@evaevelice Pqp! Existe uma diferença gigantesca entre presos no nazismo e presos que comereram crime. E sim, acredito que enquanto todos os cidadãos e crianças do Brasil nao tiverem carne todo dia nos seus pratos, nao é justo um criminoso condenado ter.
@Sil_Mergulhao O GD faz um conteúdo raso para pessoas como voce terem essa falsa sensação de virtuosidade e de moralidade superior, de quem entende qual o lado certo ou bom. E que você faz parte. E que todos os outros são inferiores de certa forma pois, não escolherem o msm lado que vc.
@Sil_Mergulhao A aparente superioridade moral progressista nao consegue entender que o eleitor nao escolhe presidente por caráter, mas pelo impacto na propria vida e pela percepção de qual governo lhe custa menos.
@renatoocouto@RomuloBDias Você é burro mesmo! Ngm falou em Lula, mas, todos atrelam esses escândalos a ele pq ocorreram durante o governo dele com figuras do núcleo politico mais proximo a ele, como: Ze Dirceu, Delubio Soares e Palocci. Mas pela fotinho no espelho, ja percebi que n adianta explicar.
@renatoocouto@RomuloBDias Você é o burro agora ja que não consegue interpretar um simples texto. Eu nao citei candidato nenhum e até onde eu sei o Flavio tb nao foi condenado pois para isso precisa existir um julgamento. Pqp! Que imbecil voce é Kkkkk
@flaviogarag Pqp! A culpa é do cara que foi roubado… esse é o problema do brasileiro médio, está tão atolado na merda que tem seus valores trocados e mal consegue fazer um julgamento coerente. A culpa é do usuário n do traficante, roubar so um celular ta tudo certo, e por ai vai. Patético!
@AndradeRNegro2 Dito isto, o GD faz um conteúdo raso para pessoas como voce terem essa falsa sensação de virtuosidade e de moralidade superior, de quem entende qual o lado certo ou bom. E que você faz parte.
@AndradeRNegro2 A aparente superioridade moral progressista nao consegue entender que o eleitor nao escolhe presidente por caráter, mas pelo impacto na propria vida e pela percepção de qual governo lhe custa menos.
Gregório Duvivier não está tentando convencer ninguém. Está fazendo algo muito mais rentável: oferecendo à própria audiência a sensação de que ela já está moralmente certa. É disso que ele vive.
A pessoa vai ao teatro assistir ao monólogo, ouve o podcast, compartilha o corte e sai dali com aquela pequena descarga de virtuosismo progressista: eu estou do lado das pessoas boas. Eu compreendo a história. Eu reconheço o fascismo. Eu tenho empatia. Eu sou melhor do que aquele sujeito grotesco que vota errado.
É uma virtude de quilometragem baixíssima.
Virtude de verdade é muito menos instagramável. É trabalhar direito, cumprir a palavra, tratar com respeito quem não pode lhe oferecer nada, não humilhar subordinado, não roubar, não mentir, não usar uma causa nobre como biombo para a própria vaidade.
A elite progressista criou uma tabela pública de virtudes. Você aprende as palavras certas, as indignações certas, quem merece reverência especial, quem pode ou não pode ser desprezado, e pronto. Recebe o certificado imaginário de cidadão moralmente superior.
Curiosamente, ocupa hoje o lugar caricatural que se atribuía ao conservador de antigamente: autoritário, pedante, fiscal dos costumes, convencido de que sua visão de mundo não é uma opinião, mas um estágio superior de evolução humana.
Duvivier fala para essa gente.
Por isso pode dizer, vermelho de indignação, que Flávio Bolsonaro é isso, aquilo, aquilo outro, que “não vai ter 2030”, que a diferença para Lula é “abissal”, e imaginar que apresentou um argumento. Apresentou sensações.
O erro está em imaginar que o brasileiro escolhe presidente fazendo exame de caráter.
Nunca escolheu.
Sarney não governou porque o país se apaixonou por sua biografia moral. Fernando Henrique não atravessou oito anos porque o eleitor acreditava estar diante de São Francisco de Assis. Lula não voltou porque o brasileiro esqueceu os escândalos de seus governos e do PT. Dilma não foi eleita por fascínio pessoal. Bolsonaro certamente não recebeu dezenas de milhões de votos porque o país o confundiu com Marco Aurélio.
O brasileiro sabe que o político faz acordo, negocia, se adapta e tem a flexibilidade moral de um contorcionista de circo.
Escolhe presidente com coisas muito mais primitivas e concretas na cabeça: o bolso, o medo e a sensação de estar sendo roubado.
Quer saber se o dinheiro chega ao fim do mês, se consegue andar na rua sem virar estatística e se existe uma quadrilha em Brasília vivendo às suas custas.
É nessa régua que Lula e Flávio precisam ser comparados, e não no teatrinho moral de Duvivier.
Os dois mentem. Só que não mentem do mesmo lugar, nem com o mesmo peso.
Lula mente depois de vinte anos de poder, com partido, máquina, aliados, burocracia e uma arquitetura política construída em torno dele. Quando reescreve a realidade, não está apenas escapando de uma pergunta incômoda. Está falando de dentro do Planalto, com décadas de experiência em fazer sua versão dos fatos circular como realidade política.
Tem um talento extraordinário para pronunciar uma falsidade com a serenidade de quem acaba de citar a tabuada. Compara coisas incomparáveis, troca a causa pela consequência, embaralha números e, quando termina, uma parcela do público já está discutindo dentro da moldura que ele inventou.
É o encantador de serpentes de que Ciro Gomes sempre falou.
Flávio também é liso. Desvia, escorrega. Você pergunta A, ele responde C, sorri, contorna a pergunta e segue adiante. Pode ser malandragem, oportunismo, desonestidade ou puro instinto de sobrevivência política.
O eleitor percebe. E desconta.
Não precisa acreditar que Flávio seja honesto para votar nele. Pode considerá-lo liso, fisiológico, filho do sistema e ainda concluir que, diante de Lula, o custo político, econômico ou institucional de um lhe parece menor do que o do outro.
Escorregar numa entrevista e reescrever a realidade de dentro do Planalto não pesam igual.
Gregório acredita que basta gritar “bandido”, “miliciano”, “não haverá 2030” porque sua plateia já comprou o pacote inteiro antes de o vídeo começar.
O restante do Brasil não funciona assim.
Depois do Lula 3, milhões de pessoas vão comparar governo com governo pela própria vida. Quanto ganhavam. Quanto gastavam. Quanto deviam. Quanto custavam as coisas. Como estavam as empresas. As estatais. A violência. A corrupção.
Pode-se considerar Bolsonaro ruim, grosseiro, irresponsável, despreparado ou qualquer outro adjetivo.
Ainda assim, o eleitor pode concluir que sua vida econômica funcionava melhor naquele período.
E votar de acordo com isso.
É essa possibilidade que enlouquece Duvivier, porque destrói a fantasia mais confortável da elite progressista brasileira: a de que quem não vota como ela só pode ser ignorante, perverso ou moralmente inferior.
O sujeito não está escolhendo um santo. Está escolhendo quem acredita que vai lhe custar menos caro.
E contra uma conta de supermercado não existe monólogo virtuoso que dê conta.
Gregório Duvivier não está tentando convencer ninguém. Está fazendo algo muito mais rentável: oferecendo à própria audiência a sensação de que ela já está moralmente certa. É disso que ele vive.
A pessoa vai ao teatro assistir ao monólogo, ouve o podcast, compartilha o corte e sai dali com aquela pequena descarga de virtuosismo progressista: eu estou do lado das pessoas boas. Eu compreendo a história. Eu reconheço o fascismo. Eu tenho empatia. Eu sou melhor do que aquele sujeito grotesco que vota errado.
É uma virtude de quilometragem baixíssima.
Virtude de verdade é muito menos instagramável. É trabalhar direito, cumprir a palavra, tratar com respeito quem não pode lhe oferecer nada, não humilhar subordinado, não roubar, não mentir, não usar uma causa nobre como biombo para a própria vaidade.
A elite progressista criou uma tabela pública de virtudes. Você aprende as palavras certas, as indignações certas, quem merece reverência especial, quem pode ou não pode ser desprezado, e pronto. Recebe o certificado imaginário de cidadão moralmente superior.
Curiosamente, ocupa hoje o lugar caricatural que se atribuía ao conservador de antigamente: autoritário, pedante, fiscal dos costumes, convencido de que sua visão de mundo não é uma opinião, mas um estágio superior de evolução humana.
Duvivier fala para essa gente.
Por isso pode dizer, vermelho de indignação, que Flávio Bolsonaro é isso, aquilo, aquilo outro, que “não vai ter 2030”, que a diferença para Lula é “abissal”, e imaginar que apresentou um argumento. Apresentou sensações.
O erro está em imaginar que o brasileiro escolhe presidente fazendo exame de caráter.
Nunca escolheu.
Sarney não governou porque o país se apaixonou por sua biografia moral. Fernando Henrique não atravessou oito anos porque o eleitor acreditava estar diante de São Francisco de Assis. Lula não voltou porque o brasileiro esqueceu os escândalos de seus governos e do PT. Dilma não foi eleita por fascínio pessoal. Bolsonaro certamente não recebeu dezenas de milhões de votos porque o país o confundiu com Marco Aurélio.
O brasileiro sabe que o político faz acordo, negocia, se adapta e tem a flexibilidade moral de um contorcionista de circo.
Escolhe presidente com coisas muito mais primitivas e concretas na cabeça: o bolso, o medo e a sensação de estar sendo roubado.
Quer saber se o dinheiro chega ao fim do mês, se consegue andar na rua sem virar estatística e se existe uma quadrilha em Brasília vivendo às suas custas.
É nessa régua que Lula e Flávio precisam ser comparados, e não no teatrinho moral de Duvivier.
Os dois mentem. Só que não mentem do mesmo lugar, nem com o mesmo peso.
Lula mente depois de vinte anos de poder, com partido, máquina, aliados, burocracia e uma arquitetura política construída em torno dele. Quando reescreve a realidade, não está apenas escapando de uma pergunta incômoda. Está falando de dentro do Planalto, com décadas de experiência em fazer sua versão dos fatos circular como realidade política.
Tem um talento extraordinário para pronunciar uma falsidade com a serenidade de quem acaba de citar a tabuada. Compara coisas incomparáveis, troca a causa pela consequência, embaralha números e, quando termina, uma parcela do público já está discutindo dentro da moldura que ele inventou.
É o encantador de serpentes de que Ciro Gomes sempre falou.
Flávio também é liso. Desvia, escorrega. Você pergunta A, ele responde C, sorri, contorna a pergunta e segue adiante. Pode ser malandragem, oportunismo, desonestidade ou puro instinto de sobrevivência política.
O eleitor percebe. E desconta.
Não precisa acreditar que Flávio seja honesto para votar nele. Pode considerá-lo liso, fisiológico, filho do sistema e ainda concluir que, diante de Lula, o custo político, econômico ou institucional de um lhe parece menor do que o do outro.
Escorregar numa entrevista e reescrever a realidade de dentro do Planalto não pesam igual.
Gregório acredita que basta gritar “bandido”, “miliciano”, “não haverá 2030” porque sua plateia já comprou o pacote inteiro antes de o vídeo começar.
O restante do Brasil não funciona assim.
Depois do Lula 3, milhões de pessoas vão comparar governo com governo pela própria vida. Quanto ganhavam. Quanto gastavam. Quanto deviam. Quanto custavam as coisas. Como estavam as empresas. As estatais. A violência. A corrupção.
Pode-se considerar Bolsonaro ruim, grosseiro, irresponsável, despreparado ou qualquer outro adjetivo.
Ainda assim, o eleitor pode concluir que sua vida econômica funcionava melhor naquele período.
E votar de acordo com isso.
É essa possibilidade que enlouquece Duvivier, porque destrói a fantasia mais confortável da elite progressista brasileira: a de que quem não vota como ela só pode ser ignorante, perverso ou moralmente inferior.
O sujeito não está escolhendo um santo. Está escolhendo quem acredita que vai lhe custar menos caro.
E contra uma conta de supermercado não existe monólogo virtuoso que dê conta.
@Henriqu_Bellini É o famoso “poste mijando no cachorro”. O cara desrespeita os costumes sociais de um país inteiro mas, é o país que “não respeita ele e por isso, tem inveja”.