🇧🇷 A democracia brasileira merece respeito!
Lula foi reeleito com 64,2 milhões de votos. A eleição tem resultado oficial, proclamado pelo TSE, e não há provas que sustentem alegações de fraude eleitoral.
🌎 Estamos unindo fandoms de diferentes países para mostrar ao mundo que a democracia brasileira e a soberania do nosso país devem ser respeitadas!
Ajude nessa mobilização internacional:
🖼️ Publique a arte da campanha.
🌍 Convide pelo menos três fandoms de outros países.
💬 Compartilhe a mensagem no idioma de cada comunidade.
📢 Use a hashtag #BrazilDemocracy e convide outros fandoms a participar.
Vamos conectar nossas comunidades e levar essa mensagem para além das fronteiras do Brasil!
A maior BOMBA destas eleições! 💣
Flávio Bolsonaro passou uma tarde com prostitutas, lobistas que queriam pagar propina pra vender vacina e que deram relógio de R$ 300 mil para o senador!
Acabou para o Flávio! EXPLODE! https://t.co/w5POcesyoy
Bom dia, pessoal. Precisamos fortalecer o Canal Fórum Democracia para a cobertura do debate da Globo que é o que vai decidir a eleição.
Vocês devem ter visto as pesquisas de hoje pela manhã (Ideia e Palver). A diferença continua de 2 pontos para ele. Mas há um dado importante nas duas. Mais de 15% ainda diz que pode mudar o voto. Ou seja, temos chances reais de vencer. E a minha intuição diz que as pessoas estão esperando o debate da Globo para consolidar seus votos.
Na Fórum, a gente vai fazer uma checagem de dados em tempo real. E vamos publicar se for mentira com as fontes para vocês espalharem. Mas para isso ter efeito precisamos de muita gente neste canal.
Eu preciso que vocês espalhem esse link com esse texto em todos os grupos possíveis. E também nas suas redes.
Vamos nessa! Bora virar! Compartilhem ao máximo essa mensagem.
(Renato Rovai)
https://t.co/fQ3gtcrnEK
É triste notar que um candidato pode perder votos só por não responder às perguntas de um debate e por agir como um moleque agressivo fazendo bullying de 5ª série contra alguém com mais de 80 anos.
Num mundo ideal, pesaria mais o fato dele exaltar torturadores, homenagear milicianos de grupo de extermínio, empregar familiares desse miliciano, envolver-se em escândalo de rachadinhas, ser denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, ter movimentações financeiras mais que suspeitas, realizar transações imobiliárias bizarras, aparecer em investigações sobre loja de chocolates, pedir milhões de reais ao “irmão” que roubou aposentados do INSS, defender um policial acusado de assassinar uma criança, apoiar uma gestão genocida na pandemia e, claro, relativizar a ideia de um golpe de estado que encerraria nossa democracia e que previa, entre outras coisas, o assassinato de três pessoas.
Não deveria ser preciso um ato de bullying para que não se cogitasse votar num sujeito assim.
O Brasil tem realmente o molho, e tem pessoas de fora de olho nisso.
Enquanto Trump nos Estados Unidos está de olho nas nossas riquezas minerais, Flávio Bolsonaro, candidato à presidência do Brasil, está prometendo entregar as nossas terras raras para tentar ganhar uma eleição.
A pergunta que fica é: quem será o dono dessa riqueza nos próximos anos? Você vai deixar entregarem de bandeja para o Trump?
🔦 Assista AGORA ao novo Revelando: Pátria Submissa com Wagner Moura:
https://t.co/eQPKejtGva
A primeira vez que me relacionei com um site de apostas foi em 2008, levado por um amigo para narrar jogos, pelo telefone, para sites asiáticos, agilizando assim a atualização das partidas no site, sem delay. A ideia do site em si era uma abstração sobre a qual não me detinha. Ganhava em Euros. Minha mancha de cobertura era o interior de SP. Conheci muitos estádios. Era moleque, gostava daquelas horas de estrada. Os Euros pagavam o ônibus, o ingresso, o rango e ainda sobrava um pouco. Dormi muito em rodoviária nestes tempos. Três anos antes disso o campeonato brasileiro teve jogos anulados por escândalo com apostas.
Uns dez anos depois desse meu bico, pedi ao meu amigo Bruno que me ensinasse a ler as odds. Para mim, "4.11" e "2.04" não significavam nada. Não sabia interpretar quem era o favorito. Era simples, e tudo que o Bruno me explica vira doce e simples. Lembro disso, mas não começou ali. Começou em 2022. Foi em Brasil x Sérvia, pela Copa do Mundo. Apostei 100 Reais. Não dei muita bola para a coisa, não achei graça, mas a conta estava feita. O pós-pandemia, a vida que o destino me impôs, qualquer outro fator, não importa: a conta estava feita, e um dia pediria o seu espaço.
Em 2023 ela foi uma figurante. Em 2024, não. Posso te dizer que o estado de saúde, repentinamente diagnosticada e já grave, de minha tia, ou que minhas mudanças e expectativas (inclusive as positivas) de vida nova, tomam alguma parte da história, posso pegar a culpa toda e me carimbar como estúpido, mas a culpa essencialmente é da publicidade alucinante, da plataforma infalível, da sedução calculada secular destes lugares, físicos ou virtuais. A vida de quem cai nessa envolve tentar lembrar todo dia que perdemos para uma máquina do tamanho de um prédio de mil andares, não para nossa humilde imperfeição apenas. Perdi, como muitos. Muito mais do que dinheiro.
Meu pai, em 1984, também perdeu. Para outra dependência, a química. Deixou de me criar, morou na rua por mais de dez anos, sumiu de sua própria vida, morreu. Quantos de nós ainda deixaremos de criar, ou de ter, um filho, uma vida mais feliz, por causa de algum vício? Sim, eles nunca acabarão. Tenho tatuagens de Maradona e Amy Winehouse. A dupla têm algo em comum e eles me tocam, suponho, também por isso. Talvez meu pai tenha, ao cair de onde caiu, me ensinado a ter empatia por estas pessoas quebradas. Por um ano e pouco frequentei assiduamente os Jogadores Anônimos em algumas cidades. Carrego cada relato com respeito e amor. Por ética, não posso contar nada sobre nenhum, mas te convido a pensar neles.
Há 19 meses e 12 dias venço as apostas ao não procurá-las. Por ironia e benção, o tema não saiu de pauta para mim no emprego que me coube. As dívidas estão diminuindo, nenhuma é com o banco. Coisas minhas, não importa a ninguém, não é uma vergonha em si. As outras coisas que perdi, o tempo inclusive, não posso recuperar, faça o que fizer. Não foram poucas. Me expus e me exponho. Meu sobrenome é "Iamin", não é "Aquele que teve problema com bets". Não temo o estigma. Depois do tanto de vida e amor que perdi, não temo quase nada. Isso me faz mais um indiferente, ou um anestesiado, do que propriamente um destemido. Um anestesiado que não se omite. Cujo trabalho já teve o patrocínio de uma delas, uma cagada, mas que vai ficar sempre neste lugar: patrocínio, não coleira. Não me domestica a palavra, porque tampouco temo a suposta contradição e o clamor por uma coerência que seria, na verdade, além de compromisso com o erro, uma covardia. Sou um adicto de apostas esportivas, vencendo há 19 meses. Não um covarde.
É impossível ser mais claro o tipo de consórcio de perversões e crimes que compõem este mercado. O universo das bets, em especial o cassino de algoritmo, é o encontro de quase todas as tragédias sociais possíveis. É a delinquência absoluta de gestos e atuações, sejam publicitárias, sejam fiscais. A maior fuga de capital da história deste país. A lavanderia de dinheiro mais clamorosa e fácil que já existiu. Foram dias cansativos, porque falar do tema, ver o tema em todo lugar, faz o cérebro lembrar de dias em que sofreu. Quem conhece o vício, a ressaca, a abstinência, respeita. Em 2008 eu falava "home team, danger area" ao telefone para um chinês atualizar um site onde alguém, do outro lado do mundo, colocava dinheiro à espera de um gol do Mogi-Mirim contra o Araçatuba. Hoje eu falo com quem quiser falar: as bets, pela forma como foram concebidas e hipertrofiadas no Brasil, não são compatíveis com uma sociedade minimamente funcional.
Se tivessem sido alimentadas, desde o começo, com menos delinquência, ganância, cinismo, com menos Virgínias e Carlinhos, talvez houvesse um caminho. Se a recente CPI tivesse sido séria, e não sabotada pelo lobby das apostas, também talvez. Mas elas construíram um império da canalhice, se cercaram dos marginais mais inclassificáveis disponíveis no mercado influencer, estruturaram tudo para depender delas de alguma forma, anunciaram o banditismo de suas contabilidades com clareza suficiente até para um grande avoado notar algo errado, e se tornaram essa coisa sem solução. Sem solução, porque é só problema, da cabeça aos pés, do corpo até a alma.
Tempo demais sendo gasto com esta gente. Quero olhar para quem sofre de verdade e foi esmagado por algo que saiu de controle. Minha DM é aberta. Meu whatsapp prioriza estes. Eu sou amigo de qualquer pessoa que sofreu com isso, e vou usar, para sempre, a voz que eu tiver para falar sobre esta gente. Os clubes de futebol e os marmanjos da retórica do "veja bem" eu deixo no fim da fila.
Um grande abraço, Pirulla. O mundo precisa de gente boa. Que tenha um coração como o teu. Que compartilhe as coisas boas e se ajude nas necessidades. Melhoras plenas e rápidas. Vem pra nós. Vamos juntos ❤️