O dossiê que despiu toda a direita.
A briga entre Kim Paim e Jeffrey Chiquini tem cara de treta de internet, dessas que morrem em três dias. Mas ela expõe o momento da direita brasileira inteira. E existe um lado certo e um lado errado nessa história, por mais que o isentão de plantão jure que não.
Para entender o caso, é preciso voltar um pouco. Durante muito tempo, a direita teve um único assunto: o PT. Vamos supor que existissem cinco milhões de views de direita circulando na internet. MBL, bolsonaristas, lavajatistas, antipetistas de ocasião, todo mundo pescava no mesmo lago, falando contra as mesmas pessoas. Nesse arranjo, todo mundo ganhava junto.
Aí a direita chegou ao poder e a conta mudou. Os interesses se dividiram, o público se dividiu junto, e começou uma briga por relevância que ninguém quis anunciar em voz alta.
Os primeiros rachas pegaram o público de surpresa. Caso Bivar, caso Santos Cruz, caso Joice Hasselmann. Em cada um deles, parte da militância demorou um ano para entender quem estava certo. O pessoal de perfil mais militar, por exemplo, levou tempo para perceber o que o Santos Cruz representava interesses globalistas da ONU dentro do governo Bolsonaro.
Foi assim que a direita descobriu, meio na marra, que ter lado não bastava. Era preciso vigiar o próprio lado também.
Nesse processo, pessoas que só conheciam elogio descobriu a crítica. E não gostou. Imagine uma parlamentar acostumada apenas receber elogios como reagi a começarem as críticas? Rebatizando as críticas de “ataque”.
Foi a reação da Ana Campagnolo quando foi cobrada pelo trabalho de bastidor contra o Carlos Bolsonaro. O truque é velho: quando chama de ataque, ela se dispensa de responder o mérito. E o eleitor que cobrou vira automaticamente um inimigo do projeto, um infiltrado, fanático, um traidor.
Jornalismo não é assessoria de imprensa
É aí que entra o Kim Paim.
Ele é um player único. E digo isso sem ser audiência fiel dele: de trinta vídeos que ele lança num mês, assisto um ou dois, porque o formato me cansa. Mas eu sei o que ele está fazendo.
A esquerda não tem um Kim Paim. O papel que ele se deu foi o de desnudar. Pegar o que o político faz longe dos holofotes e mostrar pro público. Ele não inventa atitude, não fabrica curtida, não cria print do nada. Ele junta o material que a própria pessoa produziu e coloca na mesa.
Foi exatamente isso que o Allan dos Santos fez no caso da Michelle Bolsonaro. Pegou a carta em que Bolsonaro indicava Flávio como candidato, pegou as atitudes públicas dela e colocou uma coisa ao lado da outra, mostrou a contradição. Ou a orientação mudou e ninguém escreveu carta nova, ou Michelle está ignorando o que o marido pediu. Não tem terceira leitura.
Incomoda? Incomoda.
Mas, no dia em que o político escolhe o que o jornalista pode mostrar, o jornalista virou assessor de imprensa. A Michelle e seu entourage quer assessoria.
O público quer saber que diabos está acontecendo em Brasília.
Quem quiser derrubar o Kim Paim tem o caminho na mesa. São anos de vídeo, milhares de horas gravadas. Basta pegar os programas dele e prova que ele mentiu. Que os prints, são falsos, que as declarações e notícias da pauta são mentirosas e pronto o Kim está acabado.
O Rodrigo Constantino teve essa chance quando foi exposto fazendo campanha velada por outro candidato, com recorte de tela e curtida documentada. Tinha duas saídas honestas: provar que era mentira ou assumir e mandar quem não gostou reclamar com o bispo. Escolheu a terceira: colar rótulo no mensageiro. Ladrão, bandido, dugnista o repertório completo.
Nenhum rótulo respondeu se a curtida existia ou não.
Chegamos então ao Jeffrey Chiquini.
Ele começou bem-posicionado, advogado do nosso querido Filipe Martins, fez um trabalho notário e midiático, ganhou a atenção e a boa vontade dos bolsonaristas de primeira, mas cometeu o erro clássico de quem chega querendo sentar na janelinha sem saber quem é quem no ônibus.
A primeira providência foi dar uma de galo pra cima do Paulo Figueiredo, um sujeito anos-luz à frente dele em lastro político, enfrentamento online e inteligência. Levou uma bordoado no meio e saiu tonteado e com a imagem comprometida. Antes o bom moço advogado agora brigando com bolsonaristas?
Com o Kim Paim, tentou a tabelinha eleitoral: se aproximar do jornalista para ficar bem com o público dele e colher voto. O Kim não se prestou ao papel e disse, em resumo: “tu fala mal de mim, não vem com essa história”.
A partir dali, na cabeça do Chiquini, sobrou uma equação só: ou o Kim Paim vira aliado, ou o Kim Paim precisa desaparecer.
Nasceu o dossiê.
E o que tinha dentro da bomba prometida?
Até eu prudente, mas não sofisticado, resolvi esperar vir a bomba para me manifestar.
Que o Kim Paim é financiado por um bilionário.
Qual bilionário? George Soros? Algum russo proxi de Putin? Não, apenas o dono do Quinto Elemento, veículo onde ele trabalha publicamente, com participação semanal, coisa que qualquer espectador sabe faz anos.
A revelação equivale a denunciar que jornalista da Globo recebe salário dos Marinho. Todo jornalista do Brasil trabalha para gente rica, porque gente rica é quem é dona de veículo. Vale para Jovem Pan, pra Oeste, pra Globo, para todos.
E tem um detalhe que enterra a tese de vez: o Kim Paim existia na internet antes de o Quinto Elemento existir, fazendo o mesmíssimo trabalho e com o mesmo sucesso de hoje.
O resto do material segue a mesma lógica.
Processo na Justiça? Todo mundo tem. Os Marinho colecionam. E, num país onde ativismo judicial é realidade admitida até por quem finge não ver, processo não serve de atestado automático de caráter.
Declaração antiga contra Bolsonaro? Praticamente todo brasileiro tem uma, inclusive bolsonarista que hoje ocupa cargo. O Constantino tem as dele. Quem apoia Bolsonaro desde 2013, como eu, é estatística de um por cento.
O critério honesto sempre foi o que a pessoa faz hoje.
É a mesma premissa de quem quer cancelar o Olavo porque ele estudou astrologia na década de 1980, em vez de pegar os livros do cara e desmontar por dentro.
Ninguém fez.
O que entrega a malícia é o passo seguinte.
Chiquini acusa Kim Paim e o grupo dele de trabalharem contra a candidatura do Flávio, e chega a incluir Eduardo Bolsonaro na conspiração. Eduardo, justamente o responsável direto por essa candidatura existir.
Na sequência, coroa como “verdadeiros apoiadores” justamente quem o Kim expôs por não apoiar Flávio até hoje.
Inverteu a realidade inteira e apresentou de cara limpa.
O padrão se repete no mercado de trabalho da direita. Repare quem ganha emprego em certos veículos: os céticos da candidatura e o pessoal alinhado à Michelle. Depois esses nomes são apresentados como a reserva moral do bolsonarismo, enquanto o verdadeiro bolsonarista passa a ser quem acha que Michelle está certa contra o candidato que o próprio Bolsonaro indicou.
Não faz sentido nenhum, mas cumpre função.
Por que Chiquini aposta numa narrativa tão furada? Porque a matemática dele é de sobrevivência política. Todo mundo que o Kim Paim já expôs vai aplaudir o dossiê e repostar com gosto.
Como ele sabe que está queimado com o público que assiste Kim Paim, acompanha Paulo Figueiredo e vota no Flávio, resolveu pescar no aquário antibolsonarista.
E aí mora o alerta para o eleitor do Paraná: um candidato que puxa tapete de bolsonarista antes de se eleger vai fazer o quê depois de eleito?
Vai se juntar ao outro lado no primeiro dia útil.
Ele só não faz isso agora porque se opor ao Flávio hoje é perder eleição.
Quem domestica quem?
Os políticos querem nos domesticar e nós queremos domesticar os políticos. A briga toda é essa.
O eleitor comum trabalha o dia inteiro e não tem como vigiar mandato, bastidor e curtida de madrugada. Então terceiriza a parte chata. O Kim Paim faz esse serviço e é bem pago por ele, com audiência e Super Chat. Ele passa o dia de olho no que os caras fazem. A gente banca.
O problema é que os nossos políticos não querem ser vigiados. Querem aplauso.
Michelle quer aplauso vinte e quatro horas enquanto faz suas jogadas. Damares quer validação mesmo jogando contra nós. Chiquini, que nem mandato tem, quer ser aceito e exaltado e uma cadeira de senador de um dia para o outro, por ter advogado para Felipe Martins e ter feito críticas ao supremos picaretas. Até a Bia Kicis, que é um quadro excelente e que estamos colocando no Senado, entrou na vibe do “não me critiquem, só me elogiem”.
Não é assim que funciona, Bia.
Tu trabalhas para nós. Nós não trabalhamos para ti.
Errou, pede desculpa. Saiu do caminho, a gente cobra até voltar para o rumo certo. E quem não gostou do arranjo tem a porta da rua à disposição.
Acabou a surdina. Acabou os acordinhos de bastidor.
O que se faz em Brasília vai ser feito na frente do público, com registro e timestamp e eternização no Atlas Brasileiro. Uma hora aparece político que goste de trabalhar assim.
Quem quiser derrubar o Kim Paim que refute o Kim Paim.
Até lá, ele segue clipando. E nós retuitando.
Vai haver uma limpa na CBF, e o atual presidente da Confederação, Samir Xaud, vai cair nos próximos dias. Vão usar o escândalo dele com as amantes que ele trouxe pra Copa do Mundo com cartão corporativo e começar a apertá-lo para que saia da CBF.
🚨 INACREDITÁVEL!
O site iMundo UOL, que odeia os Bolsonaro, fez um documentário-podcast da Madame Ungida EXALTANDO-A.
Acabei de assistir ao teaser
Parabéns, dona @Mi_Bolsonaro , a senhora é “diva” da esquerda iMunda agora.
Eu não ia postar a foto hoje porque tive preocupação em causar AVC em algumas pessoas. 😂
Mas, para desespero dos que torcem contra, continuamos mais juntos do que nunca.
Galera, vou fazer um comentário politicamente incorreto.
Gostei de ver o Neymar dar um tranco nos noruegueses. Gostei de vê-lo chamar a responsabilidade, cobrar o pênalti e encarar o goleiro.
Não foi a atitude mais correta. Mas, naquele momento, vi um guerreiro. Vi alguém que se recusou a aceitar a passividade.
Peço desculpas pela falta de fair play. Mas, depois de assistir à Seleção ser derrotada daquela maneira apática, sem alma e sem demonstrar vontade de vencer, confesso que prefiro até um excesso de ímpeto à completa resignação.
Sei que muitos vão discordar. Assumo que estou errado. Peço desculpas, mas é o que sinto.
Mais um da turma de Nikolas chamando Bolsonaro de COVARDE.
Defendam aí o Zé Trovão, abafem isso, varram pra debaixo do tapete como se tornou o hábito dessa nova direita.
Amanhã a revista Oeste sairá em defesa do Zé Trovão.
Em qualquer partido ele já teria sido expulso.
Enquanto Lula e Janja viajam o mundo com hotéis de luxo, cartão corporativo, diárias milionárias e uma máquina pública cada vez mais cara, a população em situação de rua praticamente dobrou no Brasil.
A inflação corrói o poder de compra, a economia perde força e o governo continua gastando como se o dinheiro fosse infinito. O retrato do Brasil real está nas ruas, não na propaganda oficial do PT.
Enquanto o Presidente Bolsonaro, Flávio, Eduardo e Carlos recomendam o canal do @kimpaim, nikolas na surdina, compartilha em seu Telegram um vídeo do partido NOVO🍊 atacando Kim Paim de forma covarde.
É assim que ele age: de forma dissimulada e traiçoeira.
Sabotou a ANISTIA e agora sabota Flávio Bolsonaro em conluio com Michelle Firmo.
Duvida?
Abra agora o Instagram do @nikolas_dm e conte quantas postagens ele fez sobre nosso candidato Flávio Bolsonaro.🤷🏻♂️
O foco da semana deve ser a ida do @FlavioBolsonaro para lutar contra as tarifas que Lula tanto está cavando. Por isso, em vez de participar pessoalmente da audiência, optei por enviar os meus comentários por escrito. Tenho certeza de que o Flavio vai brilhar e nos representar.
O choro do Neymar não é pelo jogo de hoje, é o choro de quem está há mais de uma década tentando recuperar o prestígio do futebol brasileiro, é o choro de quem disputou 3 Copas sendo um dos melhores jogadores do mundo mas nunca teve companheiros à altura, e agora já após o auge e no banco de reservas mais uma vez vê o sonho escapar. É um choro pela entrada covarde do Zuñiga que o tirou em 2014, é pelo roubo contra a Bélgica que nos tirou em 2018, é pela entregada ridícula nos acréscimos de 2022. Hoje é só o último episódio de uma trajetória trágica e a percepção que mesmo tendo construído uma carreira maravilhosa ele não conseguirá realizar o seu maior sonho que era trazer a sexta estrela pro Brasil. Erga a cabeça, Neymar, infelizmente os craques da sua geração não se tornaram o que esperávamos, e você ficou sozinho, infelizmente não deu.
Ramagem chegou aos EUA numa situação semelhante à minha, também buscando por liberdade longe da ditadura brasileira.
Acompanhei os mesmo desafios de se reestruturar repentinamente numa nova vida nos EUA - em dólar! Ninguém me contou, eu vi, sou a fonte primária, a testemunha ocular.
Como se isso não bastasse, no trajeto para reencontrar sua esposa e filhas ainda assistiu apreensivo a uma revista contra sua família no aeroporto do Brasil, apreensão de celular e valores que estavam dentro dos limites legais e condizentes com seu patrimônio - uma mistura de esculacho com “fishing expedition” que nenhuma meretriz de movimento feminista esquerdista foi capaz se “sorodorizar”.
Assim, os fatos conflitam com um cara que estaria rico recebendo dinheiro ilícito de bicheiro. Não é do perfil do Ramagem. Se fosse para ter desvio moral e lucrar de maneira criminosa há meios muito mais seguros e lucrativos da fazê-lo a mão do Ragem, quando ainda era da ABIN ou mesmo da ativa na PF.
Sigam firmes @delegadoramagem e Rebeca, a liberdade nunca é concedida gratuitamente, ela é conquistada e o Brasil já reconhece este sacrifício 🙏🇧🇷
🧵 A INCRÍVEL SOCIEDADE ENTRE GILMAR MENDES E A CBF.
Quem diria:
O que parece ficção é a mais pura realidade: um ministro do STF sócio da CBF, comandada por Ednaldo Rodrigues. Vem entender esse enredo surreal.
1️⃣ Tudo começou em dezembro de 2023, quando Ednaldo Rodrigues foi afastado da presidência da CBF por decisão da Justiça do Rio.
A acusação? Irregularidades no acordo que o colocou no cargo.
2️⃣ Com o futebol brasileiro em crise institucional, quem apareceu para intermediar a solução?
Gilmar Mendes, ministro do STF, assumiu o protagonismo da conciliação.
3️⃣ Gilmar articulou no próprio Supremo um acordo entre o Ministério Público, a CBF, clubes e federações.
Resultado: Ednaldo voltou ao cargo, mesmo com as denúncias pendentes.
📜 O acordo foi homologado pelo STF, com Gilmar como relator.
4️⃣ O acordo previa:
– Recondução de Ednaldo
– Criação de grupo de trabalho com STF, MP, CBF e clubes
– Eleições futuras com “transparência”
Ou seja, o STF passou a tutelar a governança da CBF.
5️⃣ Mas a história vai além da política institucional.
Gilmar Mendes e a CBF viraram sócios em uma empresa privada.
Isso mesmo. Desde 2023, existe uma sociedade formalizada entre:
– IDP (Instituto de Gilmar Mendes) com 84% de participação
– CBF Academy Brasil, criada por Ednaldo, com 16%
6️⃣ O objetivo da sociedade?
💼 Oferecer cursos para treinadores e profissionais do futebol, sob o guarda-chuva da CBF.
Uma oportunidade de negócios milionária — com a chancela da entidade máxima do futebol brasileiro.
7️⃣ A pergunta que não quer calar:
Como um ministro do STF pode ser sócio de uma entidade que está sob constante julgamento e questionamento jurídico?
Isso levanta sérias dúvidas sobre conflito de interesses e uso da máquina pública para fins privados.
8️⃣ Ednaldo e Gilmar podem não dividir um camarote no Maracanã, mas dividem algo bem mais valioso:
📊 Uma empresa registrada, com CNPJ, contratos e divisão de lucros.
9️⃣ No país do futebol, até a Justiça joga.
E nesse caso, joga em todas as posições: juiz, atacante, dirigente… e sócio.