não existe a menor chance de eu me tornar uma viciada em jogos de azar, porque qualquer dinheiro que eu invista, por mínimo que seja e não me traga nenhum retorno, já é o suficiente pra acabar com meu humor
Existe uma mudança interessante , e preocupante ,na cultura das academias. O exercício físico, que deveria estar ligado à saúde, à força, à mobilidade, à disposição, ao envelhecimento saudável e à qualidade de vida,passou a ser também um espetáculo.
A academia virou, em determinados ambientes, uma espécie de passarela fitness,a roupa precisa chamar atenção, o corpo precisa ser exibido, o treino precisa ser filmado e cada espelho parece ter virado cenário para uma sessão de fotos.
Não é uma crítica à vaidade ou a quem gosta de se vestir bem. O problema começa quando a aparência deixa de ser uma possível consequência do exercício e passa a ser sua finalidade principal.
E isso não é apenas impressão. Pesquisas sobre a cultura fitness também mostram como o corpo se transformou em capital de visibilidade, consumo e conteúdo nas redes sociais.
O resultado é perverso , quem entra numa academia querendo simplesmente ficar mais saudável pode começar a acreditar que está fracassando porque não tem o corpo que aparece naquela rede vizinha.
A academia deveria ser um lugar onde você aprende a habitar melhor o próprio corpo, e não um lugar de competição de quem tem o corpo mais dentro dos atuais padrões de beleza.
E talvez a pergunta mais importante seja, quando foi que malhar deixou de ser sobre sentir-se melhor e passou a ser sobre parecer melhor?
Antigamente a gente achava que as pessoas não eram burras, que era falta de acesso a informação.
Aí véio a internet, e sim.. constatou-se que elas são burras mesmo!