Nem se o Janones rasgar o cu com uma navalha afiada, pegar a pele, esticar, virar do avesso, se cobrir todo, virar um saco de Papai Noel, se jogar nas costas do Lula e prometer mil e um presentes, ele consegue virar um voto depois dessa noite.
Nenhum voto.
Não estou falando de ele virar a eleição pro Lula. Estou falando de virar UM VOTO depois dessa noite.
Pode ter oito milhões, pode ter dez milhões, pode ter vinte milhões no exército do Lula.
Janones tem o meio de comunicação e tem ZERO de mensagem.
Um canhão sem pólvora é nada.
É um peso morto.
Vamos ser bem honestos aqui:
@FlavioBolsonaro e Lula não cometeram erros graves.
Tenho até dificuldade de apontar erros relevantes.
Os dois foram bem.
Dito isso, precisamos passar aos acertos e ao que diferenciou um do outro.
Flávio apresentou uma postura que deve ter assustado muita gente.
Assustou até a mim, que quero que ele seja presidente. Imaginem quem não quer.
Puta que pariu.
Em que sentido?
Eu explico:
ele mostrou muita maturidade, muito equilíbrio e um comportamento completamente diferente do de Jair Bolsonaro.
Duvido que uma pesquisa qualitativa mostre alguém associando o comportamento de Flávio nesse debate ao do pai.
Qualquer instituto pode me procurar amanhã para conferir isso.
Conheço vários.
Flávio foi extremamente bem treinado e muito disciplinado.
A conclusão dele foi boa.
Teve a sorte de fazer a última fala e trouxe o elemento da religiosidade, muito importante para o brasileiro.
Isso é medido, gente.
Não acontece por acaso.
Até por isso, @nikolas_dm encerra todos os eventos do Bloco 22 com a oração do Pai Nosso.
Flávio foi muito bem preparado e executou o que treinou.
A ponto de eu dizer o seguinte:
se o teto dele em um debate, considerando sua capacidade política, era 9, ele tirou 9.
Parabéns.
Só tiraria 10 se fosse um gênio político, como Margaret Thatcher, Winston Churchill ou Nelson Mandela.
Não é. Mas, dentro da capacidade dele, entregou o máximo.
Flávio tirou 9 dos 9 possíveis.
Lula também não cometeu erros graves.
Considerando sua condição cognitiva, sua idade, sua voz, sua pele e seu cansaço, fez o máximo que conseguiu.
E aqui eu quero elogiar Lula.
De verdade.
Não é sarcasmo.
Ele chegou ao máximo que podia entregar hoje, ao qual eu daria uma nota 6.
O problema é que a imagem transmitida ao público foi de desgaste.
E isso vai cobrar seu preço no domingo, meus amigos.
Hoje, vocês estão vendo o Roberto que precisa analisar o debate e explicar o que aconteceu. Não é o Roberto torcedor.
Os dois foram bem.
Só que existe uma distância enorme, um oceano de distância, entre o bom e o ótimo.
Lula foi bom.
Nota 6.
Flávio foi ótimo.
Nora 9.
Flavio só precisava empatar e venceu com muita folga.
Flavio é o novo presidente.
@RobertoReis Amigo @RobertoReis meus sentimentos pelo falecimento do seu pai e que Deus possa trazer conforto a vc e família, que restabeleça a saúde da sua mãe.
SANGRIA ESTANCADA
Por Roberto Reis
Flávio entrou no segundo turno como um time que vai para o intervalo ganhando por 2 a 0.
E ai começa o problema.
Dois gols de vantagem deram a falsa sensação de que bastava administrar.
A campanha recuou, Lula ganhou espaço e marcou um gol aos 30 minutos do segundo tempo.
A torcida do @FlavioBolsonaro começou a reclamar.
Veio o resultado apertado e a enorme pressão do adversário.
E, nesse momento, ambos os times estão se arriscando e podem sofrer contra-ataque que definirá o jogo.
O que muda de ontem para hoje?
Minha impressão é que a perda de votos de Flávio pode ter parado e que o impulso de Lula está encontrando enorme resistência.
As pesquisas precisarão confirmar minha leitura no início da semana, após as movimentações de ambas as campanhas nas ruas e o debate.
Durante quase duas semanas, o petista recuperou muito terreno através da compra indireta de votos.
É isso que você leu.
Compra indireta de votos.
Como? Utilizando toda a máquina estatal de farmácias populares, CRAS, postos de saúde, órgãos de aposentadoria e, veja bem, do próprio Gov, para disseminar a informação de que Flávio acabaria com todos os programas sociais.
Nessa que é a maior CAMPANHA DO MEDO que já vi na história, muita gente das classes D e E mudou de lado do primeiro para o segundo turno.
Sim, há muitos eleitores de menor renda que haviam votado em Flávio e passaram a temer pela continuidade dos benefícios sociais.
Tenho informação das duas campanhas que esse movimento aconteceu. Mas não precisaria ir muito longe, converse com esse público e constatará isso.
A vantagem inicial de Flávio permitiu absorver algum desgaste, havia um banco de votos da terceira via favorável para ele.
Mas o coordenador, Rogério Marinho, também demorou excessivamente a tirar a campanha do conforto.
A partir de agora, segundo minha hipótese, estes são alguns fatos que podem ter freado o avanço de Lula desde ontem.
1) Lula continua com a dificuldade de expansão que venho sempre apontando nos últimos dois anos.
A casa dos 47% dos votos totais permanece uma referência nessa análise.
Atenção: não confundir 47% dos votos totais com votos válidos.
A resistência que identifico é de rejeição mesmo, ligada à grande parcela do país que não quer lhe conceder outros quatro anos. O tal antipetismo estrutural.
2) Em Minas, Lula cometeu um grave erro e associou a continuidade das obras à própria reeleição.
O recado era dirigido a @cleitinhotmj , mas alcançou também quem acabara de votar nele para governador. Para muitos eleitores, soou como pressão antiética.
“A cooperação entre Brasília e o estado não deveria parecer condicionada à conveniência eleitoral do presidente.”
Conheço bem Minas e tendo a achar que essa fala pode produzir o efeito contrário ao pretendido por Lula.
O pedido para Cleitinho ficar “quietinho” terminou num novo pronunciamento de apoio a Flávio.
3) No Rio, Flávio almoçava com a direção da Globo antes da sabatina.
A emissora classificou o encontro como institucional. Particularmente vejo uma disposição para conversar com o filho em condições diferentes das que marcaram a relação com o pai.
A agenda econômica pode favorecer essa aproximação, embora o almoço, sozinho, não permita anunciar apoio eleitoral.
O motivo?
Renata Lo Prete foi dura e, na minha avaliação, apertou Flávio mais do que havia apertado Lula.
A recepção dos dirigentes não significou, portanto, facilidade diante das câmeras.
Lula reagiu questionando a confiança na emissora e trazendo as bets e os interesses comerciais para a discussão. Outro erro, outra briga desnecessária.
Foi mais um embate tolo para uma campanha que precisa conquistar gente além de seus apoiadores habituais.
4) A sabatina também permitiu a Flávio responder, diante de uma grande audiência, às acusações sobre benefícios sociais e direitos trabalhistas.
Ele negou a intenção de cortar programas sociais e afirmou que respeitará a decisão sobre o fim da escala 6x1.
A campanha e os apoiadores ganharam material para enfrentar acusações que já não podiam ficar em segundo plano.
5) O fim de semana pode dar continuidade a esse movimento.
A manifestação da esquerda na Paulista, no domingo passado, parece ter incomodado parte da direita que acompanhava a campanha só pelo celular.
Tenho percebido convocações, inclusive espontâneas, para atos em todo o país.
Há muita gente querendo contribuir sem saber como. A manifestação oferece a essas pessoas uma forma simples: sair de casa e participar.
Para quem se sentiu desafiado pela mobilização adversária, também é uma oportunidade de resposta.
O sábado dará os primeiros sinais.
6) No domingo, especialmente em São Paulo, não me surpreenderia uma mobilização de dimensão histórica.
Quem vinha apenas reclamando da campanha pode voltar para casa querendo ajudar à sua maneira.
Isso tem valor numa reta final de segundo turno em que o desânimo outrora consumiu o tempo que deveria ser dedicado ao trabalho.
7) À noite, haverá o debate da Band, o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio nesta eleição.
Flávio anunciou que não iria e depois confirmou presença, apresentando a sequência como estratégia. Houve quem enxergasse uma mudança de ideia.
O episódio repercutiu muito positivamente na base, mas essa discussão perderá importância assim que os dois começarem a falar.
Vou observar sobretudo as reações de Lula. A irritação nas aparições recentes tem chamado a atenção de todo mundo. Ele por vezes, não consegue se controlar.
Sua experiência é grande, mas uma resposta atravessada pode ocupar o noticiário por mais tempo do que uma boa proposta.
Lula tem mais chances de errar,
na minha opinião.
Flávio tem demonstrado controle emocional diante de perguntas incômodas.
Se mantiver essa postura, poderá sair em boas condições e ainda se beneficiar de um excesso do adversário.
8) Um bom desempenho daria aos apoiadores algo concreto para defender na segunda.
A campanha criticada por permanecer nos bastidores e no ar condicionado poderia transformar cobrança em uma grande onda de envolvimento.
Mas não acabou.
Flávio precisa melhorar o engajamento dos apoios importantes.
9) A partir daí, o que importa é continuidade.
Lideranças precisam aparecer, os apoios de @augustocury , @ronaldocaiado , @RomeuZema e @cleitinhotmj precisam produzir agendas e a disposição das ruas precisa encontrar alguma tarefa.
A participação popular de hoje facilita a mobilização de amanhã. A pressão do eleitor funciona.
O candidato encontra ambientes melhores, os aliados se animam e o que parecia um esforço isolado começa a se repetir em outros lugares.
9) O PT também tentará renovar seus estímulos. Sustentar até a votação o ritmo das últimas semanas exige energia extra depois de forçar muito o motor.
Num país dividido, a iniciativa pode mudar de lado, com aproximações ou alternâncias de liderança nas pesquisas. É a dinâmica dessa campanha polarizada.
10) Por isso, o momento dessa possível reação da direita NESSA RETA FINAL merece atenção.
Estamos entrando na última semana com a possibilidade de uma onda maior de DIREITA.
Até terça ou quarta, teremos uma noção mais clara da consistência desse movimento, sobretudo pelo trabalho que os aliados colocarão na rua depois do domingo.
Se a reação se firmar e Flávio evitar uma escorregada grave, Lula terá pouco prazo para entender a mudança, formular uma resposta e chegar ao eleitor.
Lula se mostrou mais competitivo no segundo turno.
Mas não há planejamento efetivo que funcione para os últimos 7 dias. O melhor termômetro é sempre o engajamento espontâneo das campanhas.
É o tal clima do vencedor.
A direita parece estar mais preparada para o sprint final.
Uma onda verde amarela pode estar se formando.
@RobertoReis Parabéns amigo, ouvi muito analistas, mas somente vc acertou desde a primeira vez há 2 anos atrás.
Vc peregrinou pelo Brasil e trouxe ânimo para não desistirmos.
Vamos a vitória e enterrar esse facção travestida de partido.
Que Deus nos abençoe.
Respondendo à maioria das perguntas num post só.
A campanha do medo NÃO vai funcionar.
Pois o medo maior do brasileiro é, justamente, a reeleição do Lula.
A estratégia do Lula vai ser simplesmente esconder o PT, bater no FLÁVIO, usar fakenews e despertar novamente o medo. Janones TENTAR pegar carona nisso.
Não vai colar. Fiz um artigo mais profundo, que sai amanhã para os assinantes da @RevistaCrusoe.
Lá, apresento mais números e explico os motivos.
Assine CRUSOÉ.
O Lula não está querendo que divulguem esse resultado. Façam esse serviço público e divulguem ao máximo possível de pessoas essa informação, para que não compartilhem esse resultado. Obrigado.