O Rio de Janeiro é governado pela direita há 20 anos e de lá pra cá o Comando Vermelho só cresceu. Um dos maiores aliados do Flávio Bolsonaro está preso por ser membro do CV. Em SP nunca teve governo de esquerda e o PCC a maior facção das Américas. E a culpa é do Lula?
Oi @ErikakHilton , se a ideia é enfrentar e derrubar a transição, posso dar uma sugestão? Torço para o @rickazzevedo também avaliar a ideia e, se for o caso, cobrar esse tipo de destaque.
Fica aqui também o informe para a militância. Esses detalhes são pouco conhecidos pela militância. Então não custa explicar como funciona.
É possível derrubar a transição com bem menos da metade dos votos do plenário e derrubar a jornada imediatamente.
Basta o PSOL colocar em votação um destaque supressivo (DVS) na PEC da escala 6x1 para retirar a transição, a lógica do quórum vira a nosso favor.
Sabemos que para aprovar algo via PEC, precisamos de 3/5, 60%. Mas nesse caso invertemos o jogo. Como é destaque de PEC, caberá aos defensores da transição conseguir 3/5 (308 votos) para manter o trecho no texto. Ou seja, na pior das hipóteses vamos precisar de 206 deputados.
Hoje, o núcleo progressista puro da Câmara tem cerca de 127 deputados. A base ampla do governo passa dos 250, o que nos deixa com um "resto da base" (partidos de centro aliados e com Ministérios no governo) de aproximadamente 123 parlamentares.
E é aqui que a matemática fica muito favorável para nós:
Na pior das hipóteses (com zero ausências, painel com 513), a gente derruba a transição com apenas 40% dos votos (206 deputados).
Como já temos os 127 progressistas, faltariam apenas 79 votos. Ou seja, precisamos convencer pouco mais da metade desse "resto da base governista" (79 de 123). Sem sequer precisar encostar em um único voto da oposição bolsonarista ou da direita.
E, na prática, toda falta e abstenção joga do nosso lado e diminui essa necessidade, já que a meta deles de 308 é engessada:
Em um cenário com 50 ausências (o caso mais comum por lá), precisamos de apenas 156 votos contrários (30%) para derrubar a transição. Nesse caso, precisamos de irrisórios 29 votos dessa base de centro.
Já com um cenário de 100 ausências (dia de esvaziamento ou obstrução armada), bastam 106 votos contrários (cerca de 20%). Nesse cenário, o campo progressista sozinho tem mais votos do que o necessário para arrancar a transição.
Ou seja, é um excelente destaque. A gente derruba a transição com muito menos esforço do que parece.
Aliás, ainda não vi essa possibilidade ser cogitada. Fica aí a sugestão.
Especialmente a esquerda radical ta caindo igual patinho em um plano que claramente é golpe. Amigos, respirem um pouco e leiam isso.
De duas uma: Ou eles vão colocar algum jabuti na emenda (Pagamento por horas trabalhadas, transição grande pra recuar dps, corte de algum direito)
Ou vão propor a 4x3 pq sabem que a proposta da Erika não foi lapidada e que o centrão votaria contra por isso.
Com o centrão votando contra, msm com os votos da esquerda e do PL a proposta seria barrada. E a direita conseguiria adiar ela pra depois das eleições onde votariam contra.
Cara, não é possivel que vcs vão cair na pegadinha de quem ta a 3 anos diariamente atacando o fim da 6x1 e milagrosamente muda de lado a um dia da votação.
Beleza, a 4x3 é o ideal. Mas o governo so pode abraçar isso se tiver acordo com o centrão. Pq se não eles vão travar e o PL não so vai conseguir adiar a pauta como vai ganhar o argumento de que eles apoiaram.
Isso é pra tumultuar e vcs sabem disso. E por favor, não deixemos o avanço da 5x2 ser perdido por tentar abraçar a pegadinha que o PL fez de supetão pela 4x3.
Luta por ela ano que vem. Agora é golpe.