O torcedor brasileiro pode respirar em paz:
1. Só os mais passionais colocam Pelé e Messi no mesmo patamar. O parâmetro do futebol mundial continua sendo Pelé. Desde 1958.
2. A era Messi chegou ao fim e a Argentina não dá sinais de possuir uma nova geração capaz de estabelecer um patamar semelhante em tão pouco tempo.
3. Cinco títulos mundiais contra três. A vantagem brasileira continua expressiva. Mais pontos, mais vitórias, mais gols, maior saldo de gols, mais títulos.
4. O verdadeiro desafio agora é outro: o Brasil precisa reconstruir uma identidade de jogo, recuperar sua essência e voltar a praticar um futebol compatível com a grandeza de sua história. Só assim poderá ampliar sua vantagem e reafirmar sua condição de maior potência das Copas do Mundo.
5. A reconstrução do futebol brasileiro começa dentro de casa. É preciso valorizar quem joga no Brasil e restabelecer a conexão entre jogador e torcedor. Sem identidade, pertencimento e representatividade, dificilmente a Seleção voltará a ocupar o lugar que sua história exige.
A geração videogame que chegou às redações faz comparações muito sem noção e carregam com eles uma horda de seguidores incapazes de deixar o fanatismo de lado.
A Copa do Mundo vai fazer 100 anos, não tem como comparar dados de épocas tão distantes entre si.
Um exemplo, pra pegar essa mania de eleger o MAIOR DE TODOS OS TEMPOS: em 70, quando 16 seleções participavam, o Brasil enfrentou na fase de grupos a Inglaterra, última campeã, a Tchecoslováquia, na época campeã européia e a emergente Romênia.
Depois pegou o Peru, que tirou a Argentina nas eliminatórias, o Uruguai na semifinal e a Itália na final.
Ganhou os seis jogos, não teve um pênalti a favor.
No ano seguinte, depois de participar de quatro Copas, Pelé decidiu deixar a seleção, antes de completar 31 anos. Jogou pelo Santos até 74 e de 75 a 77 foi se divertir nos EUA, numa tentativa dos gringos de popularizar o futebol por lá.
Compreensível a decisão. A quantidade de jogos a que foi submetido, num tempo em que a receita dos clubes vinha só da bilheteria e das cotas de amistosos, era absurda. Ao contrário do que pensam e repetem os enzos, não jogou contra pedreiros e não há como afirmar que os times que enfrentou eram mais fracos que os que jogam contra os atuais postulantes.
A viralatice, o preconceito, entre outros sentimentos, reforçam os argumentos dos que idolatram os que estão mais perto dessa nova geração. É natural e sempre aconteceu. Mas sejam mais criativos, mais criteriosos e coerentes, porque na maior parte das vezes passam a imagem de tietes ensandecidas.
O problema não é admirar o Messi. Eu também o admiro. Gênio. Ponto.
O problema é transformar essa admiração em licença para reescrever a história do futebol de maneira conveniente e interesseira aos próprios gostos.
Já não basta ignorarem Garrincha e empurrá-lo para um patamar inferior ao que sua carreira justifica.
Agora, parte da canalhada da imprensa resolveu fazer o mesmo com Pelé, justamente o homem que se tornou o parâmetro de qualquer discussão sobre grandeza no futebol. Em vez de analisar a história, preferem adaptá-la para que caiba na narrativa do ídolo que acompanharam de perto.
No fim, não defendem Messi. Defendem a própria incapacidade de admitir que o maior jogador da história talvez tenha brilhado antes de eles começarem a assistir futebol.
Entende...
For over 60 years, @Pele’s legendary "lost goal" at Rua Javari lived in the memories of those who were there.
In close collaboration with historians, experts and Pelé’s family, we used @GoogleDeepMind technology to bring this iconic moment to life. ⚽️ See the film ↓
Rodri é volante, não serve pro Real Madrid
Precisam de mais pontinhas e jogadores famosos com Instagram bombado, ou então mais amigos do Mbappe pra deixar ele mais feliz
USA 🇺🇸: Match is suspended because a storm is 35 minutes away from the stadium.
Argentina 🇦🇷: Playing a Copa Argentina match while a massive fire burns two blocks from the stadium