles ficaram mais de duas décadas sem contato direto. Em 2010, durante a célebre exposição retrospectiva de Marina, The Artist Is Present, no MoMA em Nova York, Ulay apareceu de surpresa e sentou-se na cadeira à frente dela. A performance consistia em a artista encarar o público em silêncio. Quando Marina abriu os olhos e percebeu que era Ulay, emocionou-se profundamente, quebrando a regra de não tocar nos visitantes para segurar suas mãos, em um reencontro que correu o mundo. Os olhos são a janela da alma.
Os cactos que deram frutos e flores. Um dia, curiosamente o verde se abriu em vermelho, e depois muitas flores apareceram. Pequenas, delicadas, que resistem a qualquer estação.
“O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando”.
João Guimarães Rosa, poeta, escritor, médico e diplomata.
Outra reflexão que fiz ao voltar para casa e nem cheguei a falar com este amigo. Existe uma diferença muito grande em ser religioso de ser espiritualizado. Se a minha participação na igreja, minha participação religiosa está me fazendo andar os caminhos de dentro. Que na verdade, são os mais difíceis de serem percorridos. Que é quando eu entro dentro de mim, me escuto, me percebo…consequentemente faço perguntas importantes. Porque é de dentro para fora que toda transformação acontece de fato. Aquela frase: no fundo fundo, fulano de tal era bonzinho. Não era! Se não era bom no raso, na superfície, é porque no fundo, no fundo, não cuidava da sua espiritualidade. Era ruim mesmo, no fundo e no raso. E sim, a igreja está lotada de pessoas boas e ruins. Por isso é importante a pessoa ser “espiritualizada” também!
Um amigo assenta do meu lado agora a pouco no intervalo do trabalho. Respira fundo e me pergunta: você é muito religiosa né?
Eu respondi: sou…
Ele: andei refletindo muito a minha relação com Deus esses dias e o conceito de felicidade. Na hora eu percebi que aquele diálogo seria difícil.
Mencionei que minha relação com a religião é acima de tudo amor. Seu ato de generosidade, de um olhar mais atento ou uma escuta mais ativa, ali Deus existe nesses simples gestos. Relatei quando ajudei os indianos que estudavam na minha turma no College. Tínhamos uma disciplina em francês e acreditem: para eles aprender o inglês já foi um desafio. Eu traduzi do hindu para o inglês o passo a passo de como eles poderiam se inscrever na francisação do governo. Eu me lembro da alegria. No mesmo dia, fui assistir uma missa numa igreja perto da minha casa. E lá estava um quadro enorme de Madre Teresa de Calcutá, naturalizada indiana. Eu nunca havia visto um quadro dela aqui no Brasil. Senti isso como se Deus me dissesse ali: oh minha filha, você foi bem hoje. É sobre isso.
O conceito de felicidade já será um papo mais profundo. O que para mim me faz feliz, talvez para você não faça.
Adoro quando um me pega para filosofar na hora do almoço. 🌚
The acoustic version of the song embraces — it’s where I can most easily feel the swell of sound growing, mirroring the shift from isolation (“rocky island”) into the warmth of union (“you were the rain”). The steady, gently urgent rhythm carries the motion of “running and embracing,” just as the lyrics say. Your music is so visual, my dear. The rich, luminous “color” of the key of B major matches the bittersweet heart of the lyrics — the ache of solitude softened, then dissolved, into the sweetness of company.
Beautiful, beautiful, beautiful acoustic version! 🥹