O fato de ser um povo que viveu 3 milênios sob um império autocrático e confunciano, seguidos por senhores da guerra autoritários, uma república militarizada, o maoismo e a república de partido único tbm ajuda
É comum ouvir críticas à China como “não se pode falar mal do presidente”.
Para muitos chineses, essa frase soa muito estranha.
A pergunta que surge automaticamente na cabeça do chines é: “Mas por que alguém criticaria o presidente?”
Para entender essa diferença de visão é preciso observar como funciona a seleção e a progressão de quem chega ao poder na China.
O caminho se parece mais com uma carreira burocrática longa e competitiva do que com a política eleitoral ocidental.
O primeiro passo é a filiação ao Partido Comunista da China (PCC), que constitui a espinha dorsal do poder. O processo é seletivo e demorado: o candidato precisa de recomendação, histórico familiar atestado por membros do partido, pelo menos um ano de acompanhamento com redações e exames políticos e, depois, mais um ano como membro probatório. Ter passado pela Liga da Juventude Comunista ou mesmo ter sido representante de turma no ensino fundamental e médio conta positivamente como indício precoce de liderança.
Além da filiação partidária, o sistema valoriza fortemente a formação técnica. Há uma tradição consolidada de engenheiros e cientistas nas altas esferas — os últimos presidentes, incluindo Xi Jinping, têm formação em engenharia. Antes de assumir cargos de liderança, o quadro precisa demonstrar resultados expressivos em sua atividade profissional.
Ninguém chega ao topo sem antes passar décadas administrando a base. O político inicia em escalas pequenas — um quarteirão, um comitê de rua ou a gestão de uma praça, por exemplo. Nessa função, precisa mostrar excelência concreta: garantir a zeladoria e a infraestrutura (lâmpadas, brinquedos da praça, limpeza), avaliar problemas de segurança e trânsito no entorno e manter contato direto com os moradores, recolhendo reclamações e sugestões. Se cumprir metas de desenvolvimento econômico, redução da pobreza e boa avaliação da população, é promovido.
A partir daí a carreira avança de forma piramidal e geográfica concorrendo com outros iguais. O quadro passa a gerenciar um bairro inteiro, depois um distrito municipal, torna-se prefeito de uma cidade de médio porte e, em seguida, governa províncias com populações maiores que muitos países. Só depois disso disputa espaço nos órgãos centrais em Pequim. Para alcançar o círculo máximo do poder, como o Comitê Permanente do Politburo (apenas sete pessoas), exige-se em geral uma trajetória de 30 a 40 anos de serviços contínuos e bem avaliados.
Esse processo se apoia em eleições indiretas e piramidais. Os cidadãos votam diretamente apenas para os congressos populares locais. Esses representantes elegem os do nível provincial, que por sua vez escolhem os membros da Assembleia Popular Nacional. A Assembleia e os comitês internos do PCC definem os cargos mais altos do Executivo, incluindo o presidente. Ao longo de toda a escalada, as avaliações são frequentes e incluem cumprimento de metas macroeconômicas, pesquisas de opinião e investigação de conduta.
Desse modo, a figura do presidente deixa de ser vista, por grande parte da população, como um político qualquer. Por isso a crítica direta e pública soa, para muitos chineses, menos como um direito natural e mais como algo que precisa de justificativa muito forte.
Diante desse caminho de décadas de resultados comprovados e avaliações constantes, você, se fosse chinês, acharia algo normal falar mal do presidente?
Não sei oq é mais desesperador. O futuro da direita ser Nikolas, Pavannato e Eduarda ou a esquerda com Cortez, Erika Hilton e Jones. O Brasil terá a maior briga de foice cega da história daqui alguns anos
Quero deixar registrado em algum lugar. O voto mais importante do segundo turno é o feminino, foi onde o flavio tirou a diferença nas últimas semanas, mas são votos situacionais, o PT conseguiria recuperar uma parte disso com a propaganda certa
@marioliveirain Tem anos que o Penrose defende isso e não mostra base concreta nenhuma. É quase uma religião própria dele, e isso já fez ele ser criticado diversas vezes na comunidade científica por falta de rigor com a própria tese.
@itsaflecha@Salustian2 Krl a argumentação depende exclusivamente da páscoa ser uma festa de origem inglesa, pqp. A gnt só sabe dessa festa pelos escritos de São Beda. E futuramente esses escritos vão dar origem ao nome em anglo saxão da páscoa.
@peppipets Pro público geral ele desapareceu msm, mas no meio acadêmico de computação eu vejo ele sendo usado muito. Primeiro por ser um modelo que não custa nada então vc pode ficar fazendo testes infinitos dentro da sua pesquisa e no geral ele não deixa a desejar em comparação aos outros
«Muy Noble, Muy Leal, Fidelísima, Siempre Heroica y Jamás Conquistada Ciudad de Nuestra Señora de la Esperanza del Rojo Desierto, Cabeza de los Valles, Llanos y Montes del Olimpo»
⚠️ Apesar de afirmar que havia só um interesse, Corinthians tinha negociações avançadas por Rony, do Atlético-MG.
As conversas eram para um contrato de 3 anos, com possibilidade de chegar a 4.
No entanto, dois pontos travavam o acerto para o Timão: rejeição da torcida e forma de pagamento.
A diretoria do Corinthians, inclusive, não gostou do fato de Alexandre Mattos, diretor de futebol do Santos, ter viajado a Belém do Pará para se reunir com o empresário do atacante.
Dorival Júnior queria Rony no Timão.
🗞️ @ESPNBrasil | @andrehernan | “Fala a Fonte”
📸 Pedro Souza/CAM
A soberania da Servia sob Kosovo tem valor simbólico para o país devido as batalhas entre os servios e otomanos no século 14. Perder Kosovo para uma maioria mulçumana, na visão deles seria o mesmo que perder novamente para os otomanos.
I've never understood why Serbia has constant meltdowns about Kosovo, a mountainous area that's 90% Albanian, but was totally fine with Montenegro seceding, a similar sized area full of Serbs that gives access to the sea.
Talk about priorities...