“a mamãe urso defendendo os ursinhos, ou melhor ursinhES”
ué gente, mas vocês não me prometeram que a Arminda DEFENDIA a Lorena? mais até que o Léo? 🤥
#TrêsGraças
A gente precisa falar sobre Imani Khelif, boxeadora da Argélia. Ela é uma mulher cis, acusada de não ser “feminina o suficiente” e até apontada, de forma enganosa, como se fosse uma mulher trans.
Khelif possui taxa hormonal um pouco acima da média feminina, o que é muito comum entre várias mulheres, inclusive as que possuem ovário policístico. O COI avaliou e definiu que ela poderia participar das Olimpíadas de Paris, pois, a princípio, ela não possui nenhum tipo de vantagem em relação às outras boxeadoras da mesma categoria.
Porém, o que temos visto é uma mistura de transfobia e racismo. Imani Khelif é uma mulher de origem árabe e está sendo perseguida porque seus traços não correspondem, supostamente, aos ideais de delicadeza exigidos pela extrema direita ocidental.
É urgente o entendimento de que a transfobia e a perseguição ao debate de gênero afetam de forma cruel todas as mulheres. Todas, sem exceção.
Na Argélia é crime ser LGBTQIA+. O que acontecerá quando Khelif retornar para casa, após todas essas acusações infundadas sobre sua biologia? A que tipo de violência ela está sujeita, principalmente quando figuras asquerosas como Elon Musk e JK Rowling usam suas plataformas gigantescas para promover mentiras, desinformação e ódio?
Imani Khelif precisa da nossa atenção. Não é aceitável que alguém seja atacada e ameaçada apenas por não seguir um modelo de feminilidade que o patriarcado exige de nós. Todas as mulheres precisam ser livres em seus corpos.