Salvador Dalí adorava jantar bem.
Grupos grandes.
Mesas longas.
Vinhos caros.
Os melhores restaurantes de Paris e Nova York.
E sempre insistia em pagar a conta.
Ninguém desconfiava.
Na hora de fechar, ele preenchia o cheque com o valor total, com calma e elegância.
Assinava.
E então, antes de entregar ao garçom, virava o papel e rabiscava um desenho no verso.
Um esboço rápido.
Elefantes.
Cavalos.
Figuras surreais.
Assinava embaixo.
E entregava o cheque ao estabelecimento.
Dalí sabia exatamente o que aconteceria a seguir.
O dono do restaurante não descontaria o cheque.
Colocaria numa moldura.
Exibiria na parede do melhor ponto do salão.
Um Dalí original, emoldurado, no restaurante.
Valia infinitamente mais do que qualquer refeição.
Os cheques com seus desenhos foram todos guardados.
E hoje valem uma fortuna.
Há relatos de que a prática aconteceu diversas vezes ao longo dos anos, em Paris e em Nova York.
Em uma das noites documentadas, no Café de la Rotonde em Paris, Dalí pediu ao garçom uma folha de papel, esboçou um elefante de tromba erguida, assinou embaixo e entregou com desenvoltura.
A conta estava paga.
E o estabelecimento havia lucrado com o negócio.
O que Dalí fez não era só excentricidade.
Era uma compreensão precisa de que o valor da sua presença e da sua assinatura já haviam superado o preço de qualquer cardápio.
Ele não precisava de dinheiro para pagar.
Precisava apenas de um pedaço de papel e de saber o quanto valia.
Fontes: ISTOÉ — ArteRef — Revista Bula — Top Melhores
Neste dia, a 17 de abril de 1969, teve lugar um dos episódios mais emblemáticos da crise académica de Coimbra, durante a visita oficial do presidente da República Américo Tomás e do ministro da Educação José Hermano Saraiva à Universidade de Coimbra. Num ambiente de forte tensão política, marcado pela contestação estudantil ao regime do Estado Novo, o estudante e dirigente associativo Alberto Martins protagonizou um momento que ficaria para a história ao dirigir-se às autoridades com a expressão “peço a palavra”, numa tentativa de intervir publicamente em nome dos estudantes.
A recusa imediata dessa intervenção por parte das autoridades foi recebida com indignação, desencadeando uma vaga de protestos, greves e formas de luta académica que se prolongariam nos meses seguintes. Os estudantes reivindicavam liberdades democráticas, o fim da repressão e reformas profundas no ensino, enfrentando uma resposta dura por parte do regime, com repressão policial, detenções e perseguições. A crise académica de 1969 tornou-se assim um símbolo da resistência estudantil à ditadura, contribuindo para o desgaste do regime e antecipando o ciclo de mobilização social que culminaria na Revolução de Abril de 1974.
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Senhoras e senhores Deputados do PSD: a história e as histórias não vos perdoarão. O vosso voto é intransmissível. É soberano. É a vida das pessoas trans que está em causa. #autodeterminação
"Caros cidadãos, habitação, saúde e educação não há nada a fazer. Podemos piorar a vida dos mais desfavorecidos só naquela, sempre dá para dizer "hey, ao menos não sou trans!" ou "se fosse imigrante estava pior!". Viva Portugal!"